Bolsa

Ibovespa reduz perdas depois de Livro Bege nos EUA; dólar tem leve alta e vai a R$ 3,13

Mercado opera em alta lá fora, mas tem queda por aqui em dia de agenda cheia de indicadores; economistas esperam elevação de juros em 0,5 ponto percentual hoje

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SÃO PAULO – O Ibovespa se reduz queda após a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. Segundo relatório, não houve recuperação da atividade econômica depois do fraco primeiro trimestre. O índice tem uma baixa após dois dias de alta, nos quais subiu 2,8%. Com o desempenho de hoje, o benchmark se mantém descolado do desempenho das bolsas internacionais, que caíram ontem e sobem hoje. Por aqui, as expectativas giram em torno da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve anunciar nesta noite uma alta de em 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para 13,75% ao ano.

Às 15h26 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,85%, a 53.774 pontos. Já o dólar comercial sobe 0,1%, a R$ 3,1355 na compra e a R$ 3,1380 na venda. 

As indicações do Livro Bege foram de que o crescimento foi mais volátil em maio do que no relatório de março. Sete distritos reportaram avanço “moderado” ou “modesto” no mês. 

As ações de bancos caem perto de 1% junto com Vale (VALE3; VALE5) e puxam as perdas da sessão. 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 KROT3 KROTON ON11,40-3,31
 ELET3 ELETROBRAS ON6,83-2,98
 BBDC3 BRADESCO ON EJ26,42-2,51
 GOAU4 GERDAU MET PN8,17-2,51
 ESTC3 ESTACIO PART ON17,70-2,37

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 TIMP3 TIM PART S/A ON10,16+3,78
 CPLE6 COPEL PNB33,83+1,74
 ECOR3 ECORODOVIAS ON8,28+1,72
 MRVE3 MRV ON8,04+1,64
 ENBR3 ENERGIAS BR ON10,98+1,48
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

 

Indicadores
Agora às 10h, o HSBC divulgou o PMI (Índice Gerente de Compras) para o setor de serviços, que registrou um recorde negativo de 42,9 pontos, inferior aos 44,2 pontos registrados em abril. Foi a maior queda de produção no setor privado desde março de 2009. 

Entre os vetores macroeconômicos, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cortou sua projeção para o crescimento econômico global neste ano e piorou a estimativa de contração do Brasil. Em relação ao País, a estimativa agora é de uma contração de 0,8% este ano, contra queda de 0,5% prevista anteriormente. Para 2016 a OCDE vê um crescimento de 1,1%, contra 1,2% antes.

Além da organização, a Moody’s também falou sobre a economia fraca no Brasil e as altas de juros, dificultando a redução da dívida brasileira. A Moody’s destaca que os níveis de endividamento do país são mais elevados do que o de seus pares com rating Baa2 e que podem divergir ainda mais.

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Lá fora, o ADP Employment (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA) subiu para 201 mil, de 169 mil, em linha com o esperado pelo mercado. A importância do ADP é antecipar os dados que serão divulgados no Relatório de Emprego da economia norte-americana, os famosos nonfarm payrolls. 

Mais tarde será divulgado o Livro Bege do Federal Reserve, com análises dos Feds regionais para diversos indicadores macroeconômicos. 

Draghi e Grécia
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quarta-feira manter as medidas de política monetária expansionistas do banco, incluindo a implementação de seu programa de impressão de dinheiro. Em entrevista à imprensa depois de deixar as taxas de juros inalteradas, Draghi enfatizou a necessidade de “total implementação” das políticas monetárias para se ver a recuperação da economia da zona do euro.

Draghi havia descrito anteriormente as especulações de que o esquema de 60 bilhões de euros por mês seria reduzido como “surpreendente”.

Se a manutenção do programa de estímulo foi um bom sinal para o mercado, a Grécia mais uma vez decepcionou.O país ameaçou não devolver um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta semana, abrindo caminho para um possível calote, poucas horas antes de seus credores provavelmente apresentarem um ultimato oferecendo fundos a Atenas em troca de reformas econômicas.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, visita Bruxelas ainda nesta quarta-feira para se encontrar com autoridades europeias, quando deve ouvir os termos do plano concebido nesta semana em uma reunião de grandes líderes, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel.

(Com Reuters)

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