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SÃO PAULO – Após abrir em alta e atingir sua máxima do intraday por volta das 10h30 (horário de Brasília), indo aos 54.289 pontos (+0,64%), o Ibovespa deu um “susto” no mercado ao cair 0,8% em menos de 30 minutos, atingindo sua mínima do dia (53.872 pontos) pouco antes das 11h. A partir daí, o índice vem operando bem próximo da estabilidade, mantendo-se perto dos 54.000 pontos – às 12h53, o benchmark brasileira indicava variação negativa de 0,23%, a 53.818 pontos.
O Ibovespa enfrenta dificuldades em subir pelo 2º dia seguido, já que na véspera ele avançou 0,86%. Vale mencionar, no entanto, que ele fechou a última semana com perdas de 5,1%. tendo registrado forte queda nos últimos três pregões da semana passada. No ano, o índice apresenta recua 11,2%.
O movimento de hoje vai em linha com o que está sendo visto nas bolsas norte-americanas, aponta o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Por lá, o Dow Jones também chegou subir, mas agora opera bem próximo da estabilidade. “Com a falta de indicadores na agenda neste pregão, o Ibovespa segue o desempenho do Dow Jones. Se o índice norte-americano consolidar alta, nosso índice subirá”, afirma o analista.
Indicador bom é ruim: faz sentido?
Ajudando a explicar a volatilidade, Galdi cita que os indicadores norte-americanos têm tido uma interpretação “contrária” por parte dos mercados. Isso porque um dado econômico melhor que o esperado aumenta a possibilidade de retirada do Quantitative Easing 3, o programa de compras mensais de títulos feito pelo governo dos EUA como forma de injetar dinheiro na economia.
Assim, dados “bons” acabam sendo mal visto pelos investidores, já que eles levariam o Federal Reserve a interromper a injeção de US$ 40 bilhões mensais na economia do país, trazendo insegurança sobre a capacidade da economia dos EUA caminhar com as próprias pernas.
Ainda sobre o QE3, em entrevista à Bloomberg, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, disse que acredita em uma redução do estímulo em setembro, desde que os dados de emrpego e os índices de preços dos EUA mostrem força.
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Destaque de ações
Entre as ações que tentam impulsionar o índice, destaque para Oi (OIBR3, R$ 5,37, +17,25%; OIBR4, R$ 4,78, +16,30%), PDG Realty (PDGR3, R$ 2,42, +2,11%), Localiza (RENT3, R$ 33,30, +1,99%) e Usiminas (USIM3, R$ 9,28, +0,76%; USIM5, R$ 9,20, +1,88%).
Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 18,86, -0,84%; PETR4, R$ 20,05, -1,18%) pesam sobre o índice – tendo em vista que elas possuem uma das maiores participações no Ibovespa. Também caem forte Duratex (DTEX3, R$ 13,96, -2,38%), Copel (CPLE6, R$ 33,74, -2,99%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,06, -1,84%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,87, -3,49%) e Ambev (AMBV4, R$ 79,47, -1,96%).
Agenda norte-americana e brasileira
Na agenda dos EUA, a balança comercial norte-americana registrou déficit de US$ 40,3 bilhões em abril, ante expectativa de déficit em US$ 41 bilhões. Apesar do valor menor do que o esperado, a balança registrou maior déficit em relação ao mês anterior (US$ 37,1 bilhões), segundo dados do Departamento do Comérico dos EUA.
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Ainda na pauta, cresce a expectativa sobre o relatório de emprego de maio que será divulgado nesta sexta-feira (7) e que pode nortear os investidores quanto à possibilidade de o Fed começar a retirar seu programa de compra de títulos, o Quantitative Easing 3. Ainda sobre o QE3, hoje teremos os discurso de Esther George, do Fed de Kansas, e de Richard Fisher, do Fed de Dallas.
No Brasil, a produção industrial de abril cresceu 1,8% em abril em relação a março, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Economia e Estatística). O indicador que acompanha a evolução da produção e do mercado de trabalho na indústria apresenta alta de 1,6% no acumulado do ano e crescimento de 8,4% em relação a abril de 2012.