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Ibovespa recua pela 7ª sessão seguida e tem maior sequência de quedas desde 2016; dólar volta a subir

Principal índice da bolsa brasileira acompanhou cenário internacional, com investidores temendo inflação e baixo crescimento econômico

Por  Felipe Moreira

A bolsa brasileira engatou a sétima queda consecutiva, em sua maior sequência de quedas desde 2016, acompanhando o desempenho dos principais índices de Nova York, em meio a indicadores fracos e preocupações com novos lockdowns na China.

O Ibovespa também foi pressionado pela forte queda do setor bancário, na esteira do resultado considerado ruim do Santander Brasil (SANB11), cujas units caíram 4,55%. Itaú (ITUB4) teve baixa de 3,40% e Bradesco (BBDC4) caiu 3,40%.

“O Santander passou uma mensagem negativa com o aumento da inadimplência”, explica Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank Brasil.

O Ibovespa caiu 2,23%, aos 108.212 pontos, após oscilar entre 107.977 e 110.684 pontos. O volume financeiro foi de R$ 32,3 bilhões.

Os destaques positivos ficaram com as ações da 3R Petroleum (RRRP3) e Petrorio (PRIO3) que subiram, respectivamente, 2,47% e 2,24%, seguidas pelas ações da CPFL (CPFE3), com ganho de 1,84%.

As ações das petroleiras repercutiram o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional.

As ações da Locaweb (LWSA3) e da Totvs (TOTS3) foram os destaques negativos da sessão, recuando, respectivamente, 8,32% e 6,50%, seguidas das ações da Inter (BIDI11), com perdas de 6,37%.

Os papéis das empresas de tecnologia recuaram devido à perspectiva de elevação da taxa de juros.

Em meio ao cenário de aversão ao risco, o dólar subiu forte novamente. A moeda americana fechou em alta de 2,36%, a R$ 4,990, após oscilar entre R$ 4,893 e R$ 4,999.

No aftermarket, às 17h07, os juros futuros avançam em bloco com dados do Boletim Focus, que mostram a deterioração das expectativas para a inflação até 2024 e uma expectativa de Selic mais alta. O DIF23, +0,62 pp, a 13,03%; DIF25, +1,38 pp, a 12,16%; DIF27, +1,44 pp, a 11,98%; DIF29, +1,00 pp, a 12,09%.

Em Wall Street, as bolsas apagaram os ganhos da sessão anterior e fecharam em queda acentuada, com investidores vendendo ações com medo de uma desaceleração econômica.

Os papéis das empresas de tecnologia lideraram o declínio na terça-feira, já que os investidores não esperaram pelos resultados do primeiro trimestre da Microsoft e da Alphabet após o fechamento dos mercados, temendo mais explosões como a vista na Netflix no início da temporada de resultados.

O índice Dow Jones caiu 2,38%, aos 33.239 pontos. O S&P 500 recuou 2,82%, aos 4.175 pontos, enquanto o Nasdaq despencou 3,95%, aos 12.490 pontos.

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