Ibovespa sustenta alta e sobe 2,48%, com resultados e alta das commodities

Índice tem maior alta percentual desde novembro do ano passado; noticiário sobre a Grécia ajudou no otimismo dos mercados

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Em uma terça-feira (9) de bom humor para os mercados acionários, com resultados corporativos e noticiário positivos, o Ibovespa estendeu os ganhos e encerrou em alta de 2,48%, a maior valorização percentual desde 9 de novembro de 2009, a 64.718 pontos. A bolsa brasileira foi impulsionada ainda pela alta na cotação das commodities. O volume financeiro atingiu R$ 7,61 bilhões.

Dos papéis do índice, somente sete fecharam em baixa, além de dois outros estáveis.

Pela temporada de divulgação de resultados no País, o Itaú Unibanco fechou 2009 com um lucro líquido de R$ 10,1 bilhões, uma evolução de 0,6% contra o registrado em 2008, de R$ 10 bilhões pró-forma, que considera a soma dos resultados dos dois bancos no ano, antes da fusão. Os papéis da instituição financeira encerraram em alta de mais de 4%.

A mineradora Vale também ganha destaque, após o CIC (China Investment Corporation), fundo soberano do governo chinês, afirmar que realizou um investimento equivalente a US$ 498 milhões em ADRs (American Depositary Receipts) da mineradora no ano passado. A blue chip viu os papéis se valorizarem na sessão, também embalados pela alta das commodities metálicas no exterior.

Aproveitando as referências do pregão anterior, as ações de TAM e GOL seguiram a trajetória positiva vista na véspera e avançaram na sessão. Ainda entre as maiores variações positivas, destaque para as ações do setor imobiliário, com forte pressão compradora perto do final do pregão. As ações da PDG Realty lideraram os ganhos, enquanto a Cyrela esteve também entre as maiores altas. Na ponta vendedora, Souza Cruz, OGX e ALL aparecem entre as maiores quedas.

Empresas que não fazem parte do Ibovespa também reportaram seus números trimestrais. A Porto Seguro, cujas ações subiram 0,5%, revelou lucro líquido de R$ 118,8 milhões no quarto trimestre. Já a Brasil Ecodiesel (+1,63%) encerrou o dia em alta, após divulgar seu plano estratégico para os próximos anos. A empresa pretende investir em matérias-primas alternativas e mapear as oportunidades de fusões e aquisições no mercado de biodiesel.

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Noticiário
Segundo rumores que rondaram os mercados globais, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, teria adiado sua volta à Europa após viagem à Austrália para reunir-se com outros membros da UE sobre o suporte a ser concedido à Grécia.

Entre os resultados corporativos, o UBS revelou um lucro líquido de 1,2 bilhão de francos suíços (US$ 1,1 bilhão) entre outubro e dezembro do ano passado, superando as estimativas do mercado. O mesmo se passou com o McDonald’s. A rede norte-americana de fast food registrou um avanço de 2,6% em suas vendas globais em janeiro, acima da alta de 2% projetada pelos analistas. Já a Coca-Cola trouxe um desempenho em linha com o esperado.

Ainda na esfera internacional, a China reportou um recorde de vendas de veículos em janeiro, enquanto na Alemanha a balança comercial ficou positiva em € 13,5 bilhões em dezembro. Em Londres, oficiais do Tesouro britânico afirmaram que o governo manterá participação no Lloyds e no RBS por pelo menos cinco anos.

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Agenda
O noticiário contou ainda com os dados trazidos pelo Wholesale Inventories, que demonstrou forte queda no nível dos estoques do atacado norte-americano em dezembro passado.

O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente à primeira quadrissemana de fevereiro apontou inflação de 1,28%, taxa 0,06 ponto percentual abaixo da registrada na medição anterior.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no País deverá avançar 7,2% neste ano, atingindo a marca de 143,4 milhões de toneladas.

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Os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário mostraram que a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou queda de 2,8% em 2009, na comparação com o acumulado do ano de 2008. Em dezembro, houve recuo de 3,7% em relação a novembro e queda 5% frente a dezembro do ano anterior.

Dólar
Mantendo o clima de otimismo visto na sessão anterior, o dólar comercial foi ampliando sua trajetória negativa ao longo do dia até fechar com queda de 1,55%, sendo cotado na venda a R$ 1,845. Foi a segunda desvalorização consecutiva da moeda norte-americana, que já acumula perdas de 2,28% na semana.

Por aqui, o Banco Central voltou a comprar dólares. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), foi realizado um leilão de compra pela autoridade monetária no mercado à vista, entre as 15h00 e as 15h10 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8455.

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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,26%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 133,30% de seu valor de face, estável frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 232 pontos-base, baixa de 12 pontos-base em relação ao fechamento anterior.

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