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SÃO PAULO – Acompanhando o clima otimista presente nos principais mercados de Wall Street e da Europa, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (26) em alta de 0,26%, aos 67.144 pontos. Invertendo a ligeira queda auferida na véspera, o movimento positivo do índice no pregão contou com o impulso da alta das ações do setor imobiliário, que dominaram a ponta compradora do benchmark no dia. O giro financeiro ficou em R$ 5,26 bilhões.
Os investidores estiveram atentos aos pronunciamentos do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Ambas as autoridades reiteraram o compromisso do governo no combate à inflação e culparam o cenário mundial pela alta de preços no País – em especial a das commodities. Tombini também fez questão de defender o uso de medidas macroprudenciais no combate à inflação, mas reforçou que o capital externo acaba atrapalhando a efetividade dessas medidas.
Nos EUA, a inflação também segue como tema presente nos mercados, uma vez que esta terça-feira marcou o primeiro dia da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee – Comitê de Política Monetária do Federal Reserve). Embora a perspectiva seja de que a autoridade monetária manterá os juros do país no atual patamar (entre 0% e 0,25% ao ano) e dará continuidade ao programa de flexibilização quantitativa, os investidores seguem cautelosos com o aumento dos preços no país, especialmente após o BCE (Banco Central Europeu) já ter dado início ao aperto monetário na Europa.
Destaques do Pregão
Na ponta positiva do Ibovespa, ganharam destaque as ações do setor imobiliário, com MRV Engenharia (MRVE3), Rossi Residencial (RSID3) e PDG Realty (PDGR3) subindo mais de 2% cada.
Além disso, a ação ordinária da Fibria (FIBR3) também teve bom desempenho nesta terça-feira. Segundo os dados divulgados pela consultoria finlandesa Foex nesta terça-feira, os preços para a celulose de fibra curta e de fibra longa mantiveram a tendência de alta e marcaram mais uma elevação durante a última semana, com dados sobre exportações guiando o comportamento do mercado.
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 14,10 | +2,92 | -9,67 | 34,13M |
| FIBR3 | FIBRIA ON | 25,51 | +2,53 | -3,70 | 29,49M |
| RSID3 | ROSSI RESID ON | 15,07 | +2,24 | +1,89 | 28,47M |
| PDGR3 | PDG REALT ON | 9,77 | +2,20 | -3,84 | 80,11M |
| TMAR5 | TELEMAR N L PNA | 58,29 | +2,17 | +22,38 | 12,88M |
As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 17,15 | -2,83 | -14,25 | 293,75M |
| HYPE3 | HYPERMARCAS ON | 20,55 | -2,65 | -8,79 | 96,10M |
| BTOW3 | B2W VAREJO ON | 21,90 | -2,45 | -29,58 | 17,31M |
| DTEX3 | DURATEX ON | 16,56 | -2,36 | -6,89 | 29,02M |
| USIM3 | USIMINAS ON | 27,50 | -2,07 | +29,40 | 17,97M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| VALE5 | VALE PNA EJ | 46,79 | +0,06 | 592,33M | 660,00M | 16.716 |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 26,20 | +0,08 | 316,15M | 494,69M | 15.830 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 17,15 | -2,83 | 293,75M | 355,85M | 13.908 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN | 38,17 | +1,06 | 205,03M | 200,05M | 10.417 |
| VALE3 | VALE ON EJ | 52,58 | +0,08 | 181,09M | 152,28M | 7.886 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 29,40 | +1,38 | 173,26M | 136,49M | 15.040 |
| BVMF3 | BMFBOVESPA ON | 11,90 | +0,17 | 139,42M | 141,10M | 9.323 |
| GGBR4 | GERDAU PN | 19,05 | +1,49 | 115,44M | 159,54M | 8.252 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 29,36 | +0,03 | 114,23M | 127,36M | 6.969 |
| BBDC4 | BRADESCO PN | 32,36 | +0,56 | 110,74M | 134,71M | 9.853 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
EUA e Europa
No front externo, o noticiário corporativo trouxe ânimo aos mercados. Ajudando a impulsionar as ações do setor financeiro europeu, o resultado do UBS referente aos primeiros três meses de 2011 surpreendeu ao reportar uma queda menor que a esperada nos lucros e também ao mostrar retorno do fluxo de capital de clientes mais ricos, indicando melhora na confiança no braço de private banking da instituição financeira. Já nos EUA, a Ford apresentou seu maior lucro para o primeiro trimestre em 13 anos, enquanto a 3M viu suas vendas saltarem 15% no período.
Passando para a pauta econômica, destaque para a confiança do consumidor dos EUA, que subiu para 65,4 pontos em abril, um ponto a mais do que o estimado pelo mercado. Ainda na principal economia do mundo, os preços do setor imobiliário recuaram 3,33% em fevereiro, enquanto a queda projetada era de 3,20%.
Já na Europa, a agenda de indicadores escassa deu lugar para o noticiário acerca da crise fiscal que atinge o velho continente, tendo sido divulgado nesta terça-feira dados sobre o déficit e a dívida pública de nações da União Europeia. Entre os países que recorreram ao auxílio econômico em 2010, a Irlanda teve um déficit orçamentário de 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto o de Grécia e Portugal ficaram em 10,5% e 9,1%, respectivamente.
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Referências Domésticas
No plano interno, o dia contou com a Nota do Setor Externo de março, mostrando que o balanço de pagamentos no período cresceu 192% na comparação com o mesmo mês de 2010, indo para US$ 9,530 bilhões. Já o saldo positivo na conta capital e financeira ficou em US$ 15,024 bilhões, alta de 70,34% em relação a março de 2010, mostra o Banco Central.
Dólar
O dólar comercial teve queda de 0,57% nesta terça-feira, fechando cotado a R$ 1,564, mínima desde 4 de agosto de 2008, quando fechou a R$ 1,562. A cotação também se aproxima bastante da mínima da década, de 1 de agosto de 2008, quando um dólar valia R$ 1,561.
Por aqui, o Banco Central continua com suas intervenções, comprando dólares no mercado à vista. A primeira operação realizada com tal intuito ocorreu às 11h49 (horário de Brasília) e teve término às 11h54, com taxa de corte de R$ 1,5642. Já o segundo leilão, ocorreu entre às 15h34 e às 15h39 e contou com taxa de corte aceita em R$ 1,5639.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. Contudo, o contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,99%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior, a 135,01% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 179 pontos.
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Bolsas Internacionais
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 0,93% e atingiu 12.595 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,90% a 1.347 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 0,77% a 2.848 pontos.
Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 0,85% e atingiu 6.069 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,84% chegando a 7.357 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 0,58% a 4.045 pontos.
Confira os eventos previstos para quarta-feira
Na agenda da próxima sessão, a inflação volta novamente ao foco do investidor. Será divulgado o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente à terceira quadrissemana de abril pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Além disso, o mercado ficará de olho na Nota de Política Monetária do Banco Central.
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Nos Estados Unidos, está previsto para quarta-feira (27) o fim da reunião do Fomc, além da divulgação do nível semanal dos estoques de petróleo e do Durable Good Orders, denotando o volume de pedidos e entregas de bens duráveis na economia do país ao longo do mês de março.