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Ibovespa sobe 0,16% e tem 6ª sessão de alta, mas fica longe de acompanhar Wall Street

S&P 500 chegou a fechar na sua máxima histórica após resultados de companhia, com investidores empolgados sobre tese de I.A.

Vitor Azevedo

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O Ibovespa fechou em leve alta nesta quinta-feira (22), de 0,16%, aos 130.240 pontos, no sexto pregão consecutivo de ganhos. O principal índice da Bolsa brasileira, no entanto, não conseguiu acompanhar as fortes altas dos benchmarks americanos.

Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 1,18%, 2,11% e 2,96%. Todo esse movimento vem após a Nvidia divulgar um resultado acima do esperado, alimentando o otimismo do mercado com as ações ligadas à inteligência artificial. 

“Não há muito o que não gostar neste balanço”, disse à CNBC David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation. “Há potencialmente muito crescimento pela frente para esta empresa, com anos de investimento em IA esperados”. Os índices rondaram seus recordes intradiários e o S&P fechou, inclusive, na sua máxima histórica.

“O principal destaque do dia fica por conta do resultado de NVDA que surpreendeu o mercado. A Ação renovou o topo histórico hoje e é uma das únicas a valer mais de US$ 1 trilhão”, menciona Leandro Petrokas, diretor de Research, mestre em Finanças e sócio da Quantzed. 

Porém, como já mencionado, o Ibovespa não acompanhou o otimismo. Entre as maiores quedas ficaram companhias ligadas a commodities. Os papéis ordinários da JBS (JBSS3) caíram 2,57%, também com o possível adiamento da listagem das ações nos Estados Unidos, os da CSN (CSNA), 2,16%, e os preferenciais da Petrobras (PETR4), 0,75%. 

“O Ibovespa teve dificuldades para acompanhar o clima global, que favoreceu o entusiasmo dos resultados da Nvidia”, expõe Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos. Ele cita ainda o movimento divergente das blue chips, com a Vale (VALE3), subindo 1,07% e os bancos fechando mistos.

Entre as altas, ficaram papéis de companhias ligadas ao mercado interno. As ações ordinárias do Magazine Luiza ganharam 7,65%, as do Grupo Casas Bahia (BHIA3), 4,68%, e as da EzTec (EZTC3), 3,83%. 

Essas empresas subiram apesar de a curva de juros brasileira ter ganhado força. Geralmente altas da curva de juros impactam negativamente essas companhias, uma vez que elas dependem que as pessoas tenham acesso a crédito para vender e são mais alavancadas. Os DIs para 2025 ganharam 3,5 pontos-base, a 10,02%, e os para 2027, 11 pontos, a 10,03%. As taxas dos contratos para 2029 subiram dez pontos, a 10,46%, e as dos para 2031, nove pontos, a 10,70%

O dólar ganhou força contra o Ibovespa, com alta de 0,30%, a R$ 4,952 na compra e a R$ 4,953 na venda.