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*Atualizado às 18h (horário de Brasília)
SÃO PAULO – Intensificando as perdas na parte da tarde, o Ibovespa fechou a sessão no quarto pregão consecutivo de queda, pressionado pelas ações de siderúrgicas e imobiliárias, que mostram queda de mais de 5% nesta sexta-feira (15). O principal índice de ações da bolsa brasileira registrou baixa de 0,72%, a R$ 56.869 pontos. Na semana, o índice fechou em baixa de 2,67%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 9,01 bilhões.
Os ativos da Usiminas (USIM3, R$ 10,70, -6,88%; USIM5, R$ 10,14, -5,23%) fecharam em fortes perdas, assim como os papéis da CSN (CSNA3, R$ 9,78, -3,17%), da Gerdau (GGBR4, R$ 15,16, -1,56%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 19,16, – 1,30%). O movimento negativo de todas elas se intensificou após as 14h (horário de Brasília). Juntas, elas respondem por cerca de 7% do índice.
O índice também ficou bastante pressionado em meio à forte volatilidade das ações preferenciais de Petrobras (PETR4, -1,50%, R$ 19,38) e Vale (VALE5, -0,12%, R$ 33,59), que alternaram entre expressivos ganhos e perdas nesta sessão. As duas ações ficaram voláteis pela proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira. Vale ressaltar que as ações ON da petrolífera (PETR3) registraram ganhos de 2,12% na sessão.
JBS lidera ganhos
As ações da JBS (JBSS3) lideraram os ganhos, fechando com alta de 4,49%, a R$ 7,21. O índice acompanhou a perda de forças da OGX Petróleo (OGXP3), que fechou com ganhos de 4,18%, atingindo os R$ 2,49 – depois de atingir os R$ 2,60 na máxima do intraday. O papel da LLX Logística (LLXL3) também registraram fortes ganhos após assinar contrato da área do canal TX2, no Superporto de Açu, para a finlandesa Wärtsilä por 30 anos, com alta de 2,98%.
Como maior baixa, destaque ainda para as ações da MRV Engenharia (MRVE3) Gafisa (GFSA3), com quedas respectivas de 8,07%, aos R$ 9,80, e 7,02%, R$ 3,71, após um início de temporada de resultados ruim para as construtoras. Outras imobiliárias presentes no índice também mostram forte queda.
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As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 9,80 | -8,07 | -18,05 | 115,41M |
| GFSA3 | GAFISA ON | 3,71 | -7,02 | -21,23 | 57,17M |
| USIM3 | USIMINAS ON | 10,70 | -6,88 | -21,73 | 7,95M |
| USIM5 | USIMINAS PNA | 10,14 | -5,23 | -20,78 | 132,03M |
| BISA3 | BROOKFIELD ON | 2,75 | -4,51 | -19,59 | 23,87M |
As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| JBSS3 | JBS ON | 7,21 | +4,49 | +20,17 | 41,38M |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 2,49 | +4,18 | -43,15 | 316,54M |
| LLXL3 | LLX LOG ON | 2,42 | +2,98 | +0,83 | 13,82M |
| BRKM5 | BRASKEM PNA | 14,44 | +2,85 | +12,81 | 30,17M |
| MRFG3 | MARFRIG ON | 9,36 | +2,63 | +10,38 | 20,70M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|
| VALE5 | VALE PNA | 33,59 | -0,12 | 633,93M | 28.431 |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 19,09 | -1,50 | 633,46M | 51.631 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 2,49 | +4,18 | 316,54M | 26.942 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN EJ | 35,58 | +0,08 | 222,00M | 25.343 |
| BBDC4 | BRADESCO PN | 37,04 | +0,68 | 207,43M | 15.715 |
| BRFS3 | BRF FOODS ON | 43,70 | +1,04 | 181,91M | 9.659 |
| VALE3 | VALE ON | 34,73 | -0,77 | 178,48M | 13.820 |
| AMBV4 | AMBEV PN | 84,91 | -2,01 | 164,96M | 7.461 |
| BBAS3 | BRASIL ON ED | 26,35 | -0,26 | 162,05M | 15.691 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 17,80 | +2,12 | 148,87M | 17.114 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Fitch diminui projeções para o Brasil
A agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu as perspectivas de crescimento econômico mundiais. Para o Brasil, a projeção passou de alta no PIB (Produto Interno Bruto) de 3,7% para 3% em 2013.
Na agenda de indicadores, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central e conhecido no mercado como a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), mostrou forte alta de 1,29% na passagem de dezembro para janeiro, ainda que o número tenha sido impulsionado pela revisão dos números nos meses anteriores. Em relatório, o Bradesco diz que a expectativa era de uma alta de 1%.
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“O resultado reportado pelo Banco Central reforça a percepção de aceleração do crescimento no primeiro trimestre, o que está em linha com estímulos implementados nos últimos meses e a dissipação de fatores que prejudicaram o crescimento nos últimos trimestres”, escreve a equipe do Bradesco.
Nos EUA, a inflação medida pelo CPI (Consumer Price Index) avançou 0,7% em fevereiro, para sua máxima desde 2009 e ligeiramente acima das projeções, mas a atividade industrial na região de Nova York, medida pelo Empire Manufacturing, atingiu a marca de 9,2, bem acima dos 6,5 esperados pelo mercado, segundo compilação feita pela Briefing.com.
A produção industrial também reservou surpresas positivas aos investidores: a alta foi de 0,7%, contra expectativa de 0,4%, assim como a capacidade utilizada subiu para 79,6% e superou os 79,4% previstos. Já o Michigan Sentiment de março ficou em 71,8 pontos, contra 77,6 em fevereiro.
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A semana
A semana foi negativa para o índice, com o destaque ficando novamente para a OGX, que ajudou a pressionar o índice ao fechar em queda de 19,94% em meios aos dados decepcionantes de produção de petróleo no mês de fevereiro. Em meio ao cenário decepcionante, oito instituições cortaram as expectativas para a companhia dentre elas, grandes bancos internacionais, como Credit Suisse, Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan, entre outros. Entre as maiores altas, esteve a Suzano (SUZB5), cujas ações subiram 8,80% no mesmo período.
No meio da semana, as ações da Vale chamaram a atenção do mercado, diante de perspectivas ruins na China e temores com relação ao novo código minerário. Vale lembrar ainda que, na sessão da última quarta-feira (13), um rumor de que o Brasil teria seu crédito rebaixado pela Standard & Poor’s afetou o mercado brasileiro, gerando forte volatilidade no índice. Entretanto, a S&P, assim como a Moody’s negou os rumores.
Na agenda econômica brasileira, as atenções do mercado se voltaram para a Ata do Copom (Comitê de Política Monetária) ao expressar a cautela do Banco Central com a condução da política monetária e com a inflação, ao dizer que a alta nos preços pode não ser causada por um efeito temporário. O comitê também reiterou que irá acompanhar o cenário macroeconômico para decidir sobre os próximos passos da política monetária na próxima reunião.
Durante a semana, dados da China também foram divulgados, mostrando uma alta na inflação de fevereiro e uma desaceleração na produção industrial nos dois primeiros meses do ano. A decepção maior ficou por conta da produção industrial, que mostrou alta de 9,9% nos meses de janeiro e fevereiro, abaixo dos 10,6% previstos pelo consenso do mercado. No mesmo período as vendas no varejo cresceram 12,3%, também abaixo dos 15,0% esperados.