Pré-mercado

Ibovespa futuro opera em alta, em dia marcado por cautela, com investidores aguardando inflação dos EUA

Tom é de cautela nas principais bolsas de todo o mundo, com investidores aguardando inflação americana de janeiro

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro opera em alta próximo da abertura do pregão desta quinta-feira (10). O contrato com vencimento em fevereiro avança, às 9h10 (horário de Brasília), 0,33%, aos 112.807 pontos, em um dia marcado pela cautela nos mercados internacionais.

Investidores de todo o mundo aguardam a publicação da inflação dos Estados Unidos em janeiro, marcada para às 10h30. O número deve pesar nas próximas decisões do Federal Reserve sobre a taxa de juros na maior economia do mundo, bem como na velocidade da retirada dos demais estímulos.

No pré-mercado americano, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e da Nasdaq têm direções diversas, com o primeiro subindo 0,09% e os outros dois caindo, na sequência, 0,15% e 0,25%. Estes dois índices costumam sofrer mais impactos quando as projeções para os juros aumentam, por possuírem maior exposição a companhias de tecnologias – o rendimento dos treasuries com vencimento em dez anos avança 8 pontos-base, a 1,935% flertando com seu maior nível desde 2019.

“As projeções apontam que o CPI, no comparativo anual, deverá crescer para 7,2%, sendo este o seu maior valor desde 1982. Um número acima do esperado pressionaria o Fed (banco central americano) a remover os estímulos monetários mais rápido”, comenta a XP Investimentos, em seu morning call.

Na Europa, o dia também é marcado, até então, por leves altas e quedas. O DAX, da Alemanha sobe 0,34% e o FTSE, do Reino Unido, avança 0,24%. O CAC 40, da França, cai 0,09% e o STOXX 600, de todo o continente, opera próximo da estabilidade, com alta de 0,02%.

No Velho Continente, repercute a notícia de que a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, elevou a expectativa de inflação de 2022 de 2,6% para 3,5%, mas assoprando que em 2023 a alta dos preços deve cair para 1,7%, conforme normalização da cadeia de produção.

Do outro lado, o presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Joachim Nagel se tornou a segunda autoridade monetária da região a sinalizar que o Banco Central Europeu (BCE) avalia uma possível elevação das taxas de juros ainda neste ano.

Os comentários são de que os bancos centrais da região e os poderes executivos têm divergências sobre as possíveis decisões da taxa de juros, uma vez que um ciclo altista pode pressionar as contas públicas de países em situações financeiras mais delicadas. Na Alemanha, principal economia do bloco, o rendimento do título com vencimento em um ano cai um ponto-base, negativo em 0,623%, e o para dois anos cai 28 pontos-base, negativo em 0,368%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O Nikkei, do Japão, avançou 0,42%. O Shangai, da China, subiu 0,17%. O HSI, de Hong Kong, avançou 0,38%. Por fim, o Kospi, da Coréia do Sul, teve alta de 0,11%.

Foi destaque na região a performance do minério, que teve alta de 3,20% no porto chinês de Dalian, a 821.500 iuanes, ou US$ 129,21 – o que pode fazer peso no Ibovespa futuro, por conta da alta participação da Vale (VALE3) no índice.

Ainda em commodities, o petróleo também avança, com investidores monitorando a reunião da Opep+ e repercutindo a queda dos estoques americano. Além disso, o início de um exercício militar russo de dez dias na fronteira com a Ucrânia também pressiona os preços, com aumento da tensão na região. O barril WTI para março avança 1,03%, a US$ 90,58. O Brent para abril avança 0,70%, a US$ 92,18.

No Brasil, dados do setor de serviços e balanços são destaques

No cenário interno, investidores repercutem a notícia de que em dezembro o setor de serviços brasileiro – o com maior participação no produto interno bruto (PIB) do país – avançou 1,40% na base mensal, mais do que os 0,90% do consenso do mercado.

A curva de juros opera mista. Na ponta curta, o rendimento do DI com vencimento em janeiro de 2023 cai um ponto-base, para 12,26%. No meio, os DIs vincendos nos primeiros meses de 2025 e 2027 sobem, ambos, um ponto, para, respectivamente, 11,20% e 11,21%. Na ponta longa, a tendência é de queda, com a taxa do DI para 2029 recuando dois pontos, para 11,41%. O dólar futuro cai 0,06%, a R$ 5,257.

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