Bolsa

Ibovespa sobe estendendo os ganhos da última sessão com China e dados positivos no Brasil

Índice avança e dólar cai com uma melhora no cenário externo, que ontem se somou ao desempenho melhor que o esperado do PIB no segundo trimestre para levar a Bolsa à sua maior alta desde maio

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (30), mais um dia positivo para as bolsas internacionais e os futuros dos índices norte-americanos, em em meio à trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Ontem, dirigentes da China disseram que as retaliações feitas pelo país às tarifas impostas pelos EUA já são suficientes e que as conversas para um acordo que ponha fim às tensões foram retomadas o que, somado ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acima do esperado, fez com que o Ibovespa voltasse aos 100 mil pontos

Às 10h05 (horário de Brasília) o principal índice da B3 tinha alta de 0,66% a 101.183 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,24% a R$ 4,1612 na compra e a R$ 4,1619 na venda.

O dólar futuro para setembro caía 0,47% a R$ 4,150. Lembrando que hoje é dia de fechamento da Ptax, o que sempre gera volatilidade no câmbio. O contrato futuro referência para o dólar será trocado à tarde pelo DOLV19, com vencimento em outubro. 

Ao mesmo tempo, os contratos futuros de juros registravam novos ganhos, o DI para janeiro de 2021 recua seis pontos-base a 5,58%, e para janeiro de 2023 registra perdas de 11 pontos-base, a 6,64%. 

No Brasil, os investidores repercutem os dados revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE. A Pnad revelou que no segundo trimestre a taxa de desemprego do País terminou em 11,8%, um recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. 

A população desocupada (12,6 milhões de pessoas) recuou 4,6% (menos 609 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e ficou estatisticamente estável em relação a igual período de 2018 (12,8 milhões).

Argentina

A S&P afirmou que o anúncio do governo da Argentina, segundo o qual o país adiaria pagamentos de dívida de curto prazo a investidores institucionais, representa um default “sob nossos critérios”. Isso levou a agência a rebaixar o rating soberano em moeda estrangeira de longo prazo do país de B- para SD (default seletivo). Os ratings de emissão de curto prazo foram rebaixados para D (default).

Em comunicado, a S&P argumenta que, por seus critérios, a extensão dos vencimentos de dívida de curto prazo que devem ser pagos somente mais adiante, segundo o governo local, constitui um default. Os ratings de emissão de longo prazo da Argentina foram cortados de B- para CCC-, complementa.

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A S&P diz que há riscos associados a um eventual fracasso para avançar com os planos do governo do presidente Mauricio Macri, bem como a perspectiva de que o estresse nos mercados perdure após a eleição presidencial, que terá primeiro turno em 27 de outubro.

A agência afirma que as vulnerabilidades mais acentuadas do perfil de crédito da Argentina são fruto da “rápida deterioração do ambiente financeiro, da ausência de confiança nos mercados financeiros sob as políticas na próxima administração” e da “incapacidade do Tesouro de rolar dívida de curto prazo com o setor privado”.

O jornal Valor Econômico destaca que economistas e analistas argentinos avaliam que, se o governo Macri não receber nenhum sinal positivo nos próximos dias, seja dos credores da dívida, do mercado de capitais ou do FMI, as chances de uma moratória desordenada cresceram substancialmente.

A Folha destaca que o governo, inclusive, vem tentando evitar o termo moratória ou default, já que, caso isso seja oficializado, serão acionados seguros de crédito que demandariam gasto extra ao país e a detentores de títulos.

Noticiário Corporativo

O Bradesco (BBDC3; BBDC4) anunciou um novo programa de demissão voluntária (PDV), o segundo na história do banco. O objetivo do movimento, conforme o vice-presidente da instituição, André Cano, é adequar o quadro de colaboradores ao avanço da tecnologia, que, se de um lado permite uma maior produtividade, do outro, diminui a exigência de pessoal.

O PDV do Bradesco ocorre após os concorrentes Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) também anunciarem iniciativas nesta direção. O BB desligou 2,3 mil funcionários, ao custo de R$ 260 milhões, enquanto o Itaú aceita adesões até o próximo sábado e mira um número de 6,9 mil pessoas.

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O Bradesco não abriu o número de funcionários almejado com o PDV nem mesmo a economia de gastos que terá após o movimento. O segundo PDV do Bradesco terá início na próxima segunda-feira, dia 02, e vai até o dia 16 de outubro. Na mira, estão funcionários com mais de 20 anos de casa.

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Diante de um cenário dramático de necessidade de corte de despesas em 2020, o governo avalia suspender novas contratações do programa Minha Casa Minha Vida e redirecionar recursos do Sistema S para bancar alguns gastos do Orçamento. A intenção é suspender as contratações por um prazo que garanta uma economia de despesas de R$ 2 bilhões.

O anúncio vem em um momento de recuperação do setor imobiliário, com os financiamentos à compra e à construção de imóveis atingindo R$ 6,7 bilhões em julho, alta de 10,5% em relação a junho e avanço de 36,0% frente ao mesmo mês do ano passado, segundo Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 B3SA3 B3 ON44,89+1,35+69,581,20M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N215,04+1,21-1,80147,21K
 BRKM5 BRASKEM PNA29,29+1,21-38,18134,73K
 BBSE3 BBSEGURIDADEON33,24+1,09+26,61142,93K
 RENT3 LOCALIZA ON46,70+1,08+57,83317,56K

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 IRBR3 IRBBRASIL REON103,90-0,10+27,73623,41K
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)