Ibovespa segue instabilidade externa e continua com leve baixa

Indicadores e resultados abaixo das expectativas desanimam mercado; papéis da Petrobras caem forte e pressionam o índice

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SÃO PAULO – O mercado enfrenta mais uma sessão instável nessa terça-feira (28), enfrentando a pressão pela realização de lucros e indicadores ruins da economia norte-americana. A temporada de divulgação de resultados corporativos, que apresentou números fracos nesta manhã e na véspera, também repercute no movimento do mercado.

Após perder o patamar dos 54 mil pontos nesta manhã, o Ibovespa conseguiu reduzir o ritmo de perdas e opera por volta de 54.200 pontos; leve desvalorização de 0,49%. O volume financeiro supera R$ 4 bilhões.

As ações da Petrobras ajudam a puxar o índice para baixo, com desvalorização em torno de 3%. As ações de Gafisa e TAM lideram as perdas nesta tarde, com baixa próxima de 4%. Por outro lado, os papéis do setor de papel e celulose estão entre os maiores ganhos do índice, com altas próximas de 4% para os ativos de Aracruz e VCP.

Resultados pesam

Entre os principais resultados corporativos, destaque para o balanço da U.S. Steel, que reportou prejuízo líquido de US$ 392 milhões no segundo trimestre, ante lucro de US$ 668 milhões no mesmo período do ano passado.

Atenções também com o grupo de mídia norte-americano Viacom, que registrou queda de 32% em seu lucro líquido no trimestre.

Novos indicadores

No Brasil, o volume total de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,278 trilhão em junho, crescimento de 1,3% em relação ao número de maio e um aumento de 19,7% em 12 meses.

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Ainda no cenário nacional, segundo a Nota de Política Monetária elaborada pelo Banco Central, a participação do volume de crédito sobre o PIB (Produto Interno Bruto) passou de 36,3% em junho de 2008 para 43,7% no mesmo período de 2009.

Nos EUA, os indicadores decepcionam. A confiança do consumidor norte-americano ficou abaixo das expectativas no mês de julho, com 46,6 pontos – abaixo dos 49,0 pontos esperados. Vale ressaltar que o indicador no mês de junho marcara 49,3 pontos.

O desempenho das vendas no varejo norte-americano também veio abaixo do esperado, marcando um recuo de 1,6% nas três primeiras semanas de julho, em comparação com o mês de junho.

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Por último, a agência Standard & Poor’s divulgou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 17,06% em maio de 2009 frente a igual período de 2008. O Home Price Index diminuiu seu ritmo de contração, após registrar três meses seguidos de quedas recordes, aponta o relatório S&P/Case-Shiller.

Bolsas internacionais

Afetado principalmente pelo recuo da confiança do consumidor norte-americano, o índice Dow Jones opera no campo negativo na tarde desta terça-feira, mas ainda sustenta o patamar de 9 mil pontos conquistado na última semana. Já o Nasdaq conseguia passar para o lado positivo no início da tarde, mas também opera muito próximo à estabilidade.

Os papéis do Deutsche Bank despencam mais de 10% em Wall Street e na bolsa de Frankfurt, após banco alemão revelar lucro 68% maior que no ano anterior, mas anunciar ter separado cerca de € 1 bilhão para cobrir perdas com operações de crédito. Assim como em Frankfurt, as bolsas de Londres, Paris e Milão encerraram esta terça-feira em baixa.

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Destaques do Ibovespa

Entre os destaques de queda estão os papéis de
TAM PN N2 (TAMM4, -3,56%),
Gafisa ON (GFSA3, -3,47%),
Petrobras ON (PETR3, -2,77%),
Petrobras PN (PETR4, -2,50%) e Natura ON (NATU3, -2,38%).

Por outro lado, as ações de
Aracruz PNB (ARCZ6, +2,57%),
VCP PN (VCPA4, +2,37%),
Ultrapar PN (UGPA4, +2,28%),
Lojas Renner ON (LREN3, +2,05%) e TIM Part PN (TCSL4, +1,77%) apresentam melhor desempenho.

Os maiores volumes ficam com
Vale PNA (VALE5, R$ 508,29 milhões), Petrobras PN (PETR4, R$ 453,21 milhões), Vale ON (VALE3, R$ 132,63 milhões), Petrobras ON (PETR3, R$ 93,65 milhões) e Gerdau PN (GGBR4, R$ 79,12 milhões).

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Dólar

Depois da queda na véspera, o dólar comercial mantém a movimentação positiva do final da manhã, e opera com alta próxima de 0,32%, cotado a R$ 1,882.