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Ibovespa titubeia com política monetária em foco sem tirar Brasília do radar

Mais cedo, o IBGE mostrou que o IPCA acumulou nos 12 meses até novembro alta de 4,46%, de 4,68% em outubro e expectativa de 4,49%

Reuters

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Painel eletrônico mostra cotações na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painel eletrônico mostra cotações na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

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SÃO PAULO, 10 Dez (Reuters) – O Ibovespa opera sem uma tendência clara nesta quarta-feira, quando as atenções se voltam para decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, onde dados de inflação e o cenário político também estão no radar.

Por volta de 10h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,18%, a 157.693,72 pontos, após marcar 157.624,07 pontos na mínima e 158.624,07 pontos na máxima até o momento. O volume financeiro somava R$1,78 bilhão.

No exterior, de acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o clima é de “véspera de prova” antes da decisão de juros do Federal Reserve, com as apostas sinalizando corte de 0,25 ponto percentual.

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“Ninguém quer errar o tom antes de Powell subir ao palco às 16h30”, afirmou, referindo-se ao chair do Fed, Jerome Powell e à coletiva à imprensa após a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do BC dos EUA, que sairá às 16h (de Brasília).

Para Pedroso, há um consenso não escrito de que a decisão está dada e a dúvida é o discurso. Powell, avalia, terá de equilibrar um Fomc rachado entre quem já vê desgaste no mercado de trabalho e quem teme abrir demais a guarda antes de 2026.

Após o fechamento da bolsa paulista, o Banco Central brasileiro anuncia decisão sobre a Selic, com as expectativas apontando para a manutenção da Selic em 15% e o foco também voltado ao comunicado e sinais sobre os próximos passos.

Mais cedo, o IBGE mostrou que o IPCA acumulou nos 12 meses até novembro alta de 4,46%, de 4,68% em outubro e expectativa de 4,49%, voltando a ficar abaixo do teto da meta pela primeira vez desde setembro de 2024.

Na base mensal, subiu 0,18% no mês passado, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 0,20%.

O cenário político nacional também continua no radar dos agentes financeiros.

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“A verdade é que 2026 atropelou 2025”, afirmou Pedroso, da Criteria, acrescentando que o mercado amanheceu tentando entender se o acordo da Dosimetria é “moeda de troca real ou só mais um capítulo da novela Brasília 40 graus”.

Deputados aprovaram na madrugada desta quarta-feira projeto de lei que reduz as penas de condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atos relacionados à tentativa de golpe de Estado que culminou em 8 de janeiro de 2023.

Entre os potenciais beneficiados com a medida está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo período em regime fechado pode passar de quase 7 anos para 2 anos e 4 meses.

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“O clima institucional segue pesado e qualquer ruído extra está sendo precificado quase instantaneamente”, acrescentou.

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