Ibovespa sobe cerca de 1% com bancos, que ofuscam queda de Vale e siderúrgicas

Índice abriu volátil, mas sustentou tendência de alta também impulsionado pelos ganhos das ações do setor financeiro após julgamento de planos ser adiado por STF; enquanto isso, Vale e siderúrgicas caem com preços de minério de ferro em baixa

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SÃO PAULO – O Ibovespa sobe forte na sessão desta quarta-feira (28), após uma manhã bastante volátil e apesar da queda de Vale (VALE3;VALE5) e siderúrgicas. Às 15h08 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 1,23%, a 52.792 pontos, impulsionado pelas ações do setor bancário, que sobem forte com o adiamento do julgamento dos planos econômicos e os efeitos sobre a correção da poupança pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 

Com isso, no mesmo horário, as ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,51, +4,12%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 36,47, +2,16%) e Bradesco (BBDC4, R$ 32,89, +2,14%) registravam ganhos de mais de 2% e impulsionam o índice, uma vez que o setor financeiro é o que tem o maior peso no novo Ibovespa. 

Já o mercado de siderurgia e mineração repercute a queda do preço do minério de ferro, que teve baixa novamente ontem e foi negociado a US$ 98,10, depois de ter subido 1,1% na segunda-feira, a US$ 98,70, em sua sétima sessão seguida de cotação abaixo dos US$ 100 por tonelada. Vale ressaltar que as quedas não eram tão acentuadas no início da sessão, em meio às expectativas por novas medidas de estímulo da China, que fizeram as cotações do cobre e do níquel subirem na London Metal Exchange.  

Em foco, está ainda a expectativa pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Economistas acreditam que a Selic continuará no mesmo patamar de 11% ao ano, mas muitos deles avaliam que esta pode não ser a melhor decisão. Porém, nenhuma alteração nos juros deve ocorrer até as eleições, conforme apontou o relatório Focus. 

Souza Cruz em baixa; MRV com ganhos
Como destaque de ação, chama a atenção ainda a queda dos papéis da Souza Cruz (CRUZ3, R$ 23,27, -2,39%). A OMS (Organização Mundial da Saúde) conclamou aos governos a aumentar os impostos sobre o tabaco com a argumentação de que tal medida pode salvar vidas e reforçar o orçamento público. Com isso, também eleva a pressão sobre a indústria global de cigarros que faturou US$ 390 bilhões em 2012. O Brasil é o segundo maior produtor de tabaco do mundo, atrás da China, e o maior exportador mundial, e transita na linha fina entre proteção da saúde e livre comércio.

Já as ações da MRV Engenharia (MRVE3) acentuam os ganhos e sobem 5,93%, a R$ 7,15, e são o destaque de alta nesta sessão, em meio à notícia de que a presidente Dilma Rousseff vai anunciar nos próximos dias a meta de contratar mais de 3 milhões de unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida” até 2018. Além disso, destaque para a continuidade da desoneração da folha de pagamentos pelo governo, medida esta que terminaria em dezembro, e que beneficia setores cujo custo de mão-de-obra é relevante para os custos, caso do setor de construção.

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As ações da Cia Hering (HGTX3) sobem 3,26%, a R$ 22,20. O otimismo deve-se a um relatório do Deutsche Bank, que reiterou preferência pelas ações e recomendação de compra. Segundo comentaram os analistas, a visão é suportada por um valuation ainda atrativo, apesar de expectativa de menor produtividade de vendas para a nova franquia de lojas.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,58, +1,04%; PETR4, R$ 17,66, +0,97%) têm um dia de recuperação após a queda da véspera. Vale destacar  que a presidente Dilma Rousseff assinou nesta quarta-feira a Medida Provisória que determina o aumento da mistura de biodiesel no diesel, de 5% para 6% a partir de 1º de julho e de 6% para 7% a partir de 1º de novembro deste ano.


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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.