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SÃO PAULO – O Ibovespa segue o ritmo de cautela visto nos mercados mundiais nesta quarta-feira (4), com as preocupações acerca de uma possível intervenção militar norte-americana na Síria ganhando forças. Às 10h34 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,84%, a 51.191 pontos.
Os EUA mantém-se em foco com a possibilidade de uma intervenção militar na Síria se intensificando. Na véspera, autoridades norte-americanas garantiram apoio ao ataque, desde que seja limitado e por um período de tempo regulado. Também entra na jogada a Rússia, que disse que apoiará o confronto se a ONU (Organização das Nações Unidas) for a favor e apresentar provas verossímeis de que o governo sírio realmente atacou rebeldes com armas químicas. Já a França garantiu seu apoio aos EUA, considerando a Síria uma ameaça. A votação no Senado norte-americano está prevista para os próximos dias e o presidente Barack Obama defendeu sua posição a favor do ataque nesta quarta-feira, na Suécia.
Entre as maiores quedas do Ibovespa, destaque para as empresas do Grupo EBX, com OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,40, -4,76%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,18, -1,80%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 1,64, -1,80%). A mineradora divulgou nesta manhã que não receberá pagamento inicial pela venda de subsidiária no Chile, mas sim royalties de US$ 0,80 por tonelada de minério vendido na produção.
Também mostram queda as siderúrgicas Usiminas (USIM3, R$ 10,09, -1,56%; USIM5, R$ 10,25, -1,82%) e CSN (CSNA3, R$ 8,77, -0,90%). A Vale (VALE3, R$ 35,43, -1,17%; VALE5, R$ 31,87, -0,87%) e a Petrobras (PETR3, R$ 15,84, -0,38%; PETR4, R$ 16,63, -0,89%) também pesam sobre o índice, com suas participações somando mais de 20% do Ibovespa.
Na ponta positiva, apenas a Marfrig (MRFG3, R$ 6,69, +1,36%) sobe mais de 1%, com o clima pessimista dominando as negociações na bolsa.
Europa e Ásia
No Velho Continente, diversos indicadores foram divulgados nesta manhã, trazendo sinais mistos que, junto com a questão síria, desanimam os investidores. Com isso, os principais índices acionários europeus operam em queda.
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O PMI (Purchase Managers Index) de serviços italiano ficou abaixo do esperado em agosto, com 48,8. Já o espanhol subiu mais do que as expectativas apontavam, para 50,4. Nos dados da zona do euro como um todo, as vendas no varejo subiram 0,1% em julho, ante expectativa de 0,5% e o PIB (Produto Interno Bruto) ficou em linha com o esperado, com crescimento de 0,3%. Os dados não animam os investidores nem na Grã-Bretanha, aonde o PMI de serviços subiu de 60,2 para 60,5, ante expectativa de 59,3. Na Europa, as ações de montadoras automobilísticas sofrem com a expectativa da Moody’s de perdas no setor, com a demanda por automóveis caindo para seu menor nível em duas décadas.
Por sua vez, na Ásia, os principais índices acionários tiveram sinais mistos, em meio ao maior ânimo com os dados chineses positivos no início, mas com o cenário de possível intervenção na Síria gerando maiores temores também por lá. Em destaque, o índice japonês registrou seu maior fechamento em um mês, com a relação iene/dólar caindo para 99,8 ienes, e o Shanghai atingiu sua máxima em duas semanas.