Ibovespa sobe mais de 2% com nova disparada da OGX e de olho nos EUA

Buscando sua 6ª alta seguida, índice supera os 56.000 pontos; impasse sobre aumento do teto da dívida continua nos EUA a um dia do "default"

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SÃO PAULO – O Ibovespa consolida mais um dia de alta nesta quarta-feira (16), buscando seu sexto pregão de ganhos. Apesar do impasse sobre o teto da dívida norte-americana continuar atormentando os investidores a um dia do “default técnico” do país, a forte alta de ações com participação relevante no índice colabora para mais um dia positivo no mercado brasileiro.

Às 11h36 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava de 2,27%, a 56.2288 pontos. Colabora positivamente para o índice a nova disparada da OGX Petróleo (OGXP3): após subir 48% na véspera, a petrolífera de Eike Batista avança 44,12% neste momento, valendo R$ 0,49, com a notícia de que a empresa será vendida para a Vince Partners por US$ 220 milhões, o que é negado por ambas as empresas.

Também na ponta positiva aparece a Localiza (RENT3, R$ 36,48, +3,78%), que sobe após registrar alta de 43% em seu lucro líquido na comparação entre o terceiro trimestre de 2012 e 2013, atingindo R$ 102,1 milhões. A receita líquida consolidada da companhia também registrou alta, de 16%, somando R$ 935,9 milhões.

Já na ponta negativa do índice, a Oi (OIBR3, R$ 4,59, -1,50%; OIBR4, R$ 4,34, -1,59%) recua após ter subido por 6 pregões consecutivos e tendo acumulado ganhos de mais de 20% nos últimos dias.

As imobiliárias também voltam a ser destaque negativo, com Gafisa (GFSA3, R$ 3,49, -1,13%), PDG (PDGR3, R$ 2,22, -0,89%) e Rossi (RSID3, R$ 3,41, -0,29%) estendendo as perdas da véspera, quando a Cyrela (CYRE3, R$ 17,02, +1,19%) divulgou sua prévia operacional, com forte queda na velocidade das vendas no terceiro trimestre. O resultado da Gafisa também decepcionou, com recuo nas vendas no mesmo período.

Agenda econômica
Nesta sessão, os investidores analisam diversas indicações econômicas, como a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que mostrou pouco avanço, com alta de 0,08% em agosto, o início da temporada de resultados e a incerteza nos EUA. Além disso, esta sessão marca o vencimento de opções sobre o Ibovespa.

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Com o prazo para o Congresso norte-americano aumentar o teto da dívida evitando um default técnico se esgotando, a agência de classificação de risco Fitch ameaçou na véspera cortar o rating dos EUA, citando que as autoridades não elevaram o teto da dívida no tempo certo, o que levanta dúvidas sobre a qualidade do crédito norte-americano e pode levar a uma crise de confiança, que afetaria a base da economia mundial. A última vez que o país teve seu rating cortado foi em agosto de 2011, quando o Congresso também enfrentava um impasse sobre a mesma questão.

Por lá, fontes disseram ao Wall Street Journal que o presidente da Câmara, John Boehner, teria aceitado colocar em votação um plano do Senado para aumentar o teto da dívida do governo até 7 de fevereiro e reabriria os serviços públicos, fechados há 16 dias.

Ainda por lá, a BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, mostrou alta de 15% em seu lucro, que atingiu US$ 730 milhões no terceiro trimestre. Já o Bank of America mostrou lucro de US$ 2 bilhões, ante prejuízo um ano antes. Por outro lado, o lucro do BNY Mellon recuou para US$ 967 milhões no mesmo período.

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Indicadores e política
Na Europa, os principais índices acionários encerram uma forte sequência de ganhos, com as preocupações sobre os EUA pesando sobre o apetite por risco dos investidores, que preferem realizar os ganhos acumulados nos últimos dias a investir em mais ativos de risco. Por lá, o índice de preços ao consumidor subiu 1,1% em setembro, em linha com o esperado.

Na Itália, o primeiro-ministro Enrico Letta apresentou o orçamento do país para 2014, citando que pela primeira vez em muitos anos o orçamento não apresenta aumento em taxas ou cortes sociais. Já na Grã-Bretanha, a taxa de desemprego permaneceu em 7,7% em agosto, enquanto o número de empregados subiu para uma máxima recorde.

Por fim, na Alemanha, o Partido Verde afirmou não ver terreno suficiente para formar um governo comum com a chanceler Angela Merkel, levando assim o grupo a ter que negociar com o PSD (Partido Social Democrata), o maior da oposição, em meio a divergências de pensamento sobre diversos assuntos.