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SÃO PAULO – Após abrir em queda em meio à preocupação com a China, o Ibovespa diminuiu suas perdas e, no final da manhã, virou e registra ganhos, com a diminuição da baixa das blue chips, como Petrobras (PETR3;PETR4), Vale (VALE3;VALE5) e siderúrgicas. Às 11h10 (horário de Brasília), o índice tinha ganhos de 0,52%, a 49.553 pontos, após chegar a cair 0,61% mais cedo, seguindo assim o movimento de recuperação da véspera, quando subiu 1,56%.
O grande vetor da sessão, está a atividade do setor industrial da China, que contraiu em janeiro pela primeira vez em seis meses, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar nesta quinta-feira, indicando um início de ano fraco para a economia. Pressionado pela demanda doméstica e de exportação mais fraca, o PMI preliminar do Markit/HSBC caiu para 49,6 em janeiro ante 50,5 em dezembro, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Ainda no campo econômico internacional, cabe destacar os dados de pedido de auxílio desemprego nos EUA, que subiram levemente abaixo do esperado, para 326 mil, ante previsão de 330 mil pedidos.
Vale destacar ainda a fala do ministro da fazenda, Guido Mantega, no Fórum Econômico de Davos que o Brasil realizará mudanças na macroeconomia, que deverão vir no sentido contrário das vistas na China.
Brookfield e Pão de Açúcar em alta
Por outro lado, algumas ações aumentam os ganhos, caso da Brookfield (BISA3), que é de longe o destaque do índice ao registrar ganhos de 6,31%, a R$ 1,18, seguida pelo Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 99,29, +2,26%). Além da Brookfield, MRV Engenharia (MRVE3, R$ 9,13, +1,67%), Cyrela (CYRE3, R$ 15,46, +1,05%) também registra ganhos, em um cenário mais positivo para o setor
Já entre as maiores quedas, está a Gol (GOLL4, R$ 11,27, -1,74%), que devolve ganhos da véspera após a divulgação de dados operacionais, seguidos pelo Banco do Brasil (BBAS3), com perdas de 1,42%.
Ata do Copom e IPCA no radar econômico brasileiro
O cenário econômico nacional também ganha destaque, com a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) que destacou que, em que momentos como o atual, a política monetária deve se manter “especialmente vigilante”. O documento detalhou o pensamento da diretoria após a decisão em elevar a Selic para 10,5% ao ano na reunião da semana passada, que surpreendeu parte do mercado, que esperava alta de 0,25 ponto percentual, para 10,25%. A ata retirou a afirmação sobre o ritmo mais intenso da atividade doméstica em 2014, mas deixou em aberto possíveis novas elevações do ritmo de taxa de juros.
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Além disso, chama a atenção o dado do IPCA -15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que ficou em 0,67% em janeiro, com desaceleração ante o índice de janeiro, de 0,75%.
Ásia e Europa em dia de baixa
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, influenciados pelo índice de gerente de compras. O índice Shangai Composto terminou o dia com queda de 0,47%, enquanto o Hang Seng fechou com perdas mais significativas de 1,51%, e atingiu mais de uma semana em baixa. Outro dado que motivou a queda das bolsas chinesas foi o aumento da receita fiscal em mais de 10% no perído de 2013.
Já no Japão, o principal bechmark do país, reverteu os ganhos do intraday e fechou o dia no negativo. Depois de atingir a maior alta em duas semanas, o índice encerrou o pregão com perdas de 0,79% a 15.695,89 pontos.
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Na Europa, dados da economia também foram divulgados e animaram o mercado no início do pregão desta quinta-feira (23), mas os principais índices acionários ainda seguem indefinidos, operando entre leves ganhos e perdas.
O índice de gerente de comprar (PMI) composto da zona do euro subiu para 53,2 em janeiro, maior nível em 31 meses, ante 52,1 no mês de dezembro, segundo dados preliminares divulgados pela Marlit, e que veio acima da expectativa do mercado. Apesar dos bons números, os índices por lá seguem pressionados, tendo como principal destaque o noticiário chinês.
Na Alemanha, o índice de gerente de compras (PMI) composto do país subiu para 55,9 em janeiro, ante 55,0 no mês de dezembro, segundo a Markit, o maior em 31 meses. Apesar do resultado, o principal benchmark do país abriu o dia em alta, mas perdeu forças e reverteu os ganhos e acumula leves perdas de 0,05% e segue sem uma direção única.
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Segue no radar do investidor nessa quinta-feira o Fórum Econômico Mundial (WEF), na Suíça. O Fórum está focado na crescente disparidade de renda, que foi citado como um dos maiores riscos globais em relatório do WEF, divulgado na semana passada.