Ibovespa tenta firmar alta pela tarde, seguindo Wall Street e guiado por Petrobras

Lucro da Sears e reafirmação do rating dos EUA agradam lá fora, enquanto alta das commodities ajuda índice por aqui; dólar cai

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SÃO PAULO – Amparados por referências favoráveis na esfera corporativa, os mercados sustentam os leves ganhos do início do dia, também observando a valorização no preço das matérias-primas. A reafirmação do rating soberano dos Estados Unidos também ajuda a manter o bom humor nas bolsas da região, enquanto por aqui o Ibovespa conta com o fôlego de Petrobras para manter-se no campo positivo, não só na sessão, como na semana.

A cena corporativa de Wall Street traz referências díspares. Enquanto a varejista Sears (+12%) apresentou lucro líquido de US$ 26 milhões no primeiro trimestre, ante o prejuízo de US$ 56 milhões no mesmo período do ano passado, a AIG (-6%) tem como notícia a provável saída de Edward Liddy das funções de chairman e de CEO (Chief Executive Officer).

Depois do rebaixamento da perspectiva para o rating soberano do Reino Unido ter gerado dúvidas quanto a um eventual início de uma onda de revisões negativas nas classificações de países desenvolvidos, a Moody’s reafirmou o rating soberano dos EUA, o que também traz certo alívio aos investidores. Cabe lembrar que no começo da semana, a agência de classificação de risco rebaixou a nota dos títulos do Japão.

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Voltando à esfera corporativa, confirmando as especulações recentes, a companhia financeira GMAC (+4,40%) – especializada na concessão de crédito automotivo e imobiliário – recebeu injeção de US$ 7,5 bilhões do Tesouro dos EUA. Já no setor financeiro, de olho nos custos operacionais, o Citigroup direcionou seu foco à área de tecnologia e projetou economia anual superior a US$ 1 bilhão ao otimizar o sistema, segundo a mídia internacional.

Petrobras

Influenciado pelo bom humor verificado nas bolsas norte-americanas nesta tarde, o Ibovespa registra valorização nesta tarde, guiado pelos papéis de Petrobras. Por outro lado, depois de se destacarem entre os ganhos do índice no ultimo pregão, os papéis de Sadia e Perdigão caem nesta tarde e ajudam a limitar os ganhos da bolsa brasileira.

No caso da petrolífera, o noticiário coloca em evidência o comunicado enviado pela empresa ao mercado informando que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) ratificou a decisão da SEP (Superintendência de Exploração) aprovando os prazos concedidos aos Planos de Avaliação referentes aos blocos BM-S-8, BMS-9, BM-S-10, BM-S-11 e BM-S-21.

Já no caso do setor de alimentos, destaque para as novidades sobre a fusão entre Sadia e Perdigão, cujos ativos caem nesta tarde. Desta vez, o jornal gaúcho Zero Hora afirmou que o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, sinalizou um possível “congelamento” da operação.

Ibovespa sobe

O Ibovespa opera com alta próxima de 0,8%, contornando os 50.500 pontos. O volume financeiro do índice totaliza R$ 2,6 bilhões nesta tarde.

Entre os destaques de alta estavam os papéis
JBS ON (JBSS3, +3,19%),
Rossi Resid ON (RSID3, +2,46%),
Sabesp ON (SBSP3, +2,35%),
Ultrapar PN (UGPA4, +2,28%) e Pao de Açucar PN (PCAR4, +2,27%).
Por outro lado, as ações
TIM Part ON (TCSL3, -3,74%),
Brasil T Par PN (BRTP4, -2,15%),
TAM PN N2 (TAMM4, -1,72%),
Lojas Americanas PN (LAME4, -1,68%) e Lojas Renner ON (LREN3, -1,61%).
encerraram a manhã em queda.

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Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 356,20 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 299,27 milhões), BMF Bovespa ON (BVMF3, R$ 120,33 milhões), Itau Unibanco PN (ITUB4, R$ 103,86 milhões) e Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 78,19 milhões).

Dólar cai

O dólar comercial mantém o movimento de desvalorização visto durante a manhã e opera nesta tarde próximo a R$ 2,03. A preocupação vista no mercado na última sessão perde espaço nesta sexta-feira (22) após a manutenção do rating da dívida soberana norte-americana pela Moody´s.

Após discurso de Henrique Meirelles na véspera sobre o mercado cambial, a sexta-feira conta com declarações do ministro da Fazenda. Guido Mantega reforçou o otimismo em relação à recuperação econômica do País, ao afirmar que o Brasil será visto como destino interessante de capitais externos, “o que já está acontecendo”.

Porém, ele ponderou sobre a maior percepção do Brasil ao investidor estrangeiro, relacionando a valorização da moeda à desestimulação da exportação. “É claro que essa valorização atrapalha. Atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação”.

No âmbito interno, destaque para o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que revelou inflação de 0,59% em maio – acima do calculado no mês anterior. A aceleração foi atribuída ao aumento no preço do cigarro e dos remédios.