Ibovespa quebra sequência de altas e abre pregão em queda

Investidores analisam balanços e indicadores domésticos nesta manhã, enquanto dados dos EUA e Europa decepcionam

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SÃO PAULO – Depois de passar por instabilidade na manhã desta terça-feira (31), o Ibovespa parece ter se consolidado no campo negativo, ao passo que os investidores analisam uma agenda movimentada de indicadores externos e domésticos, além de uma série de balanços e teleconferências de grandes empresas nacionais.

Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira opera em queda de 0,46%, aos 56.978 pontos. Entre as ações negociados nesta manhã, o destaque de baixa vai para TIM (TIMP3, R$ 8,70, -4,08%), V-Agro  (VAGR3, R$ 0,36, -2,70%),  Rossi (RSID3, R$ 4,67, -1,48%), Hering  (HGTX3, R$ 40,90, -1,45%) e Trans Paulista  (TRPL4, R$ 59,00, -1,34%). 

Vale destacar que, na véspera, o Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,21%, atingindo 57.240 pontos e alcançando uma sequência de três sessões de ganhos. 

Juntos contra a crise
As expectativas também se voltam para as reuniões dos bancos centrais nos Estados Unidos e na Europa, que ocorrerão esta semana, no aguardo do anúncio de novas medias anticíclicas.

Os investidores esperam que o BCE (Banco Central Europeu) anuncie alguma medida eficaz de combate à crise, já que diversos políticos declararam nos últimos dias a necessidade de uma ação rápida e o compromisso de que farão o que for necessário para colocar a economia do bloco em ordem novamente.

A autoridade monetária da Europa se reúne na quinta-feira (2), um dia depois de terminarem as conversas entre membros do Federal Reserve. Os analistas projetam que qualquer nova medida de estímulo norte-americano deve ficar para a reunião de setembro.

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Agenda movimentada
No mercado doméstico, a atenção vai para a nota de política fiscal do Banco Central, além de dados macroeconômicos de serviços e de inflação para os produtores. Já no cenário externo, o destaque vai para indicadores de consumo, renda e produção industrial nos Estados Unidos.

Nesta manhã, já foram divulgados dados de demanda doméstica. O rendimento do consumidor norte-americano registrou alta de 0,5% em junho, dado abaixo do que o mercado esperava (0,9%). Já os gastos das famílias não tiveram variação no mês, decepcionando as expectativas dos investidores.

Enquanto isso, no Velho Continente, a taxa de desemprego se manteve em 11,2% em junho, o mesmo índice de maio. Assim, o indicador se mantém no menor nível desde 1995.

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Temporada de balanços
Ademais, os resultados corporativos também podem mexer com o pregão desta terça-feira. Desde o último fechamento, TIM (TIMP3) e Usiminas (USIM3, USIM5) reportaram números mais fracos que os vistos anteriormente, mas ainda assim acima das expectativas do mercado. Nessa madrugada, a Ambev (AMBV4) também divulgou seu balanço, assim como a Oi (OIBR4) anunciará seus números depois do fechamento.