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Ibovespa salta 1,71% e supera os 171 mil pontos com expectativa por acordo EUA-Irã

Os ativos de risco tiveram ganhos em meio às notícias positivas no âmbito geopolítico

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Painel eletrônico com cotações da B3 no prédio da Bolsa de São Paulo 6 de julho de 2023 REUTERS/Amanda Perobelli
Painel eletrônico com cotações da B3 no prédio da Bolsa de São Paulo 6 de julho de 2023 REUTERS/Amanda Perobelli

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O Ibovespa fechou ‌em alta nesta quinta-feira, orbitando ‌os 172 mil pontos no melhor momento, após o presidente ⁠dos ‌Estados Unidos, ⁠Donald Trump, cancelar ataques planejados contra o Irã e citar ​um acordo que deve ser ​finalizado nos próximos dias.

Índice de referência do mercado acionário ‌brasileiro, o ​Ibovespa subiu 1,71%, a 171.497,24 pontos, tendo alcançado ⁠171.926,72 pontos ​na máxima, após recuar a ​168.280,39 pontos na mínima do ​dia. O volume financeiro somou R$30,88 bilhões.

Trump ameaçou mais cedo atingir o Irã “com muita força” nesta quinta-feira, mas fontes iranianas e autoridades ocidentais afirmaram que as negociações indiretas para um acordo de paz preliminar entre os dois lados se intensificaram.

À tarde, o presidente norte-americano disse que cancelou os ataques e afirmou que um “grande acordo” sobre a guerra no Irã deve ser assinado em poucos dias.

“Acabamos de chegar a um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval.

O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,92%, a US$90,38. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,75%.

Os preços mais elevados do petróleo desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro têm pressionado a inflação global e adicionado preocupações sobre o rumo das taxas de juros no mundo.

O Banco Central Europeu elevou nesta quinta feira a taxa de juros pela primeira vez em quase três anos, citando que a guerra está gerando pressões inflacionárias.

A penúltima sessão da semana também foi marcada por expectativa para a precificação da oferta inicial de ações (IPO) da SpaceX com os números sendo conhecidos no final da tarde, antes do fechamento da B3.

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A fabricante de foguetes e espaçonaves de Elon Musk precificou o maior IPO já realizado nos EUA a US$135 por ação, movimentando US$75 bilhões com a venda de 555,56 milhões de ações. A operação avaliou a empresa em US$1,77 trilhão.

“O fluxo estrangeiro (para a bolsa paulista) perdeu força nas últimas semanas e a grande oferta de ações da SpaceX tem contribuído para a realocação de capital em escala global”, afirmou o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora.

A B3 irá disponibilizar na sexta-feira BDRs da SpaceX, com paridade de 1 para 15 – cada ação da companhia no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3.

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DESTAQUES

ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) fechou em alta de 2,9%, com o setor como um todo ganhando fôlego à tarde. BRADESCO PN (BBDC4) subiu 2,43%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) avançou 2,16%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) valorizou-se 0,63% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) apurou elevação de 2,6%.
PETROBRAS PN (PETR4) fechou com acréscimo de 0,26%, resistindo ao declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, PETRORECONCAVO ON (RECV3) encerrou em alta de 5,91%, endossada por relatório do Citi elevando a recomendação dos papéis para compra.
AXIA ON (AXIA3) avançou 3,44%, tendo de pano de fundo a conclusão da cessão da totalidade de dívida contra a Amazonas Energia. A Axia disse que receberá R$ 554 milhões.
VALE ON (VALE3) subiu 1,42%, acompanhando a melhora generalizada e ignorando a queda dos futuros do minério de ferro na China.
BRASKEM PNA (BRKM5) valorizou-se 5,06%, após a companhia divulgar que o novo controlador protocolou pedido de registro da oferta pública de aquisição das ações da petroquímica.
ENGIE BRASIL ON (EGIE3) subiu 3,91% após o conselho de administração da companhia aprovar uma oferta primária de ações como parte de um plano para adquirir uma participação na usina hidrelétrica de Jirau.
SLC AGRÍCOLA ON (SLCE3) recuou 1,41%, tendo também no radar relatório do Citi reiterando a recomendação neutra para os papéis e cortando o preço-alvo de R$ 19,50 para R$ 15, com analistas citando potenciais efeitos negativos do El Niño.

(com Reuters)

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