Ibovespa perde forças no final do dia e fecha com leve alta de 0,32%

Índice chegou a subir 2,32% no intraday, acompanhando o bom humor externo com o esforço conjunto na Zona do Euro

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SÃO PAULO – O Ibovespa operou no campo positivo durante todo o pregão desta terça-feira (27), chegando a atingir um avanço de 2,32% em sua máxima no intraday. Entretanto, o índice perdeu forças no final da tarde e fechou com leve alta de 0,32% – segundo avanço consecutivo -, aos 53.920 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,855 bilhões.

O benchmark da bolsa brasileira acompanhou o desempenho do mercado internacional, com a expectativa de que os líderes políticos da Zona do Euro encontrem uma saída para lidar com os problemas da crise da dívida da região. Neste cenário, ganhou força os rumores sobre capitalização dos bancos europeus com a adoção de um programa similiar ao adotado pelos EUA durante a crise de 2008, o TARP (Troubled Asset Relief Program).

Já as especulações sobre a expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) para cerca € 2 trilhões começam a se dissipar após declarações de ministros das Finanças de países da região, como Espanha e Alemanha, negando as informações divulgadas.

Tombini e Mantega
Por aqui, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou, em audiência pública realizada no Senado, que a piora da crise internacional não surpreendeu o Copom (Comitê de Política Monetária) e que deve haver uma diminuição no crescimento econômico brasileiro neste ano, além do recuo da inflação no país no próximo ano. Tombini também falou que a recente alta do dólar não deverá ter muito impacto na inflação.

Ainda no front nacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a crise econômica internacional não levará o governo a adotar novas medidas, entre elas uma mudança no IOF. Mantega também disse que o contágio da crise e a deterioração dos mercados só poderá ser evitado com a aprovação de um novo fundo europeu com mais capacidade, parecido com que o Federal Reserve fez no passado nos EUA.

Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) que lideraram os ganhos da sessão com alta de 4,14%, cotadas a R$ 29,19.

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As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 29,19 +4,14 -24,51 431,51M
 ITSA4 ITAUSA PN 9,56 +4,03 -25,02 114,24M
 CCRO3 CCR SA ON 46,85 +3,77 +3,89 42,04M
 PDGR3 PDG REALT ON 6,39 +3,40 -36,00 118,06M
 HGTX3 CIA HERING ON ED 32,84 +2,63 +23,40 57,59M

Já na ponta negativa, o destaque ficou por conta dos papéis da B2W (BTOW3, -4,92%, R$ 15,85) que seguraram a lanterna do índice.

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BTOW3 B2W VAREJO ON 15,85 -4,92 -49,03 8,34M
 MRFG3 MARFRIG ON 6,06 -3,66 -60,60 22,26M
 DTEX3 DURATEX ON 9,07 -2,47 -38,22 14,50M
 TNLP3 TELEMAR ON 20,97 -2,47 -33,92 3,78M
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 8,57 -2,28 -42,48 18,99M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 40,82 +0,79 626,32M 724,78M 24.317 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 29,19 +4,14 431,51M 295,93M 26.543 
 PETR4 PETROBRAS PN 19,55 -1,16 305,37M 377,33M 17.384 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 12,10 +0,50 277,06M 272,55M 19.448 
 BBDC4 BRADESCO PN 27,83 +1,83 241,36M 186,58M 22.652 
 VALE3 VALE ON 44,20 +1,12 194,94M 204,69M 10.925 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 9,10 -1,62 159,51M 158,22M 19.829 
 BBAS3 BRASIL ON EJ 24,69 +2,15 127,67M 150,20M 12.700 
 PDGR3 PDG REALT ON 6,39 +3,40 118,06M 124,28M 17.223 
 ITSA4 ITAUSA PN 9,56 +4,03 114,24M 100,35M 15.644 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Agenda
No Brasil, a confiança do consumidor apresentou recuou pelo segundo mês consecutivo, passando de 118,7 pontos em julho para 114,7 pontos em agosto, segundo dados do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o que representa uma queda de 3,4%.

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Nos EUA, a divulgação do S&P/Case-Shiller Index apontou queda 4,1% em julho, frente aos recuos das projeções e da medição, de 4,5% e 4,52%, respectivamente, constatando ganho nos preços dos imóveis nos Estados Unidos pelo quarto mês consecutivo.

Ainda por lá, a confiança do consumidor norte-americano, mensurada pelo Consumer Confidence, indicou 45,4 pontos no mês, ficando abaixo das expectativas do mercado, que indicavam 46,6 pontos. Vale ressaltar que o indicador também mostrou ligeira melhora na comparação com o mês de julho, cujo resultado foi de 45,2 pontos.

Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 1,33% e atingiu 11.191 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite valorizou-se 1,20% a 2.547 pontos, da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, subiu 1,07% a 1.175 pontos.

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Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou forte alta de 5,74% e atingiu 3.023 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 5,29% chegando a 5.628 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 4,02% a 5.294 pontos.

Dólar
O dólar comercial registrou sua terceira queda consecutiva nessa terça-feira, desta vez de 0,93%. Dessa forma, a moeda terminou a sessão cotada a R$ 1,805 na venda.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta sessão, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,42%, 0,15 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,2% em relação ao fechamento anterior, a 132,05% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 12 pontos-base, aos 264 pontos.

Confira a agenda da próxima sessão
No Brasil, o Banco Central divulga o fluxo cambial, com dados sobre o movimento de entrada e saída de dólares do País referentes à última semana.

Já nos EUA, o Departamento de Comércio do país revela o Durable Good Orders de agosto, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período. Também será divulgado o relatório semanal de estoques de petróleo do país.