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SÃO PAULO – O dia é de volatilidade para o Ibovespa, em uma sessão em que o mercado repercute os dados econômicos dos EUA e o noticiário agitado na Europa, além do noticiário corporativo do setor. Com o dado de indústria dos EUA vindo bem abaixo do esperado, o Ibovespa chegou a cair 0,50%, mas serecuperou e passou a registrar leve alta após a abertura positiva dos EUA; no entanto, logo voltou a operar perto da estabilidade. Às 13h37 (horário de Brasília), o índice registrava leve alta de 0,07%, a 47.607 pontos.
O mercado segue cauteloso em meio à proximidade com a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), que será revelada na próxima quarta-feira e pode dar mais sinais sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
E o noticiário sobre as decisões de política monetária é destaque nesta sessão. O banco central da Turquia, que mexeu nos mercados emergentes no final de janeiro ao elevar a sua taxa de juros overnight para 12%, bem acima do esperado pelo mercado, manteve as taxas de juros. Vale ressaltar ainda que, nesta manhã, o presidente do banco central do Brasil, Alexandre Tombini, destacou em entrevista com jornalistas que o Banco Central tem feito “dever de casa” para controlar a inflação.
Vale e Petrobras sobem; siderúrgicas e elétricas caem
Os olhos se voltam ainda para a temporada de resultados, com a divulgação dos números da Duratex (DTEX3, R$ 11,52, -0,74%), que viu o seu lucro líquido cair 53%, para R$ 70,3 milhões no quarto trimestre e vê seus papéis registrem leve queda. Enquanto isso, a BR Properties (BRPR3, R$ 16,45, -2,08%) divulgou seu resultado referente ao quarto trimestre de 2013, reportando uma receita de R$ 222,95 milhões, o que representa uma alta de 11% em relação ao mesmo período de 2012. Porém, o lucro de R$ 172,06 milhões apresentado no último trimestre de 2012 foi revertido para um prejuízo de R$ 149,13 milhões nos três últimos meses do ano passado.
Contudo, as ações de empresas como a Vale (VALE3, R$ 35,05, +1,62%; VALE5, R$ 31,01, +0,88%), que possuem uma forte participação no Ibovespa, restringem maiores perdas do índice, enquanto as elétricas têm um novo dia de queda, com a Energias do Brasil (ENBR3, R$ 8,66, -3,78%) e Light (LIGT3, R$ 15,59, -3,77%) na ponta negativa do índice, em meio aos temores com o baixo reservatório de água nas hidrelétricas. As ações da mineradora registram ganhos em meio às declarações do diretor executivo de ferrosos e estratégia da Vale, em evento no Rio de Janeiro, que destacou enxergar demanda por aço na China crescendo entre 3% a 6% este ano.
Por outro lado, a queda das siderúrgicas pesa para o índice. As empresas repercutem os dados do IABr (Instituto Aço Brasil), que mostrou queda de 1,4% na produção de aço em janeiro contra o mesmo mês do ano anterior, para 2,738 milhões de toneladas. Segundo a XP Investimentos, os dados não mostram grande evolução no que tange o consumo aparente ainda que este tenha apresentado modesto crescimento de 1,7%, mas ainda assim contrabalanceando com um aumento expressivo de importação e de queda na produção agregada. Por outro lado, ponto positivo para a Gerdau (GGBR4, -2,52%, R$ 15,50), com incremento de aços longos, que é o principal produto da empresa, disse a corretora. As ações da Usiminas e CSN (CSNA3) caem 3,75% e 2,66%, respectivamente, sendo cotadas a R$ 10,51 e R$ 10,97.
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Europa
Na Europa, o noticiário também segue movimentado, com a divulgação de dados econômicos no Reino Unido e na Alemanha. A inflação anual no Reino Unido atingiu 1,9% no mês de janeiro, valor menor que a meta estipulada pelo banco central do país de 2% e nível mais baixo desde novembro de 2009. Já em relação mês a mês, os preços ao consumidor atingiram 0,6%.
Enquanto isso na Alemanha, o índice de sentimento futuro sobre a economia do país medido pelo instituto ZEW caiu para 55,7, abaixo da expectativa do mercado que era de 61,7. Já o emprego na Alemanha bateu novo recorde, ao crescer 0,6% em termos anuais, para 42,2 milhões de pessoas.