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Ibovespa reverte perdas na reta final e engata quarta alta seguida; dólar sobe com risco político

Ações das gigantes brasileiras avançaram, com investidores retirando capital de companhias de tecnologia

Por  Felipe Moreira

A bolsa brasileira operou em baixa na maior parte da sessão desta terça-feira (24), acompanhando o desempenho negativo dos mercados americanos, virando para leve alta na última hora do pregão.

Nos Estados Unidos, continua a percepção de que a inflação pode ser mais duradoura do que o imaginado previamente e também a pressão de investidores e autoridades para que o Federal Reserve tome medidas mais duras para controlar a alta de preços.

O fato de os PMIs americano terem frustrado os consensos também deteriora o cenário – com parte do mercado temendo que, além de inflação, o mundo enfrente uma recessão ou um crescimento pouco expressivo.

Por aqui, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, de maio trouxe desaceleração na comparação com o mês anterior, mas ainda veio acima do esperado, com alta de 0,59% na base mensal, ante consenso de 0,45%.

O Ibovespa subiu 0,21%, aos 110.580 pontos, após oscilar entre 108.399 e 110.635 pontos. O volume financeiro foi de R$ 30,2 bilhões.

As ações do PetroRio (PRIO3) e da Equatorial (EQTL3) foram os destaques positivos, subindo, respectivamente, 3,90% e 3,56%, seguidas pelas ações da 3R Petroleum (RRRP3), com ganhos de 3,39%.

Entre as altas por peso, impulsionaram o Ibovespa os papeis do setor financeiro – as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) subiram 2,22%, as do Itaú (ativo=ITUB4]), 2,10%, e as unitárias do Santander (SANB11), 1,42%. A Vale (VALE3) também subiu, a despeito da queda do minério, fechando em alta de 1,35%.

Ações da CVC ([ativo=CVCB3) e Azul ([ativo=AZUL4]) foram os destaques negativos da sessão, recuando, respectivamente, 6,30% e 5,78%, seguidas das ações do Embraer (EMBR3), com perdas de 5,61%.

Destaque também para queda das ações da Petrobras (PETR3;PETR4) após a nova troca de comando da estatal. Os papeis ordinários da estatal caíram 2,85% e os preferenciais, 2,92%.

O dólar reverteu parte das perdas de ontem e fechou em alta, impulsionado por dados de inflação e pelo ruído político em torno da Petrobras. A moeda americana subiu 0,14%, a R$ 4,812, após oscilar entre R$ 4,776 e R$ 4,853.

No aftermarket, às 17h11, os juros futuros operam em alta devido a surpresa na inflação brasileira e o temor com a inflação americana: DIF23, +1,02 pp, a 13,40%; DIF25, +2,16 pp, a 12,30%; DIF27, +2,08 pp, a 12,04%; DIF29, +2,02 pp, a 12,11%.

Em Wall Street, as bolsas fecharam mistas, com destaque para a queda da Nasdaq, puxada pelos temores do aviso sombrio do Snap que se espalharam para outros nomes de tecnologia.

O índice Dow Jones subiu 0,16%, aos 31.931 pontos. O S&P 500 recuou 0,79%, aos 3.973 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 2,35%, aos 11.264 pontos.

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