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SÃO PAULO – Enquanto investidores aguardam o discurso de Ben Bernanke, que pode trazer sinais de que o Federal Reserve diminuirá programa de compra de títulos, o Ibovespa tenta se manter em alta, embora com oscilações bem modestas. Às 10h18 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), o benchmark da bolsa brasilera apresentava alta de 0,20% a 56.378 pontos.
Dentre as maiores valorizações deste começo de, destaque para as companhias do setor elétrico Eletrobras (ELET3, R$ 5,73, +3,06%; ELET6, R$ 10,54, +4,46%) e Eletropaulo (ELPL4, R$ 8,60, +2,14%). Vale mencionar que ambas foram também figuraram entre as melhores ações do Ibovespa no último pregão, repercutindo a nova Medida Provisória publicada no Diário Oficial na segunda-feira autorizando o governo a usar antecipadamente receitas da Usina de Itaipu.
A valorização das ações OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,78, +2,30%) também ajuda a manter o índice em alta, já que a petrolífera de Eike Batista possui cerca de 5% de participação no Ibovespa.
Fala, Bernanke!
Esta sessão é marcada pela expectativa de que venha uma sinalização mais clara sobre o que pode ser feito com o Quantitative Easing 3, o programa de estímulos do governo que consiste na compra mensais de US$ 85 bilhões em títulos.
Após diversos presidentes regionais do Fed sugerirem que já é hora de iniciar a retirada do programa de estímulo QE3, na última terça-feira (21) o discurso de dois importantes membros do Fomc esfriaram as expectativas: o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard disse que a autoridade dos EUA deve continuar com seu programa, enquanto William Dudley, do Fed de Nova York, disse não saber dizer se o programa irá recuar ou aumentar.
Ainda por lá, será divulgada às 15h a Ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada nos dias 30 de abril e 1 de maio. Fechando as referências norte-americanas, serão reportados dados de vendas de imóveis usados no país, calculado pela Associação de Corretores Imobiliários dos EUA, e os estoque de petróleo semanal.
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IPCA-15 abaixo do esperado
Na agenda doméstica, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,46% no mês, ante avanço de 0,51% visto em abril. O resultado foi levemente menor do que apontava a mediana das projeções do mercado, que esperava inflação de 0,50% no mês.
Já no resultado anualizado em abril, a alta foi de 6,46%, levemente abaixo do 6,5% proposto como teto da meta estipulada pelo governo para a inflação brasileira – o centro da meta para o ano é de 4,5%, com limite de oscilação de 2 pontos percentuais para cima e para baixo.
Ainda nesta quarta, o Banco Central apresentará a nota do setor externo de abril e o fluxo cambial semanal.
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BCs internacionais em ação
Na Europa, o fim da reunião do Bank of England mostrou que as principais autoridades do Banco da Inglaterra permaneceram divididas pelo quarto mês seguido em maio em relação a reiniciar o programa de compra de ativos, em meio a sinais de que a economia está melhorando. A ata do BC destacou que o cenário de crescimento permanece fraco, e que uma piora na crise de dívida da zona do euro apresenta um “importante impedimento potencial” para a recuperação britânica.
Já na Ásia, o Bank of Japan aumentou sua avaliação da economia local e manteve sua política monetária atual, além de não comentar sobre o rendimento dos títulos públicos japoneses em relatório.