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SÃO PAULO – Depois do pior pregão em mais de um mês – na terça-feira (10) o Ibovespa recuou 3,05% -, o principal índice de ações da bolsa brasileira tem uma quarta-feira instável, alternando diversas vezes entre os campos positivo e negativo. Às 12h49 (horário de Brasília) o Ibovespa registrava leve alta de 0,11%, aos 53.763 pontos.
No cenário internacional, os principais índices também não mostram uma sinalização clara. Nos EUA a trajetóra é negativa para o Dow Jones e o Nasdaq, mas o S&P 500 chega a avançar 0,03%, enquanto na Europa alguns mercados se mantém em alta, como é o caso das bolsas da Espanha e da Alemanha, mas outros se consolidam em território negativo, como na França, Itália e Reino Unido.
À espera de novos sinais nos EUA
Os investidores aguardam pela divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), marcada para as 15h e que traz informações sobre a última reunião, onde foi decidida pela extensão da Operação Twist. A esperança é que o documento traga alguma sinalização sobre a possibilidade de um novo programa de alívio quantitativo, conhecido como QE3.
Ainda no campo da expectativa, os investidores esperam pelo fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em que será deciddida a taxa Selic. O consenso entre analistas indica para um corte adicional de 0,5 ponto percentual, o que levaria a taxa básica de juro da economia a 8,00% ao ano.
Indicadores não surpreendem
Entre os indicadores econômicos já divulgados no campo internacional, nenhuma surpresa. A balança comercial norte-americana apresentou em maio um déficit próximo ao estimado, em US$ 48,7 bilhões, assim como o crescimento de 0,3% nos estoques dos atacados no mês já era esperado.
Por aqui o destaque fica por conta do recuo de 0,8% nas vendas no varejo entre abril e maio, segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação anual, no entanto, o número de vendas no setor saltou 8,2%.
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Altas e baixas
Apesar da estabilidade do índice, algumas ações mostram movimentos fortes. Na ponta negativa o destaque fica por conta do setor imobiliário, mas é a Embraer (EMBR3) que ocupa o posto de maior queda do Ibovespa após mostrar que os pedidos em carteira no primeiro semestre atingiram a pior marca em 6 anos, com retração de 6,5%. Por outro lado, os papéis da GOL (GOLL4) têm forte alta após a empresa reorganizar sua malha de voos internacionais.
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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