Ibovespa sobe mais de 2%, impulsionado pela reunião de cúpula da UE

Empresas de Eike Batista sobem forte nesta sessão, corrigindo parte das perdas acumuladas nos últimos dias

Por  Ana Carolina Cortez

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte alta de 2,69% nesta manhã de sexta-feira (29), atingindo 54.068 pontos. O bom humor do mercado é impulsionado pela reunião de cúpula na União Europeia, que já resultou no anúncio de uma série de medidas de combate à crise. Além disso, o movimento é de repique. Muitas empresas que pressionaram o benchmark brasileiro nos últimos pregões buscam consolidar recuperação neste dia.

Nesse quesito, o destaque vai para a OGX (OGXP3), que chegou a recuar quase 40% nos últimos dois dias. Por volta das 10h20 desta sexta, os papéis da petrolífera operavam com ganhos de 6,34%, cotados a R$ 5,37. Em resposta ao desempenho desastroso da companhia na semana, Eike Batista anunciou a substituição do diretor-presidente Paulo Mendonça por Luiz Eduardo Guimarães Carneiro.

Outras ações que figuram entre os maiores ganhos da sessão são MMX (MMXM3, R$ 5,42, +8,40%), FIBRIA ON (FIBR3, R$ 14,59, +5,95%), LLX LOG ON (LLXL3, R$ 2,16, +5,37%) e MRV ON (MRVE3, R$ 9,18, +4,79%).

Europa unida
O primeiro dia de reunião de cúpula na União Europeia surpreendeu os mercados com o anúncio de uma série de medidas conjuntas de combate à crise, como a criação de um órgão central de supervisão do sistema financeiro do bloco, além de um pacote de € 120 bilhões para impulsionar os países mais vulneráveis. O órgão também sinalizou para a recapitalização direta dos bancos pelos fundos de resgate e para medidas que comprem títulos da dívida de países da região. 

O presidente da Comissão Europeia, Herman van Rompuy, afirmou que esses países receberão ajuda financeira temporariamente pelo fundo de resgate EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), enquanto o bloco aguarda a criação e capitalização do ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização). 

Indicadores fracos
O anúncio, inclusive, ofuscou indicadores negativos divulgados nesta manhã, como a queda nas vendas do varejo alemão e na produção industrial japonesa, ambas em maio.

Já nos Estados Unidos, o núcelo da inflação veio melhor do que o previsto. O índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) avançou 0,1% em maio, contra as projeções de 0,2% do mercado.

Agenda interna
Se dependesse apenas dos indicadores nacionais, o desempenho da bolsa poderia não ser tão expressivo neste dia. O ICS (Índice de Confiança de Serviços) registrou queda de 1,8% em junho na comparação com maio, passando 125,4 para 123,1 pontos – o menor patamar desde agosto de 2009, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). 

Já o IPP (Índice de Preços os Produtor) avançou para 1,65% em maio, contra 1,46% de abril, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ainda nesta mannhã, o mercado aguarda o Banco Central divulgar a Nota de Política Fiscal do mês de maio.

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