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SÃO PAULO – Depois de alguns dias de perdas, a quarta-feira (18) traz um clima mais ameno aos mercados acionários. O Ibovespa, que se descolou da tendência na véspera e fechou em alta, dá sequência ao movimento e há pouco subia 0,32%, para 63.879 pontos.
A OGX Petróleo (OGXP3) também estende os fortes ganhos da última sessão e volta a aparecer na ponta positiva do Ibovespa. As siderúrgicas, como Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM3, USIM5) também sobem no dia. Wilson Brumer, presidente da Usiminas, afirmou a jornalistas que a empresa pretende mais do que dobrar seu valor de mercado até 2015, aos R$ 50 bilhões.
As duas principais blue chips da bolsa brasileira, Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3, VALE5) também avançam no dia, dando impulso adicional ao índice. No caso da estatal, o mercado avalia a notícia do jornal O Globo de que a empresa deve cortar US$ 35 bilhões de seu plano de investimentos, negada pela companhia.
Ainda na ponta positiva, destaque para Sabesp (SBSP3), Duratex (DTEX3) e Hypermarcas (HYPE3), que se recupera das fortes baixas recentes.
Já os papéis da JBS (JBSS3) operam sob forte volatilidade nesta sessão. A empresa revelou um aumento de capital no valor de R$ 3,47 bilhões, em processo que contará com a emissão privada de até 494.261.363 novas ações, ao preço de R$ 7,04 por papel.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Agenda
À espera da principal referência do dia – a ata do Fomc (Federal Open Market Committee) -, os investidores avaliam dados da economia doméstica, como o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que registrou inflação de 0,66% na segunda prévia de maio, taxa 0,11 ponto percentual maior do que a registrada no mesmo período do mês anterior.
Além disso, os estoques de petróleo dos Estados Unidos mantiveram-se estáveis no período de 7 e 13 de maio, mantendo o patamar de 370,3 milhões de barris. No mesmo período os estoques de gasolina avançaram em 100 mil barris, ou 0,1%.
Apesar de as bolsas europeias apresentarem alta, impulsionadas por resultados, a crise fiscal do continente ainda segue em pauta. Nesta quarta, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, declarou que os credores de países mais problemáticos devem arcar com parte dos custos da crise. Ele disse, ainda, que a crise diz respeito a alguns países e que as contas públicas da região estão em boas condições, na comparação com Estados Unidos e Japão, por exemplo.
Commodities
As commodities operam em alta na sessão. O petróleo, por exemplo, ganha impulso do relatório de estoques e sobe 2,41% em Nova York, para US$ 99,25, e 2,33% em Londres, para US$ 112,55. Os metais também avançam no dia, com ouro (+1,11%), prata (+4,88%) e cobre (+2,53%) entre as principais valorizações.
Juros e câmbio
Seguindo a tendência global da divisa, o dólar comercial recua 0,49%, cotado a R$ 1,614 na venda. Com a variação, a moeda norte-americana registra alta de 2,61% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 3,13% desde o início do ano.
Os principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa operam em alta. O contrato com maior liquidez no dia, com vencimento em outubro de 2011, aponta uma taxa de 12,21%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira. O número de contratos negociados chega a 141.920.