Ibovespa opera em queda, apesar das altas de Hypermarcas, CSN e Vale

Companhia de consumo lidera ganhos do índice após resultados do 2º tri; investidores avaliam PMIs de Europa, China e Brasil, bem como o novo corte do PIB no boletim Focus

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SÃO PAULO – Apesar do bom desempenho de algumas ações com forte participação no Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira opera em queda na manhã desta segunda-feira (5). Segundo cotação das 10h50 (horário de Brasília), o benchmark caía 0,34%, a 48.307 pontos, estendendo assim as perdas relatadas no pregão anterior, quando fechou com variação negativa de 1,36%. Mesmo com o recuo, vale destacar que o Ibovespa segue acima da zona dos 48.000 pontos, região que foi testada por três vezes no final do mês passado.

Mesmo com o dia recheado de importantes referências econômicas, a tímida queda do índice brasileiro vai em linha com o cenário internacional, onde a maioria das bolsas opera no vermelho mas com oscilações abaixo de 0,5%. Na agenda do dia, destaque para os PMIs (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) globais: na Europa, o índice veio melhor que o esperado, enquanto na China houve divergência nos resultados – o país divulga dois indicadores, um compilado pelo governo e outro do HSBC. No Brasil, o PMI de serviços caiu de 51,0 para 50,3 de junho para julho, indicando que a atividade econômica no setor ficou quase estagnada no mês passado, segundo relatório do HSBC. O indicador ainda mostra expansão do setor, mas está próximo da marca de 50, que separa contração de expansão.

Ainda no bloco econômico, as vendas no varejo caíram pela primeira vez em três meses em junho, com queda de 0,9% na comparação anual, ante expectativas de queda de 1,2%. A confiança do consumidor também apresentou valor melhor do que o esperado, atingindo seu segundo melhor nível neste ano, com -4,9 em agosto.

Nos EUA, é aguardado o ISM Services, que indica a sondagem de serviços do país em julho, que sairá às 11h. Esta semana estará recheada de discursos de membros do Federal Reserve, que ganham cada vez mais atenção em meio à apreensão no mercado com a incerteza sobre o início da retirada do programa de estímulos norte-americano, o Quantitative Easing 3.

Hypermarcas sobe forte após resultado
Seguindo a temporada de resultados, a Hypermarcas (HYPE3) divulgou seu balanço na noite da última sexta-feira (2), trazendo números melhores que o esperado, com lucro líquido de R$ 19,3 milhões no segundo trimestre de 2013, revertendo o prejuízo de R$ 30 milhões registrado no mesmo período de 2012. A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 1,07 bilhão. Os números fortes levaram o Itaú BBA elevar a recomendação das ações da empresa para outperform (desempenho acima da média do mercado). Os ativos da companhia apresentam a maior alta do Ibovespa, com valorização de 3,02%, cotadas a R$ 17,08.

Já na ponta negativa do índice, estão B2W (BTOW3, R$ 11,30, -2,42%), Cemig (CMIG4, R$ 20,35, -1,26%), Gol (GOLL4, R$ 7,61, -1,17%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 18,65, -1,17%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 0,87, -1,14%).

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As ações da Vale (VALE3, R$ 31,29, +0,13%; VALE5, R$ 28,55, +0,56%) ajudam a amenizar as perdas do Ibovespa, uma vez que respondem por mais de 11% do índice, assim como a CSN (CSNA3, R$ 6,52, +1,09%), que responde por 1,5%. Por outro lado, a Petrobras (PETR3, R$ 15,84, -1,00%; PETR4, 16,66, -0,89%) contrabalanceia estes ganhos, já que a estatal possui cerca de 10,5% de importância no índice. As três companhias divulgarão seus resultados nesta semana.

Ainda nesta segunda-feira, mais 6 empresas apresentarão seus números referentes ao segundo trimestre de 2013 após o fechamento deste pregão: BR Properties (BRPR3), Cremer (CREM3), Direcional (DIRR3), Guararapes (GUAR3), Marcopolo (POMO4) e Panamericano (BPNM4). Vale mencionar que são esperados 60 balanços brasileiros nesta semana.

Focus diminuiu projeção para PIB
Por aqui, o boletim Focus, compilado pelo Banco Central, apontou menor crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em relação à projeção da semana anterior – a expectativa passou de 2,28% para 2,24%. Já para a Selic, a mediana de projeções ficou em 9,25% ao ano, como visto na semana anterior.

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Já a atividade comercial mensurada pelo Serasa Experian mostrou alta de 0,2% em julho, com a serasa analisando que o aumento “pode ser considerado moderado ante o cenário econômico de queda do poder aquisitivo do consumidor, inflação, juros altos e crédito seletivo”. Ainda por aqui, às 15h, será divulgada a balança comercial da última semana.