Ibovespa sobe 1,34% e retoma os 63 mil pontos, com alta de Petrobras e Vale

Índice vai na contramão dos mercados externos, que repercutem noticiário dos EUA e Europa; OGX dispara 7,8%

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SÃO PAULO – Na contramão do mau humor predominante nos mercados de ações de Wall Street e da Europa, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (17) em alta de 1,34%, voltando para a casa dos 63 mil pontos (63.673). O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,41 bilhões. A alta do índice ganhou apoio no avanço de grandes blue chips, como Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3, VALE5) no dia.

As ações da OGX Petróleo (OGXP3) lideraram a ponta compradora do Ibovespa, com alta superior a 7%. O movimento repercute duas novidades sobre a empresa, ambas divulgadas nesta manhã. A petrolífera entregou à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a declaração de comercialidade de duas acumulações na Bacia do Parnaíba, no bloco PN-T-68. Além disso, a companhia também anunciou ter identificado a presença de hidrocarbonetos em dois poços da mesma Bacia – o 1-OGX-34-MA e 3-OGX-38-MA.

No mesmo sentido, as ações da Petrobras tiveram nova alta, ainda repercutindo os resultados da estatal. Em teleconferência com analistas, Almir Barbassa, diretor financeiro da petrolífera, traçou perspectivas otimistas para o preço do petróleo brasileiro, e afirmou que é possível que haja redução dos investimentos.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 14,92 +7,80 -25,40 394,82M
 MMXM3 MMX MINER ON 9,28 +6,67 -17,36 47,15M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 15,75 +3,55 -29,69 161,39M
 CYRE3 CYRELA REALT ON 16,11 +3,14 -24,73 58,91M
 TCSL4 TIM PART S/A PN 7,44 +2,90 +39,15 25,08M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LIGT3 LIGHT S/A ON 27,85 -3,40 +16,61 40,99M
 PRTX3 PORTX ON 3,22 -2,72 -13,21 11,73M
 BRFS3 BRF FOODS ON 29,10 -2,18 +6,44 86,58M
 DTEX3 DURATEX ON 12,21 -1,85 -17,62 32,45M
 LREN3 LOJAS RENNER ON 57,05 -1,64 +3,95 73,67M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

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 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN EJ 24,40 +1,92 490,30M 529,64M 21.026 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 14,92 +7,80 394,82M 508,82M 20.224 
 VALE5 VALE PNA 42,65 +1,19 392,56M 639,36M 15.845 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 35,49 +0,34 234,55M 281,66M 14.998 
 BBDC4 BRADESCO PN 30,65 +0,59 230,64M 144,32M 15.123 
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 15,75 +3,55 161,39M 88,15M 11.081 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,37 -1,13 146,00M 135,97M 8.308 
 BBAS3 BRASIL ON 28,00 +0,36 140,16M 157,91M 12.067 
 PETR3 PETROBRAS ON EJ 27,45 +1,59 139,50M 142,46M 8.382 
 GGBR4 GERDAU PN 16,68 +1,40 104,14M 142,28M 8.878 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

Agenda Interna
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrou criação de 272 mil novos empregos com carteira assinada em abril, enquanto o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou queda do ritmo inflacionário ao marcar taxa de 0,56% na segunda quadrissemana de maio.

Cenário externo
No cenário externo, a crise da Zona do Euro – à sombra da prisão do diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn – segue em foco. A possibilidade da Grécia fazer a reestruturação da sua dívida ganha força, e ministros de finanças da Zona do Euro declararam que podem pedir para credores da Grécia prolongarem o vencimento dos títulos.

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Ainda sobre os resgates, os ministros da região acertaram na véspera o pacote de auxílio de € 78 bilhões para Portugal.

Nos EUA, os dados do setor imobiliário divulgados nesta terça não agradaram: o Housing Starts apontou 523 mil imóveis em início de construção contra a previsão de 563 mil unidades. No mesmo sentido, o Building Permits, que denota o número de alvarás para construção, apontou 551 mil autorizações no último mês, abaixo das 590 mil previsões.

A indústria norte-americana também não animou, mostrando estabilidade em abril contra projeções de leve alta, e indicando capacidade utilizada abaixo do esperado.

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Dólar
O dólar comercial inverteu o sinal e voltou a fechar em queda, desta vez de 0,61%, nesta terça-feira, terminando cotado a R$ 1,622 na venda. Essa variação seguiu o movimento da moeda norte-americana no exterior, além da divulgação de indicadores nos Estados Unidos e as intervenções praticadas pelo Banco Central.

Por aqui, a autoridade monetária continua a realizar leilões para a compra de dólares no mercado à vista – esta sessão contou com duas operações para tal. A primeira teve início às 11h59 (horário de Brasília) e término às 12h04, com taxa aceita em R$ 1,6343. Já a segunda operação ocorreu das 15h59 e às 16h04, com taxa aceita em R$ 1,621.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,48%, estável em relação ao fechamento de segunda-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve ligeira variação positiva de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 136,41% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação positiva de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas , fechou em baixa de 0,55% e atingiu 12.480 pontos, seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,04% a 1.329 pontos. Por outro lado, a Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve alta de 0,03% atingindo 2.783 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,77% e atingiu 7.257 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,21% chegando a 3.942 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 1,06% a 5.861 pontos.

Confira os eventos previstos para quarta-feira
Na agenda da próxima sessão, os investidores ficarão de olho na divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao segundo decêndio de maio. O índice é calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Além disso, a sessão de quarta-feira (18) também vai contar com a divulgação do IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de março. 

Nos Estados Unidos, além da divulgação do nível semanal dos estoques de petróleo, os mercados irão repercutir a ata da última reunião do Federal Reserve.