Ibovespa recupera parte das perdas da véspera e busca os 66 mil pontos

Mercado imobiliário dos EUA e resultados corporativos de peso, como Goldman Sachs, ajudam a reverter baixa da última sessão

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SÃO PAULO – Após ter encerrado a sessão da véspera em forte baixa de 1,9%, o Ibovespa registra na sessão desta terça-feira (19) em movimento de recuperação, avançando há pouco 0,89%, a 65.995 pontos, com giro financeiro de R$ 2,793 bilhões. No mercado externo, é observado um desempenho semelhante, com os índices acionários na Europa e nos EUA avançando, apesar de certa instabilidade em Wall Street.

Se na última sessão a agência de classificação de risco S&P derrubou os mercados de ações, com a redução da perspectiva para o rating norte-americano, neste pregão os números do Goldman Sachs e do mercado imobiliário animam os investidores. A começar pelo banco, que revelou queda menor que o esperado do lucro líquido, o que ajuda a favorecer os negócios. Vale pontuar que as bolsas nos EUA contam com a maioria das ações do setor bancário em alta.

Já os números da construção civíl referentes à março ficaram positivos com o Housing Starts – que mede o número de casas em início de construção nos EUA – tendo registrado 29 mil casas a mais do que o projetado. No plano interno, os investidores aguardam sinais do início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), além de já terem recebido novos indicadores de inflação. 

Ibovespa se recupera
Entre as principais altas do Ibovespa, destaque para as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que avançam 4,98%. Na sessão da véspera, os papéis da companhia encerraram o pregão em forte baixa de 17,25%, repercutindo a decepção com o relatório de estimativas das reservas elaborado pela consultoria DeGolyer & MacNaughton e divulgado ao mercado na noite de sexta-feira. As ações da MMX (MMXM3), que também recuaram forte na véspera, avançavam há pouco 2,58%.

As ações da Petrobras (PETR3, PETR4) também se destacam na ponta ganhadora, com as preferenciais subindo 1,37% e as ordinárias 1,79%. Os investidores repercutem entre outros o anúncio da estatal referente ao início do TLD (Teste de Longa Duração) da área de Brava, sendo o terceiro reservatório a produzir petróleo no pré-sal da bacia de Campos. A petrolífera também anunciou ter concretizado a primeira exportação de petróleo retirado do pré-sal.

Outra alta, que reflete um movimento de fusões e aquisições, são as dos papéis da Brasil Ecodiesel (ECOD3) que repercutem a confirmação do recebimento de uma proposta dos acionistas da Vanguarda Brasil para a incorporação da totalidade das ações desta empresa em uma operação de R$ 1,2 bilhão.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 17,07 +4,98 -14,65 457,82M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 21,12 +3,33 -6,26 22,25M
 MMXM3 MMX MINER ON 10,73 +2,58 -4,45 30,29M
 AMBV4 AMBEV PN 47,94 +2,00 -3,82 42,59M
 CYRE3 CYRELA REALT ON 16,51 +1,98 -24,44 23,29M

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis ALL América Larina ON (ALLL3), que são cotados a R$ 12,81 e apresentam baixa de 1,84%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 12,81 -1,84 -14,60 11,18M
 GOAU4 GERDAU MET PN 22,26 -1,63 -16,65 22,08M
 VIVO4 VIVO PN 65,40 -1,51 +34,98 21,09M
 CPLE6 COPEL PNB 43,91 -1,33 +5,81 9,98M
 GGBR4 GERDAU PN 18,33 -1,24 -18,92 106,29M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Outras referências 
Os eventos na Europa também foram referência nesta manhã, com destaque para o resultado do leilão de títulos do governo da Grécia, que captou € 1,625 bilhão, mais do que era esperado, com juros de 4,10% ao ano. Ainda, assim como nos EUA, resultados corporativos ajudam para a diminuição da aversão ao risco, sobretudo por terem superado as expectativas do mercado, com destaque para as varejistas de artigos de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton e Burberry Group.

Agenda interna
Na agenda interna, o investidor conta com novos dados sobre inflação, a começar pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que, na segunda quadrissemana deste mês, apontou novo aumento de inflação ao marcar taxa de 0,61%. Por outro lado, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou inflação de 0,55% na segunda prévia de abril, taxa 0,04 ponto percentual menor do que a registrada no mesmo período do mês anterior.

A agenda do dia também trouxe dados referentes ao mercado de trabalho interno no mês de março, com a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País tendo permanecido praticamente estável frente ao mês anterior.

Também traz ansiedade aos investidores o início da reunião do Copom, em que será definida a política monetária para o País. Com o quadro deteriorado da inflação, a expectativa é de elevação de 0,25 ponto percentual da taxa Selic.

Câmbio e renda fixa
O dólar comercial segue no campo negativo e há pouco registrava baixa de 0,57%, cotado a R$ 1,5810 na venda nesta terça-feira. Vale ressaltar as atuações do Banco Central, que segue com sua rotina no mercado de câmbio e nesta sessão, já realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista. A atuação da autoridade monetária se deu entre 12h25 e 12h30, com taxa de corte de R$ 1,5827.

Já os principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa marcam trajetória negativa, tendo em vista a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que dá início a suas reuniões nesta sessão e termina na próxima. O encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira, e a expectativa é de que o comitê decida promover um novo aumento da taxa básica de juro.