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SÃO PAULO – Após iniciar o pregão com leve queda, o Ibovespa volta a operar próximo da estabilidade nesta sexta-feira (8), marcando leve recuo 0,01%, a 52.735 pontos, segundo cotação das 10h24 (horário de Brasília). A expectativa sobre importantes eventos nos EUA e na China mantêm os mercados em “stand by” nesta sessão: enquanto na economia norte-americana o relatório de emprego poderá dar pistas sobre quando o Federal Reserve reduzirá seus estímulos, o gigante asiático terá a reunião do Partido Comunista Chinês, que pode definir os pilares do modelo de crescimento do país nos próximos anos. Se mantida a tendência, será o 4º pregão consecutivo de queda do benchmark da bolsa brasileira. Vale lembrar que na véspera ele caiu 1,21%, terminando o pregão no seu menor patamar desde 9 de outubro.
Das 72 ações que fazem parte do Ibovespa, destaque negativo para a TIM Participações (TIMP3, R$ 10,51, -4,97%), cujas ações lideram com folga as perdas neste começo de pregão. A companhia acompanha o movimento da sua controladora Telecom Italia na bolsa de Milão, cujos papéis desabam após a empresa revelar um plano para levantar 4 bilhões de euros via emissão de bônus. O presidente da empresa, Marco Patuano, disse ainda que pretende investir para crescer no Brasil, dizendo que a TIM é um ativo essencial para o grupo. No entanto, ele acrescentou que a unidade pode ser vendida a um “preço convincente”.
Dentre as maiores altas do índice, aparecem Gol (GOLL4, R$ 10,93, +2,05%), B2W (BTOW3, R$ 13,20, +1,62%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 9,65, +1,58%), CSN (CSNA3, R$ 12,68, +1,44%) e Gafisa (GFSA3, R$ 2,86, +1,42%).
Resultados não trazem muito efeito
Diferente dos últimos dias, a temporada de resultados trimestrais não trouxe um grande impacto nas ações que fazem parte do Ibovespa. Se na véspera os investidores viram os as ações da Vale caírem forte, nesta sexta eles observam a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,85, +0,17%) mostrar fraca oscilação após a companhia apresentar lucro líquido de R$ 281,6 milhões no último trimestre, um aumento de 1,8% frente o mesmo período no ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida teve avanço de 2,6% neste trimestre, atingindo R$ 535,4 milhões.
Outra empresa cujas ações fazem parte do Ibovespa, a Cetip (CTIP3) viu seu lucro líquido aumentar em 27,6% entre julho e setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, ao registrar R$ 128,5 milhões, com a margem líquida (lucro líquido sobre receita líquida) crescendo em 5,8 pontos percentuais, marcando 55,9%. Seus papéis, no entanto, operam bem próximo da estabilidade – leve alta de 0,04%, a R$ 24,55.
Mercado fica na expectativa
As expectativas pela redução do QE3 (Quantitative Easing 3) aumentaram após a divulgação do PIB dos EUA na véspera, que mostrou um crescimento de 2,8% no trimestre, acima do esperado pelo mercado. Nesta sexta-feira, será divulgado às 11h30 (horário de Brasília) o relatório de emprego dos EUA, que pode mostrar que o prejuízo econômico da paralisação parcial de 16 dias do governo foi limitada, estimulando expectativas de redução no estímulo do Federal Reserve. Economistas estimam que 125 mil empregos foram criados em outubro, desacelerando ante os 148 mil em setembro.
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Já na China, as exportações aumentaram mais que o esperado em outubro, mas isso quase não aliviou o clima de cautela dos investidores, com o índice acionário chinês CSI300 caindo para mínimas em dois meses. O mercado espera ainda pelos dados de inflação do gigante asiático referentes a outubro, a serem divulgados nesta noite.
França tem corte de rating
No Velho Continente, o movimento não diverge das bolsas asiáticas, e os índices acionários registram queda. Além dos temores de que o Fed reduza seus estímulos, os investidores mostram maior aversão ao risco em meio ao rebaixamento de rating da França pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s de AA+ para AA, aumentando os temores sobre a situação fiscal do país um dia após o BCE (Banco Central Europeu) surpreender ao cortar juros.
O argumento da S&P para o rebaixamento de rating é que as reformas executadas pelo governo francês não levarão a um maior crescimento da economia do país no médio prazo. O índice acionário francês CAC40 registrava baixas de 1,0%, com as ações dos grandes bancos como Credit Agricole, BNP Paribas e Societe Generale registrando perdas.