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SÃO PAULO – Em uma manhã instável, o Ibovespa chegou a avançar até 0,40% nesta quinta-feira (4), mas já inverte o sinal e, às 10h50 (horário de Brasília), mostra queda de 0,65%, aos 58.245 pontos, caminhando para a sua terceira queda consecutiva.
Mais cedo, o foco esteve no BCE (Banco Cental Europeu), cujos membros anunciaram a manutenção da taxa básica de juro em 0,75% ao ano, em decisão unânime. Logo depois, Mario Draghi, presidente da instituição, concedeu coletiva de imprensa, onde voltou a reforçar que o programa de compra de títulos públicos anunciado na última reunião ajudou a acalmar as tensões no cenário internacional.
Sobre a Espanha, Draghi preferiu não comentar sobre o atual nível do rendimento dos títulos públicos do país, mas reforçou que, apesar dos desafios, tem visto significante progresso no país e que as condicionalidades do plano são uma parte essencial. Já sobre Portugal, Draghi explicou que o país ainda não pode atender ao programa, uma vez que ele ainda não tem acesso total ao mercado de dívida
Altas e baixas
Entre as ações do Ibovespa, o destaque de alta fica por conta das ações da Rossi Residencial (RSID3, R$ 4,92, +2,50%), que enfim divulgou seu resultado do segundo trimestre, no qual revisou o prejuízo para um lucro de R$ 51 milhões. Logo em seguida vêm as ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 5,98, +2,05%), Gafisa (GFSA3, R$ 4,17, +1,71%), Usiminas (USIM5, R$ 10,36, +1,57%; USIM3, R$ 11,93, +1,27%).
De olho nos EUA
Agora, o foco do mercado se volta para os EUA, onde durante a tarde será revelada a ata do Fomc (Federal Open Market Committee), com detalhes sobre a última decisão de política monetária. O documento deverá esclarecer a posição dos membros do Federal Reserve sobre a terceirda rodada de compra de ativos, que prevê a compra mensal de US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas.
Ainda por lá foi revelado nesta manhã que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego vieram praticamente em linha na última semana. Aos 367 mil, eles vieram apenas um pouco acima dos 365 mil esperados, conforme compilação de projeções da Briefing.com. O número também mostrou leve alta sobre a semana anterior, quando dados revisados mostraram 363 mil pedidos.
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Na agenda norte-americana ainda serão divulgados, às 11h00, os pedidos à indústria em agosto. A expectativa é que seja registrada uma queda de 6,0%, forte piora sobre a alta de 2,8% no mês anterior.
BoE não surpreende e Espanha faz leilão
Por fim, de volta à Europa, o BoE (Bank of England) não alterou sua política monetária, nem o programa de compra de ativos, que deverá levar mais um mês para se encerrar, segundo comunicado pela instituição.
Já a Espanha voltou ao mercado nesta quinta-feira e leiloou títulos públicos com vencimentos em 2014, 2015 e 2017. O país captou € 3,99 bilhões, praticamente no montante máximo pretendido, e viu o custo de captação cair consideravelmente em duas das séries na comparação com a última emissão – apenas nos papéis com vencimento em três anos houve um ligeiro aumento, de 3,84% para 3,96%.