Ibovespa opera em queda, pressionado por OGX e siderúrgicas

Benchmark da bolsa brasileira destoa de mercados internacionais após fechar no positivo na véspera

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira (5), destoando dos mercados internacionais e sendo pressionado pela queda das ações da OGX Petróleo (OGXP3) e de siderúrgicas. Às 10h23 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,59%, a 51.409 pontos. 

As siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 16,99, -2,41%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 21,14, -2,67%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,11,-2,03%; USIM5, R$ 10,21, -1,45%) operam na ponta negativa, assim como a Vale (VALE3, R$ 35,69, -0,86%; VALE5, R$ 31,99, -0,47%) – juntas, as 4 empresas possuem 15,9% de participação na composição do índice.

As empresas de Eike Batista também operam em queda, com mais noticiário ruim para o Grupo EBX aparecem mais uma vez no noticiário corporativo, com notícias desanimadoras. Enquanto diretores da petrolífera são processados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Folha de S.Paulo disse que Eike deve pedir dinheiro a credores para evitar recuperação judicial. Com isso, OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,39, -4,88%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 1,63, -1,81%) caem, enquanto a MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,30, +4,55%) opera no campo positivo.

Por outro lado, as ações da Sabesp (SBSP3, R$ 21,19, +7,78%) mostram a maior alta no momento.

Ata do Copom
Divulgada nesta manhã, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) não trouxe grandes novidades, mas indica que o Banco Central alterou sua percepção sobre a política fiscal, até então vista como expansionista. Nesta ata, o comitê parece trabalhar com a hipótese de política fiscal neutra para 2014, ou seja, sem grandes ajustes na Selic no próximo ano.

Ainda sobre a ata, a LCA Consultores analisou que o BC deve continuar elevando a Selic neste ano, que chegaria a 10% ao ano após a última reunião do comitê, em novembro. Além disso, a ata trouxe a avaliação de que a depreciação e a volatilidade da taxa de câmbio vistas atualmente são parte de uma correção natural, a ser combatida com juros mais altos.

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Ainda por aqui, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participam da reunião do G20 na Rússia, que deve abordar principalmente a questão Síria e os possíveis efeitos da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos dos EUA – nos países emergentes. 

Indicadores e Síria
Nos EUA, os dados do mercado de trabalho divulgados nesta manhã mostraram sinais distintos. Enquanto o setor privado criou 176 mil novos postos de trabalho em agosto, ante expectativa de 180 mil, o Initial Claims registrou 323 mil novas solicitações de auxílio-desemprego, ante projeções de 333 mil. Ainda por lá, a produtividade da indústria subiu 2,3% no segundo trimeste, mais do que o esperado e os custos de produção mantiveram-se estáveis.

Os dados de emprego, junto com a inflação, são os indicadores mais analisados pelo Federal Reserve para mensurar o crescimento econômico do país, e podem interferir no início da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos.

Ainda por lá, os temores acerca de uma intervenção militar Síria ganham forças. Na véspera o Senado norte-americano aprovou a ofensiva, após o governo dos EUA garantir que tem provas do uso de arma química contra rebeldes pelo governo de Bashar Assad.

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Reuniões
Na Europa, os principais índices acionários mostram alta, com o BoE (Bank of England) e o BCE (Banco Central Europeu) mantendo suas taxas de juros nas mínimas recordes de 0,5% ao ano e também deixando programas de compra de títulos inalterados. Na Alemanha, as encomendas à indústria caíram em 2,7% em julho, mas ainda indica tendência de alta, com a média de dois meses mostrando alta de 3,3%.

Na Ásia, o BoJ (Bank of Japan) finalizou sua reunião e manteve as taxas de juros, como esperado. Ainda por lá, a bolsa indiana liderou os ganhos desta sessão, alcançando seu maior nível em três semanas após o novo presidente do Banco Central, Raghuram Rahjan, dizer que possui planos para atrair mais investimentos externos e também garantir que lutará por maior liberação no mercado.