Ibovespa recua 0,51% com cautela externa e queda das commodities

Índices em Wall Street recuam com decepção com temporada de resultados e indicadores; Fibria e Usiminas na ponta negativa

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Um conjunto de referências negativas de EUA, Europa e China disseminou o mau humor na sessão desta terça-feira (12), que foi de perdas aos principais mercados globais. O início da temporada de resultados norte-americana também não animou, e o movimento de queda das commodities pressionou ainda mais os índices acionários.

Apesar de ter diminuído as perdas – o índice chegou a perder o patamar dos 70 mil pontos no intraday – o Ibovespa encerrou a sessão marcando desvalorização de 0,51%, a 70.075 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,30 bilhões.

Bolsa
Em uma sessão negativa, Fibria, Usiminas, JBS e TAM colocaram suas ações entre os principais destaques de baixa do Ibovespa. Os papéis da Petrobras também fecharam em forte baixa, em meio à sessão de desvalorização para o petróleo, exercendo pressão extra sobre o Ibovespa.

Na ponta positiva, destaque para os papéis de Duratex e Pão de Açúcar, além dos ativos da PDG, que deram continuidade ao movimento de alta da véspera, após diversos pregões de desvalorização. As ações da Embraer também estão entre as altas do dia, após a fabricante de aviões divulgar que realizou a entrega de 244 jatos em 2009, superando suas próprias expectativas (242 jatos).

Após ter acumulado ganhos de 359% nos primeiros cinco pregões do ano, os ativos ordinários da Parmalat registram sua primeira correção de 2010 – enquanto isso, os papéis preferenciais da empresa sustentaram nova alta. Também recuaram os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de sua controladora Laep.

Por fim, segundo informações da agência de notícias turca IHA, a Petrobras e a norte-americana Exxon Mobil teriam assinado um acordo com a petroleira estatal turca Turkish Petroleum Corporation (TPAO) para exploração de hidrocarbonetos em águas profundas do Mar Negro.

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Noticiário
O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, revelou certa cautela quanto à recuperação econômica norte-americana. Por lá, o rumor de que a administração Obama estuda taxar as instituições financeiras para reaver ao menos US$ 120 bilhões dos recursos gastos em resgates no auge da crise trouxe perdas ao setor financeiro na sessão.

Na Europa, a Grécia foi mais uma vez fonte de desconforto. Uma equipe do FMI (Fundo Monetário Internacional) foi ao país para auxiliar o governo em pontos como política de impostos e gerenciamento de orçamento. Na Ásia, pesaram sobre os negócios as incertezas quanto ao futuro da Japan Airlines e novas medidas tomadas pelo governo chinês para conter o excesso de liquidez no país.

O início da temporada norte-americana de resultados não foi dos melhores. As ações da Alcoa despencaram 11,06% após a empresa relatar lucro líquido de US$ 0,01 por ação no último trimestre, aquém das projeções.

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Em linha, as ações da Electronic Arts caíam 7,77% em Wall Street no fechamento da bolsa brasileira, após a criadora de jogos para videogames relatar prévia de seu resultado operacional abaixo do esperado pelo mercado, além de reduzir seu guidance de lucro para este ano.

Ainda no plano corporativo, a Kraft Foods realizou oferta hostil de £ 10,5 bilhões pela Cadbury – rejeitada pelo O CEO (Chief Executive Officer) da britânica, que pediu o mesmo aos seus acionistas, afirmando que a oferta é “ridícula”.

O déficit comercial dos EUA passou de US$ 33,2 bilhões para US$ 36,4 bilhões no décimo primeiro mês de 2009, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 34,6 bilhões.

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Por aqui, logo pela manhã foi divulgado o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do primeiro decêndio do mês, quando apontou deflação de 0,27%. Da inflação ao mercado de trabalho, a indústria brasileira registrou em novembro ante a outubro uma alta de 1,1% na taxa de emprego – o quinto resultado mensal positivo consecutivo e a maior expansão desde janeiro de 2001.

Dólar
Após perder força no início da tarde, o dólar comercial recuperou o ritmo de valorização verificado na abertura e fechou esta terça-feira com alta de 0,52% – segunda valorização consecutiva -, cotado na venda a R$ 1,747. A apreensão nos mercados e a queda das commodities contribuíram para sustentar a trajetória da divisa norte-americana.

Sem indicadores relevantes na agenda doméstica, destaque para o Banco Central, que realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A captação teve início 10h35 e terminou 10h45 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,747.

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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,37%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 135,75% de seu valor de face, alta de 0,48% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 199 pontos-base, alta de 12 pontos em relação ao fechamento anterior.

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