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O Ibovespa disparou em mais uma sessão, com ganho de mais de 1,60%, aos 157.748,60 pontos. Nos últimos 15 pregões, a bolsa brasileira realizou feito não visto desde 1994. O bom humor brasileiro não é replicado no cenário internacional.
A motivação ocorre em meio a uma certa cautela nos EUA devido a incertezas com empresas de inteligência artificial, o que acaba por direcionar fluxo de lá para mercados emergentes, como o Brasil, avalia Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. “E o Brasil está com um carry trade ou diferencial de juros muito elevado, e o Copom ainda sinalizando corte de juros entre janeiro e março. Isso deixa ainda mais atrativo”, avalia.
Para Takeo, o Índice Bovespa (IBOV) pode manter o rali recente, indo a 180 mil pontos em 2025, na direção dos 200 mil pontos, pois o fluxo está muito bom, “se nada de drástico” aparecer.
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Fluxo estrangeiro
Apesar da sequência de altas, o avanço de hoje é parcialmente explicado pelos números divulgados do IPCA, que veio abaixo do esperado e muito próximo a zero, e as informações presentes na Ata do Copom. Os dados mostraram maior possibilidade de cortes da Selic ainda na reunião de janeiro.
A alta também faz parte de um movimento global de rebalanceamento dos ativos, em que os investidores estão colocando mais no bolso os lucros e ganhos que tiveram até agora com as “Magnificent Seven”, as empresas de alta tecnologia da bolsa americana, segundo Thiago Calestine, economista e sócio da Dom Investimentos.
“Eventualmente os investidores pegam esse capital e redistribuem dentre os mercados, sejam mercados de países desenvolvidos ou emergentes que ainda ficaram para trás, que os múltiplos ainda tem um delta entre preço e valor bem mais agradável e bem mais atrativo do que as empresas de alta tecnologia da bolsa americana”, diz Calestine.

Com 160 mil pontos na mira, gráfico do Ibovespa se mantém sem sinais de reversão
Indicadores técnicos sugerem, porém, chance de correção técnica ou lateralização nas próximas sessões — comportamento natural após um rali de 15 altas

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O economista explica que as companhias já estão relativamente bastante caras com relação a preço-lucro e expectativas colocadas para o próximo balanço de resultados. Por isso, investidores passam a ponderar se essas empresas vão conseguir entregar os resultados esperados, segundo o economista.
“O fato é que a expectativa é muito alta com relação aos preços que elas estão operando. Então temos uma rotação de saída de big techs com investidores embolsando lucros e espalhando esse capital em outras oportunidades”, diz.
O estrategista-chefe do Research da XP, Fernando Ferreira, afirma que além dos fatores globais, como o dólar fraco e rotação para fora dos EUA, que seguem atraindo fluxo de investidores globais para os mercados emergentes, os fatores domésticos parecem estar começando a fazer mais preço nos ativos brasileiros. O estrategista cita elementos como: 1) a expectativa de queda de juros em breve no Brasil, especialmente após o IPCA que saiu hoje, 2) o trade eleitoral ficando mais próximo, e 3) o resultado das companhias brasileiras têm sido bons.
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(com Estadão Conteúdo)
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