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Ibovespa sobe quase 1%, a 206 mil pontos, com Petrobras e cenário eleitoral no radar

O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$ 60,2 bilhões

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O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta, tendo como suporte os ganhos da Petrobras (PETR3;PETR4), que se beneficiaram da disparada do preço do petróleo no exterior, ao mesmo tempo que os investidores avaliaram o noticiário eleitoral.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 206.220,24 pontos, após marcar 203.984,57 na mínima e 207.953,74 na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$ 60,2 bilhões.

No mercado internacional, o dia foi marcado por mais uma disparada do petróleo em meio ao ressurgimento das preocupações com a guerra em curso no Oriente Médio e às crescentes interrupções no abastecimento causadas por um furacão que se aproxima da costa do Golfo dos Estados Unidos.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 4,1%, a US$104,28.

Os ganhos da commodity favorecerem papéis de peso na bolsa brasileira, como Petrobras (PETR3;PETR4), que fizeram o índice se descolar das bolsas de Nova York, que registraram perdas. O S&P 500 fechou em queda de 0,45%.

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Ao mesmo tempo, investidores locais continuaram tendo como foco a agenda eleitoral.

Pela manhã, a pesquisa de intenções de voto PoderData/Aya, mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos na simulação de segundo turno, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

“Como o mercado já vem apostando alto em uma vitória do Flavio no 2° turno, o que foi corroborado com a pesquisa do Poder Data, o mercado vem se animando e Petrobras é a principal ação do país para investidores se posicionarem em bolsa Brasil”, disse o chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, da Gabriel Magno.

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Os investidores aguardam o Datafolha, que divulga sua primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição no início da noite desta quinta-feira.

Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, o mercado mantém otimismo diante da vantagem de Flávio na corrida ao segundo turno da eleição presidencial, no dia 25. Porém, após a alta de 7,7% do Ibovespa na segunda-feira e em meio ao exterior “pesado”, o espaço para alta forte é limitado.

Investidores digerem noticias ligadas ao senador do PL. Em vídeo publicado no X, o economista Adolfo Sachsida, que se apresenta como coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio, afirmou que uma eventual gestão não fará privatizações e citou especificamente Petrobras, Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa Econômica Federal.

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“Com certeza, falar em fiscal anima, assim como citar nomes que poderão compor a Fazenda em uma eventual gestão Flávio”, diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Analistas do Rio de Janeiro e de São Paulo consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) começam a afinar as apostas sobre quem comandará a economia caso o candidato do PL vença o pleito no fim deste mês, e os nomes mais citados para o Ministério da Fazenda são Marcelo Kayath, Alexandre Bettamio e Roberto Campos Neto.

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(com Reuters e Estadão Conteúdo)