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SÃO PAULO – Depois de cravar máxima em 73.179 pontos (+1,46%), ficando cerca de 340 pontos do maior fechamento da história (veja mais aqui) com o mercado comemorando a “flechada no pé” dada por Rodrigo Janot, o Ibovespa perdeu força e às 15h12 (horário de Brasília) operava em leve alta de 0,11%, aos 72.204 pontos, pressionado pelas as ações dos bancos privados e a queda dos papéis da Vale (VALE3). Além disso, as bolsas dos EUA recuam mais de 1% após Han Tae Song, embaixador da Coreia do Norte na ONU (Organização das Nações Unidas), afirmar que o país enviará “mais presentes” aos EUA, fazendo referência ao teste nuclear realizado no último domingo (3).
As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4), que, após renovarem máxima histórica em R$ 34,90 logo na abertura, devolveram toda a valorização registrada pela manhã e neste momento recuam mais de 2%. Seu par em bolsa, Itaú (ITUB4), realizou o mesmo movimento e recua cerca de 1%. No radar do setor, a possível resolução sobre as perdas provocadas pelos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990 preocupa o mercado, apesar dos bancos afirmarem que estão preparados para desembolsar o valor previsto no acordo que está sendo costurado pela AGU (Advocacia-Geral da União).
Somado aos bancos, as ações ordinárias da Vale contribuem para a perda de força do mercado na esteira dos contratos futuros do minério de ferro, que recuaram 1,20% na China. Além disso, a mineradora acumula valorização de 16% em 4 semanas, o que faz da queda atual um movimento natural de correção.
“Flechada no pé”
O procurador-geral da República decidiu rever a delação do grupo J&F e analisar possível má fé em informações, o que tende a fortalecer a narrativa da defesa do presidente Michel Temer às vésperas da apresentação de uma nova denúncia contra o peemedebista. Janot diz que foram apresentados na noite da última quinta-feira novos áudios com conteúdo “gravíssimo”, que colocam sob suspeita o papel exercido pelo ex-procurador Marcelo Miller, que deixou a carreira no meio do caso para atuar em um escritório de advocacia que atende à holding que controla a JBS.
Embora o procurador-geral sustente que a possível anulação do acordo de colaboração não tire a validade das provas, juristas dizem que é preciso aguardar o que será revelado para ver se, de fato, não haverá prejuízo. Um criminalista que conversou com o InfoMoney na noite de segunda-feira disse que, caso fique provada simulação, tudo pode cair por terra, enquanto outro jurista entrevistado acredita que a situação também afeta a imagem do Supremo Tribunal Federal, responsável pela homologação de acordos.
Por conta disso, a base aliada fica mais forte e aumentam as chances da aprovação da reforma da Previdência, antes descartada pelo mercado, afirmou Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Corretora. Na sua visão, o mercado deve atingir a máxima histórica em breve, inclusive, com a máxima cravada no intraday hoje (73.179 pontos), o Ibovespa ficou 741 pontos de atingir o topo histórico em 73.920 pontos.
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No mesmo momento, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 registravam baixa de 1 ponto, cotados a 7,80%, enquanto os contratos de janeiro de 2021 recuavam 10 pontos, negociados a 9,10%. No mesmo movimento, o dólar futuro com vencimento em outubro registrava desvalorização de 0,68%, aos 3.131 pontos.
Destaques do mercado
As ações da JBS desabam em meio à notícia sobre a revisão do acordo de delação premiada firmado com executivos da empresa, enquanto as ações da RD (RADL3) com os investidores em busca das ações que ficaram para trás no último rali da bolsa. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: Agenda econômica
Entre os eventos econômicos da terça-feira, teremos o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que deverá culminar em um corte de 100 pontos-base na taxa básica de juros, hoje fixada em 9,25% ao ano. Também na agenda doméstica, destaque para os dados da indústria apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostraram crescimento de 0,8% bem acima dos 0,4% estimados pelo mercado, segundo consenso da Bloomberg. Na comparação com julho de 2016, a expansão foi de 2,5%, ante estimativa de 1,7%. No exterior, os investidores digerem os dados do PMI Markit de serviços da Zona do Euro, recuou de 55,4 em julho para 54,7 pontos no mês passado, e das vendas do varejo de julho na região, que veio em linha com as estimativas de queda de 0,3% na comparação mensal. Cenário político
A prioridade do dia fica com a votação de duas emendas pendentes no Projeto de Lei 17/17, que autoriza o governo a aumentar o deficit primário de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões em 2017, em sessão do Congresso Nacional. A votação do texto não foi concluída na semana anterior e provocou uma derrota ao governo Michel Temer em suas intenções de já enviar um projeto orçamentário com a nova meta fiscal. Mudanças nas regras eleitorais também voltam a ser discutidas na Câmara dos Deputados, com os parlamentares ampliando os esforços para fazer avançar uma reforma mínima a tempo de valer já para o pleito do ano que vem. Entre os ítens a serem tratados, destaque para o fim das coligações partidárias, a criação de um fundo eleitoral, a criação de uma cláusula de desempenho e até uma mudança no sistema eleitoral, do atual modelo proporcional para o “distritão” ou o “distritão misto” em 2018 e possivelmente para o “distrital misto” em 2022. No Senado, as atenções ficam por conta da votação da Medida Provisória 777/2017, que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) a ser usada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nos seus empréstimos a partir de 1º de janeiro de 2018. O texto precisa ser aprovado na casa legislativa até quarta-feira, para evitar que caduque. A matéria, que tranca a pauta do plenário até ter sua votação concluída, é tida pelo mercado como uma das pautas prioritárias para a agenda fiscal e para o estímulo ao desenvolvimento do mercado de crédito privado no País, uma vez que visa conferir maior transparência nas decisões sobre subsídios setoriais. Para entender melhor como a TLP muda da água para o vinho o papel do BNDES na economia brasileira, clique aqui. Especial InfoMoney
Nesta terça-feira, às 14h00 estreia o programa “Mundo Bitcoin”, que trará toda semana um especialista para comentar e explicar mais sobre o mundo das moedas digitais. Na sequência, às 14h45, ocorre o evento de atualização da Carteira InfoMoney com as novas ações e explicações para o mês de setembro. Bolsas mundiais
As bolsas dos EUA recuam mais de 1% após Han Tae Song, embaixador da Coreia do Norte na ONU (Organização das Nações Unidas), afirmar que o país enviará “mais presentes” aos EUA, fazendo referência ao teste nuclear realizado no último domingo (3): “as recentes medidas de autodefesa do meu país são pacotes de presente endereçados a ninguém mais que os Estados Unidos”, afirmou. Às 15h12, este era o desempenho dos principais índices: *Dow Jones (EUA) -1,04% *S&P 500 (EUA) -0,86% *Nasdaq (EUA) -1,11% *CAC-40 (França) -0,34% (fechado) *FTSE (Reino Unido) -0,52% (fechado) *DAX (Alemanha) +0,18% (fechado) *Xangai (China) (fechado) +0,16% (fechado) *Nikkei (Japão) -0,63% (fechado) *Petróleo WTI +2,79%, a US$ 48,61 o barril *Petróleo brent +1,95%, a US$ 53,36 o barril *Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,20%, a 576 iuanes
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
JBSS3
JBS ON
7,90
-7,93
-30,48
209,50M
BBDC4
BRADESCO PN EJ
33,49
-2,22
+28,53
391,51M
VALE3
VALE ON
35,41
-1,91
+52,27
577,04M
GGBR4
GERDAU PN
12,67
-1,86
+17,53
186,23M
SANB11
SANTANDER BRUNT
27,93
-1,83
-0,36
27,97M
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
RADL3
RAIADROGASILON
72,65
+3,49
+19,29
64,40M
ELET3
ELETROBRAS ON
18,63
+3,44
-11,78
36,25M
QUAL3
QUALICORP ON
35,60
+2,80
+89,05
33,66M
WEGE3
WEG ON
21,54
+1,99
+40,83
21,93M
SUZB5
SUZANO PAPELPNA
18,04
+1,98
+30,45
90,87M
* – Lote de mil a??es
1 – Em reais (K – Mil | M – Milh?o | B – Bilh?o)