Ibovespa sobe com bom humor externo e mercado cravando corte da Selic

Mercado espera corte da taxa de juros para 6,5%, enquanto que a estimativa anterior era de manutenção nos atuais 6,75%

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SÃO PAULO – O Ibovespa subia 0,49%, aos 86.618 pontos, às 10h40 (horário de Brasília) desta segunda-feira (12), acompanhando o otimismo do mercado internacional, ainda digerindo os dados de emprego dos EUA, e com aumento das apostas por corte da Selic.

O Relatório Focus divulgado nesta manhã aponta que o mercado espera por um corte de 25 pontos-base da Selic na próxima reunião do Copom marcada para 21 de março (veja mais aqui). Além disso, mais uma vez foi reduzida a expectativa para o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, passando de 3,70% para 3,67%. Para completar o cenário benigno para a inflação, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) registrou queda de 0,42% na primeira quadrissemana de março, ao passo que o mercado esperava deflação de 0,37%.

Reforçando o cenário positivo para o ritmo dos preços, em apresentação nesta manhã em São Paulo, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, disse que a inflação parece caminhar para voltar à meta de inflação, contudo também não descartou a possibilidade de haver inflação abaixo do esperado. Repercutindo os resultados, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 registravam queda de 2 pontos-base, cotado a 6,41%, enquanto que os com vencimento em janeiro de 2021 recuavam 7 pontos-base, a 8,19%. Enquanto isso, os contratos futuros de dólar com vencimento em abril operavam a R$ 3,263, em queda de 0,03%.

Destaques

Na esteira das notícias da iminente fusão com sua concorrente, o principal destaque positivo fica com as ações da Fibria (FIBR3). Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis Suzano (SUZB3), justamente a outra parte do negócio. Destaque negativo também para a notícia de que o ex-presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Aldemir Bendine, estaria envolvido em esquema de corrupção com o PT, segundo o colunista Lauro Jardim

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 FIBR3 FIBRIA ON 69,88 +3,43 +46,04 29,89M
 CPLE6 COPEL PNB 26,69 +2,22 +6,97 1,18M
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 92,50 +1,98 +15,31 6,84M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 18,67 +1,91 +7,06 3,02M
 JBSS3 JBS ON 9,95 +1,84 +1,43 2,67M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 SUZB3 SUZANO PAPELON 22,73 -1,77 +21,62 12,38M
 BBAS3 BRASIL ON ERJ 43,25 -1,05 +36,71 53,88M
 CIEL3 CIELO ON 22,83 -0,65 -2,93 13,43M
 LAME4 LOJAS AMERICPN 17,05 -0,53 +0,47 1,04M
 CPFE3 CPFL ENERGIAON 24,34 -0,49 +25,79 794,59K
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Agenda doméstica

Na bolsa brasileira, atenção para a mudança de horário do pregão, que ocorre por conta do início do horário de verão nos EUA neste domingo (11). Com isso, a B3 volta a operar entre 10h (horário de Brasília) e 17h, mudando também o “atraso” entre a bolsa brasileira e americana. Neste novo horário, Wall Street passa a abrir 10h30 e fechando às 17h.

Entre os indicadores, atenção para dados de atividade, com o IBGE divulgando na terça (13) às 9h e na sexta-feira (16), no mesmo horário, as pesquisas mensais de janeiro do comércio e de serviços, respectivamente. Apesar de não serem tão acompanhados pelos investidores, os números podem ajudar a confirmar um novo corte de juros no Copom (Comitê de Política Monetária), algo que o mercado dá cada vez mais como certo.

Agenda no exterior

Após o relatório de emprego desta sexta, o cenário benigno volta a ser testado nesta semana com dados de inflação nos EUA, com o CPI e PPI, além das vendas no varejo. A inflação do consumidor será divulgada na próxima terça-feira (13) às 9h30, ao passo que na quarta-feira (14), no mesmo horário, será a vez do PPI. Estimativas coletadas pela Bloomberg apontam desaceleração para a inflação americana no comparativo mensal, mas com marginal aceleração no dado anualizado. Esta grande expectativa com o dado de inflação ocorre porque o indicador tem gerado preocupação no mercado com sua aceleração, o que levaria a uma resposta mais agressiva do Fomc, ou seja, um processo de mais altas de juros. Os dados de atividade serão importantes para calibrar a velocidade de crescimento da economia norte-americana e possíveis impactos inflacionários futuros.

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Na zona do Euro, também saem dados de atividade e inflação. Na quarta-feira (14) será divulgada a produção industrial de janeiro, às 7h, enquanto que na sexta-feira (16), no mesmo horário, será a vez da taxa de inflação ao consumidor de fevereiro. Segundo a GO Associados, a região tem mostrado recuperação econômica, mas sem pressão inflacionária, o que tende a manter a política expansionista do BCE (Banco Central Europeu) por mais algum tempo.

Por fim, após frustração com importações não ser compensada pela disparada das exportações da China, a segunda maior economia do mundo terá novos dados relevantes na próxima semana. Tanto vendas no varejo quanto produção industrial serão divulgados na próxima terça-feira às 23 hs e contam com estimativas de leve desaceleração na taxa de crescimento em fevereiro, segundo a Bloomberg. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

Noticiário político

As movimentações eleitorais também seguem sendo destaque. Segundo o Estadão, o MDB está dividido sobre o presidenciável que representará a legenda nas eleições de outubro deste ano, diz o Estadão. Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) defende uma tentativa de reeleição do presidente Michel Temer, enquanto o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) trabalha para colocar Henrique Meirelles (Fazenda) na disputa do pleito. Já a Folha de S. Paulo destaca nesta segunda-feira que Temer decidiu usar a reforma ministerial que fará no fim deste mês para tentar isolar a pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao Palácio do Planalto e, com isso, ganhar uma sobrevida até julho para seu desejo de concorrer à reeleição.

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Enquanto isso, em entrevistas a jornais, o economista Nelson Marconi, um dos principais formuladores do programa de governo de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, defendeu a desvalorização do câmbio. Para ele, o dólar entre R$ 3,80 e R$ 4,00 estaria no patamar necessário para favorecer indústria e crescimento. 

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