Bolsa

Ibovespa sobe forte e se aproxima da máxima histórica de fechamento após exercício de opções

Mercado começa a semana com ganhos enquanto o alívio na guerra comercial prevalece sobre as tensões na UE

Gráfico de ações (Shutterstock)
Gráfico de ações (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa sobe perto de 1% e se aproxima da máxima histórica de fechamento, atingida no dia 10 de julho em 105.817 pontos. O que impulsionou o índice foi o exercício de opções sobre ações ocorrido no período da tarde, de modo que mesmo sem notícias tão fortes do lado positivo, a Bolsa destravou a corrida aos 106 mil pontos.

Às 11h09 (horário de Brasília) o principal índice da B3 tinha ganhos de 1,04% a 105.788 pontos. Já o dólar comercial sobe 0,39% a R$ 4,1348 na compra e a R$ 4,1355 na venda. O dólar futuro para novembro avança 0,51% a R$ 4,138.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 recua três pontos-base a 4,44% e o DI para janeiro de 2023 tem queda também de três pontos-base, a 5,42%.

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Fora do vencimento de opções, esta segunda-feira (21) é um dia marcado por notícias conflitantes no cenário externo. Por um lado, é positiva para o mercado a declaração do presidente Donald Trump de que espera assinar o acordo comercial com a China no Chile entre 16 e 17 de novembro. Por outro, fortalecem os vendedores as incertezas em relação ao Brexit.

No final de semana, o Parlamento britânico frustrou expectativas de que fosse aprovado o acordo negociado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, com a União Europeia. O premiê foi derrotado por 322 votos a 306. O cenário agora envolve duas hipóteses: ou o Reino Unido sai sem acordo ou a UE adia o prazo de 31 de outubro para o Brexit.

O presidente Jair Bolsonaro, ao chegar no Japão, disse que “o bem vencerá o mal”, em referência à disputa interna dentro do seu partido, o PSL.

A cúpula do partido do presidente, liderada por Luciano Bivar, afirmou que passará a atuar de forma independente, o que significa contraria o governo em alguns casos em votações no Congresso.

Noticiário Corporativo

A Yduqs (YDUQ3), antiga Estácio, fechou a compra da participação da Adtalem Brasil Holding, décimo maior grupo de ensino privado do País, com 102 mil alunos matriculados, 20 campi e mais de 180 polos de EAD – detentora das marcas Ibmec, Wyden, Damásio Educacional, SJT Med e Clio. A transação consiste na compra de 100% das ações da Adtalem pelo valor de R$ 1,92 bilhão, acrescido da posição líquida pro forma do caixa da Adtalem de R$305 milhões.

“O pagamento do valor total será realizado à vista na data de fechamento. O valor da Transação contempla um mecanismo de locked-box em que todo o caixa gerado pelas operações da Adtalem entre 30 de junho de 2019 até a data fechamento permanecerá no caixa da companhia adquirida. O preço da transação será pago com recursos próprios e financiamentos”, afirmou a Yduqy, em fato relevante publicado nesta madrugada.

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A polícia do Brasil acredita que graduados executivos e gerentes da Vale deliberadamente se protegeram de informações que poderiam incriminá-los sobre o estado de uma barragem da empresa que ruiu em janeiro, a fim de evitar problemas, segundo uma cópia de um inquérito policial obtido pelo Wall Street Journal.

A Petrobras (PETR3; PETR4) negocia com parceiros um potencial consórcio para fazer ofertas por blocos em leilão do pré-sal, afirmou o CEO da companhia, Roberto Castello Branco, sem fornecer maiores detalhes. Segundo ele, o leilão no próximo mês de blocos do pré-sal é fundamental para os planos de crescimento de sua empresa. ExxonMobil, Royal Dutch Shell e BP, além da própria Petrobras, estão registradas para participar da disputa, marcada para 6 de novembro.

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) informou, por meio de fato relevante, que sua controlada Sendas Distribuidora publicou na Colômbia o primeiro aviso de oferta pública de aquisição (OPA) de até 100% das ações de emissão do Almacenes Éxito S.A.. Após a liquidação da OPA, o GPA iniciará os procedimentos de migração para o Novo Mercado da B3. O preço da OPA será de 18.000 pesos colombianos por ação.

Relatório Focus

Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, desta vez passou de 3,28% para 3,26% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,73% para 3,66%, na quarta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

Com expectativa de inflação em queda, o mercado financeiro reduziu a previsão para a Selic ao final de 2019. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,50% ao ano. A previsão da semana passada era 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,50% ao ano.

Já a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,87% para 0,88% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Guerra comercial

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, disse que Pequim trabalharia com os EUA para resolver as preocupações comerciais um do outro, reporta a CNBC. O principal negociador da China nas negociações comerciais também disse que interromper a guerra comercial seria bom para os dois países – assim como para a economia global.

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, tem dito que espera assinar um acordo comercial entre os EUA e a China durante as reuniões, no Chile, entre os dias 16 e 17 de novembro, da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

 

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