Ibovespa pode sofrer nova pressão vendedora nesta semana

Após sobe e desce do índice registrado na semana, índice pode ser novamente pressionado por incertezas na economia mundial

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SÃO PAULO – A semama foi marcada por grande volatilidade, com os investidores refletindo noticiários a respeito da economia nos Estados Unidos e Europa. Logo na segunda-feira (8), o mercado operou sob grande pressão, refletindo o anúncio de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de crédito dos Estados Unidos, que passou de AAA para AA+, repercutindo as preocupações com o forte crescimento do déficit fiscal do país.

Tal noticiário fez com que as bolsas iniciassem a semana com grande pressão, com temores de que com os índicios de que a economia nos Estados Unidos está fragilizada, provocasse uma recessão global. Após o noticiário, as bolsas mundiais sofreram grandes perdas, fazendo com que na segunda-feira (8) as bolsas de Wall Street fechassem em queda de mais de 5%. Nesta mesma sessão, a  bolsa brasileira chegou a recuar 9,74% no intraday, ficando bem próximo do limite máximo para ativar o “Circuit Breaker“. Na ocasião, a bolsa brasileira fechou em queda de 8,08% no pregão, fechando com pontuação mínima desde abril de 2009.

Na sessão seguinte, o Ibovespa corrigiu parte das perdas das últimas sessões e fechou em alta de 5,09% – seu maior avanço diário desde 29 de outubro de 2009. No restante da semana, o índice operou com grande volatilidade, em alguns momentos operando descolado das bolsas internacionais em reflexo, na opinião de analistas, aos baixos preços dos papéis no front doméstico, devido às sequentes perdas nas últimas semanas.

No decorrer da semana, a Europa também passou a dar o tom aos noticiários mais relevantes para o desempenho do mercado, com o ESMA (European Securities and Markets Authority) proibindo a venda a descoberto de ações na França e na Itália, fato que trouxe certo alívio para o mercado, fazendo com que os índices norte-americanos fechassem em alta as dias últimas sessões da semana. 

Além disso, na sexta-feira (12), após o fechamento da sessão, o governo italiano anunciou a aprovação de medidas de austeridade fiscal, prevendo aumento em impostos e cortes em gastos públicos, com o intuito de alcançar a sua meta de equilíbrio no orçamento até 2013.

Dinate dos noticiários e por conta do atual cenário da economia mundial, a próxima semana ainda pode ser de grande pressão no índice, na opinião de Leandro Ruschel, diretor da  corretora sa Leandro Stormer. “Dentro do cenário atual o mercado está nervoso e isso pode desencadear um novo movimento de venda na próxima semana, trazendo nova pressão para os índices, fato que é constatado se observarmos tanto o cenário econômico, como diante de análises técnicas”, explica.

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Noticiários e agenda economica seguem no radar
Entre os indicadores relevantes a serem divulgados na próxima sessão, são aguardados indicadores sobre produção industrial,  Initial Claims e vendas de moradias usadas, nos Estados Unidos. Na Zona do Euro estão previstos indicadores sobre balança comercial e preliminar do PIB (Produto Interno Bruto), na terça-ferça (16). Por aqui, o destaque fica por conta do Boletim Focus, na segunda-feira (15), além de indicadores semanais sobre inflação no país.

Apesar da relevância desses indicadores – a exemplo do indicador sobre pedido de auxílio desemprego, nos Estados Unidos, que chegou a influenciar no desempenho do mercado devido à resultados melhores que a expectativa – , a agenda econômia não terá grande influencia no desempenho do mercado, na opinião do analista  Raphael Cordeiro, Omar Camargo. “São importantes indicadores sobre o desempenho da economia. No entanto, dentro de um cenário macroeconômico conturbado, esses indicadores devem ficar em segundo plano”, opina Cordeiro. 

No mesmo sentido, o analista explica que os balanços corporativos permanecerão no foco dos investidores, mas não serão peça-chave para o desempenho do índice.”Os investidores estão mais de olho no que vai acontecer a frente. Eles estão olhando pouco para o lucro do passado e, mais que isso, tentam identificar o lucro do futuro. O mercado está receoso de que a crise no mercado externo possa afetar os lucro das empresas nos próximos meses”, finaliza o analista.