Ibovespa opera em instabilidade, em meio a tensões no cenário externo

Registrando alta de 0,05%, o índice sofre a pressão da manutenção dos temores fiscais na Zona do Euro

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SÃO PAULO – O Ibovespa reverte a posição negativa da abertura e passa a operar no campo positivo, tendendo a estabilidade, a 0,05% no pregão desta quarta-feira (29), aos 69.265 pontos.

O cenário observado no exterior é de instabilidade nas principais bolsas norte-americanas e europeias, frente a apreensão com o processo global de recuperação econômica e as dívidas dos países europeus, reforçada por especulações sobre novos cortes do rating de Estados como Espanha e Irlanda.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Braskem PNA (BRKM5, R$ 16,75, +1,52%),  Usiminas ON (USIM3, R$ 25,81, +1,22%),  Petrobras ON (PETR3, R$ 30,44, +1,20%),  Petrobras PN (PETR4, R$ 26,99, +1,09%) e Redecard ON (RDCD3, R$ 26,43, +0,95%).

Análise gráfica
De acordo com analistas técnicos da Gradual Investimentos: “o Ibovespa continua em tendência de alta, com resistência intermediária em 69.615 pontos, acima deste patamar gera novo impulso comprador para buscar os objetivos em 70.730 e principalmente 71.760 pontos”.

Na ponta vendedora, a equipe avalia que “alguma sinalização de realização, somente voltando a trabalhar abaixo de 68.500 pontos, mas o suporte importante continua sendo 67.100 pontos”.

Perspectiva
A tendência positiva, observada nos últimos dois pregões, pode ser mantida nesta quarta-feira, avalia João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos, já que o cenário corporativo nacional tem se sobreposto ao noticiário externo, mesmo com números um pouco abaixo da expectativa, como a confiança do consumidor nos EUA, e os temores renovados em relação às dívidas soberanas de países periféricos europeus.

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Europa
Na Europa, destaque para o indicador da confiança europeia na economia, que cresceu inesperadamente no mês de setembro. O indicador do sentimento dos executivos e consumidores nas 16 nações da Zona do Euro subiu para 103,2 pontos, comprado com os 102.3 pontos em agosto.

Além disso, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou que irá fornecer € 104 bilhões aos bancos europeus, com vencimento em três meses. O montante ficou aquém do esperado pelos analistas de mercado, apontando para uma menor demanda por linhas especiais de crédito.

O movimento da autoridade monetária ocorre à véspera de as instituições financeiras do continente europeu terem de liquidar outros € 75 bilhões que tomaram do BCE a doze meses, € 18 bilhões em empréstimos a seis meses e mais € 132 bilhões a três meses.

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Estados Unidos
A fraca agenda dos EUA conta apenas com a divulgação, por parte do Departamento de Energia dos EUA, do relatório semanal sobre a situação dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados.

Os investidores também deverão acompanhar os pronunciamentos de diversas autoridades monetárias dos EUA. Narayana Kocherlakota, presidente do Fed regional de Minnesota, irá discursar sobre a cenário econômico e política monetária no Centro Europeu de Economia e Finanças, em Londres.

Já Charles Plosser, presidente do Fed de Philadelphia, falará sobre o desdobramento de estímulos monetários em um evento na região de Nova Jersey.

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China
Na China, a produção manufatureira mostra recuperação após um arrefecimento na primeira metade de 2010, de acordo com o índice do setor feito pelo HSBC.O indicador atingiu máxima em cinco meses em setembro, subindo para 52,9, ante 51,9 em agosto, sugerindo um crescimento moderado na indústria. Uma leitura acima de 50 aponta expansão, enquanto abaixo indica contração.

Agenda doméstica
Por aqui, na agenda, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em conjunto com a Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), irá publicar durante o dia os resultados do INA (Indicador de Nível de Atividade) de agosto, trazendo informações sobre a atividade da indústria paulista no período. A entidade também apresentará o Sensor de setembro, com a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Além disso, na manhã desta quarta-feira, dados divulgados pela FGV mostraram o resultado do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que apontou inflação de 1,15% em setembro, após registrar variação de 0,77% no último mês de agosto. Esse resultado supera a mediana das expectativas de inflação mostradas no relatório Focus, que apontava avanço de 1,05% no IGP-M. No ano, a variação acumulada pelo índice é de 7,89%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de 7,77%.

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Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em alta de 0,60%, atingindo 69.227 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 0,93%. O volume financeiro foi de R$ 6,07 bilhões.