Ibovespa sobe aos 172 mil pontos, ajudada por Vale, em dia negativo para petroleiras

Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana

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 O Ibovespa revertia a fraqueza da abertura e subia nesta segunda-feira, com o noticiário corporativo ocupando os holofotes, incluindo decisão da Braskem de pedir recuperação extrajudicial e divulgação da Yduqs de que negocia com a Afya.

Por volta de 11h05, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,24%, a 171.444,43 pontos. Na mínima, mais cedo, chegou a 169.330,39. Na máxima, já marcou 172.202,06 pontos. O volume financeiro somava R$5,56 bilhões.

Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana.

De acordo com analistas do BB Investimentos, após a performance da última sexta-feira, o índice entrou em uma zona de indefinição com intervalo entre 167 mil e 172 mil pontos.

“A pressão baixista ainda está presente, dado que o patamar de precificação ainda fica abaixo da média móvel de 200 dias. No entanto, no gráfico diário, notamos uma tentativa de rompimento para cima da média móvel exponencial de 21 dias, associada às mudanças de regime da bolsa no curtíssimo prazo”, afirmaram em relatório a clientes com análise gráfica semanal do Ibovespa. 

“O cenário de indefinição ganha novos contornos em meio à volatilidade associada ao período eleitoral e à forte oscilação da curva de juros e do dólar”, acrescentaram. 

A equipe do BB Investimentos ainda destacou que, com o fluxo estrangeiro ainda sendo o principal vetor tático para o índice, o simpósio do Federal Reserve em Jackson Hole, nesta semana, merece atenção.

O evento, apontaram, deve trazer sinais relevantes sobre a trajetória dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e, por consequência, sobre o apetite a risco nos demais mercados.

O discurso do chair do Fed, Kevin Warsh, na conferência anual de Jackson Hole está previsto para a sexta-feira.

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Em Wall Street, a semana começava com o S&P 500 cedendo 0,39%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,6981%, de 4,738% na sexta-feira.

Destaques

• BRASKEM perdia 3,75% nos primeiros negócios após divulgar que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento de pedido de recuperação extrajudicial da petroquímica e de certas controladas para reestruturar dívidas de cerca de US$10,9 bilhões.

• YDUQS ON disparava 12,45%, após o grupo de educação informar que mantém tratativas “em estágio inicial” com a Afya para uma possível combinação de negócios envolvendo as empresas.

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• USIMINAS PNA subia 4,43%, tendo no radar nota do colunista Lauro Jardim, de O Globo, de que o acionista controlador Ternium quer fechar o capital da companhia. Procurada pela Reuters, a Ternium não comentou de imediato. CSN ON, que detém ações da Usiminas, avançava 6,05%.

• ITAÚ UNIBANCO PN mostrava acréscimo de 0,65%, com o setor como um todo no Ibovespa no positivo, após uma abertura mais negativa. BRADESCO PN subia 0,86%, BANCO DO BRASIL ON avançava 0,87% e SANTANDER BRASIL UNIT tinha alta de 1,29%.

• PETROBRAS PN recuava 2,91%, em dia de queda do petróleo no exterior.

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• VALE ON subia 2,49%, endossada pelo avanço dos futuros do minério de ferro na China, em meio a novos sinais de estímulo de Pequim e pelas expectativas de uma demanda mais forte antes do pico da temporada de construção, em setembro. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão do dia com alta de 1,27%.