Ibovespa opera próximo da estabilidade à espera da decisão do Fomc

Mercados mundiais diminuem altas com apreensão em torno da decisão de política monetária nos EUA e com dados imobiliários desanimadores nos EUA

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera próximo da estabilidade nesta quarta-feira (18). A espera pela decisão do Fomc (Federal Open Market Comittee) sobre o programa de compra de títulos norte-americano, o Quantitative Easing, gera cautela no mercado. No exterior, as bolsas europeias e os futuros dos EUA também diminuem o ritmo de ganhos, após dados do setor imobiliário norte-americano. Com as referências, às 10h30 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira mostrala leve alta de 0,01%, a 54.275 pontos

As ações que operam em alta nesta sessão acabam anulando as baixas, o que deixa o índice próximo da estabilidade. Entre as maiores altas, destaque para B2W (BTOW3, R$ 15,35, +2,13%), Rossi (RSID3, R$ 3,09, +1,98%), LLX Logística (LLXL3, R$ 1,75, +1,16%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,11, +1,10%; USIM5, R$ 10,47, +1,16%).

Já na ponta negativa aparecem OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,39, -2,50%), Cemig (CMIG4, R$ 18,22, -2,25%), Eletrobras (ELET3, R$ 6,12,-1,61%; ELET6, R$ 10,06, -2,14%) e Energias Br (ENBR3, R$ 11,56, -1,37%).

Programas de estímulo
Desde maio os mercados mundiais, principalmente os emergentes, estão atentos a qualquer indicação do Federal Reserve sobre a possível retirada de seu programa de estímulo monetário. O Quantitative Easing 3 foi criado em setembro de 2012, para impulsionar a fragilizada economia norte-americana e prevê a injeção de até US$ 85 bilhões por mês através da compra de títulos. Os mercados especulam que na reunião que se encerra nesta tarde, o Fomc anuncie o início da retirada do programa, reduzindo o ritmo de compras para cerca de US$ 75 bilhões por mês.

Na Europa, o Bank of England manteve sua taxa de juros na mínima recorde de 0,5% e seu programa de compra de títulos em 375 milhões de libras por mês. A decisão foi unânime entre os 9 membros votantes do Banco Central.

Agenda econômica
Nos EUA, os contratos futuros operam próximos da estabilidade, com dados decepcionantes do setor de construção. O número de casas em início de construção nos EUA subiu 0,9%, menos do que o esperado em agosto, com a construção de 891 mil novas moradias, ante projeções de 910 mil – em julho, o indicador mostrou o início de construção de 883 mil novas moradias. Já o número de permissões para construções caiu para 918 mil, ante 954 mil vistos no mês anterior.

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Por aqui, dados de inflação movimentam a agenda econômica, com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de São Paulo mostrando desaceleração para 0,16% na segunda quadrissemana de setembro, ante aumento de 0,21% no período anterior. Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a queda nos preços de alimentos levou o índice a recuar.

Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) acelerou para 1,36% na segunda prévia de setembro, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas). No mesmo período de agosto o índice registrou aumento de 0,11%.