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SÃO PAULO – A última sessão da semana é de queda nos principais mercados globais. O saldo dos eventos do dia afeta o humor dos investidores, que interpretam a carregada agenda de indicadores econômicos e as últimas referências da temporada de resultados corporativos – fator que pressiona os índices acionários em Wall Street, que operam em baixa nesta sexta-feira (15). O Ibovespa, por sua vez, sente ainda a queda das commodities, e recua 1,35%, a 68.859 pontos.
À primeira vista, os resultados do JPMorgan parecem animadores: lucro líquido de US$ 3,28 bilhões e receita líquida 32% maior que a apresentada no quarto trimestre de 2008. Mas perdas registradas no segmento comercial e aumento nas provisões fazem com que os papéis caiam forte em Wall Street, puxando consigo as ações de outros bancos, como Bank of America, Wells Fargo e Goldman Sachs.
Agenda
O CPI (Consumer Price Index) revelou alta de 0,1% em dezembro, pouco abaixo da variação de 0,2% projetada. O Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, também apontou variação de 0,1%, ficando dentro das projeções de mercado. Em novembro, o indicador não havia reportado variação.
Enquanto isso, a produção industrial norte-americana apresentou um avanço de 0,6% em dezembro, confirmando as expectativas dos analistas. Já a capacidade industrial utilizada atingiu 72,0%, também acima das expectativas de mercado, de 71,8%, e do índice de novembro, que foi revisado para 71,3%.
O NY Empire State Index apontou uma forte aceleração de 15,92 pontos, sendo superior às expectativas de mercado, que estavam em 12,00 pontos. Ainda nesta sexta-feira, há a divulgação da versão preliminar do Michigan Sentiment, com a confiança dos consumidores em janeiro.
Por aqui, a variação nos preços medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços) no período de trinta dias até 10 de janeiro foi positiva em 0,20%. O resultado se compara à medição de dezembro, quando o índice registrou deflação de 0,07%.
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Bolsa
As ações da Brasil Telecom despencam em torno de 10% nesta sexta-feira e lideram com folga as perdas do Ibovespa. A queda acontece após a Oi solicitar na noite anterior o adiamento da fase final do processo de incorporação da empresa. A empresa constatou que a provisão das dívidas judiciais da Brasil Telecom, que girava em torno de R$ 1,3 bilhão, deve totalizar R$ 2,5 bilhões, e pediu mudanças nos termos do acordo.
Vale ressaltar também que os papéis ordinários e preferenciais da Oi também encontram-se entre os principais destaques negativos do índice paulista.
Repercute também no mercado doméstico o comunicado emitido pela Bunge, falando que negocia a venda de sua controlada Fosfertil para a Vale. Em comunicado, a Vale confirmou as negociações e apontou a compra de até 42,3% do capital da companhia, em uma operação que não deve ultrapassar os R$ 3,8 bilhões. Enquanto as ações da Fosfertil disparam na sessão, os ativos da Vale registram forte recuo. Acompanhando o movimento, os papéis da MMX também caem forte no Ibovespa.
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Por outro lado, os ativos da Embraer estão entre os principais destaques positivos da sessão, assim como as ações de LLX e BR Foods.
A Petrobras divide as atenções. Na noite anterior, a petrolífera emitiu um comunicado negando as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que estaria mantendo negociações com a companhia portuguesa Galp. A estatal ainda divulgou o resultado de suas reservas provadas em 2009, apontando redução de 1,5%, para 14,865 bilhões de boe (barris de óleo equivalente).
Dólar
O dólar comercial opera no campo positivo próximo do encerramento das negociações, cotado a R$ 1,773 na venda, acréscimo de 0,40%.