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SÃO PAULO – Após chegar a subir 0,45% nos minutos iniciais do pregão, o Ibovespa passa a operar entre perdas e ganhos, a despeito do movimento positivo dos mercados internacionais. Segundo cotação das 10h40 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,08%, a 52.298 pontos. As ações de produtoras de commodities e do Itaú aparecem entre as maiores perdas do dia, enquanto do outro lado os papéis do setor imobiliário ajudam a manter o índice perto da estabilidade.
Lá fora, as bolsas norte-americanas e europeias “ignoram” a paralisação de alguns setores da economia dos EUA e registrando leves altas – a exceção fica com o londrino FTSE 100, que opera em queda de 0,55% após a divulgação de indicadores da economia do país. Embora a interrupção dos EUA possa trazer impactos negativos, os investidores estão apostando que a solução para o impasse do governo virá em breve, vendo esse momento como uma boa oportunidade de compra.
Em linha com essa percepção, alguns ativos considerados “portos seguros” do mercado apresentam forte queda. É o caso do ouro, cujo contrato futuro com vencimento em dezembro recua mais de 2%. Já o dólar comercial por aqui mostra queda de 0,6%, cotado próximo de R$ 2,20.
Destaque de ações
Entre as ações que impulsionam o Ibovespa, destaque para o setor imobiliário com PDG (PDGR3, R$ 2,50, +1,63%), Cyrela (CYRE3, R$ 17,08, +1,97%), MRV (MRVE3, R$ 9,28, +1,87%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,60, +0,56%), Rossi (RSID3, R$ 3,20, +0,95%) e Brookfield (BISA3, R$ 1,62, +0,62%). No entanto, a valorização é bem mais tímida do que aquela registrada nos minutos iniciais da Bovespa.
Já na ponta debaixo do índice, aparecem neste momento as ações de produtoras de commodities MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,52, -1,94%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 20,81, -1,65%), Vale (VALE3, R$ 33,91, -1,60%; VALE5, R$ 31,39, -0,48%) e Klabin (KLBN4, R$ 11,49, -1,46%). Os papéis do setor financeiro também colaboram para deixar o Ibovespa próximo do zero a zero. É caso da Itaúsa (ITSA4, R$ 8,87, -1,44%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,12, -1,03%).
EUA paralisado
Nos EUA, o impasse sobre o orçamento para o ano fiscal que se inicia nesta terça-feira continua. O Senado e o Congresso norte-americanos não chegaram a um acordo até ontem, o que leva alguns setores do governo a não funcionarem nesta terça. Essa é a primeira vez em 17 anos que o governo enfrenta essa baixa nos serviços.
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Agora, os dois lados precisam chegar a um acordo sobre o aumento no teto da dívida norte-americana para evitar que o governo fique sem recursos em 17 de outubro, data estipulada pelo secretário do Tesouro, Jack Lew, como limite para um novo teto.
Ainda por lá, às 11h será divulgado o ISM Index, indicador que mostra o nível de atividade industrial dos EUA. No mesmo horário, o Departamento de Comércio norte-americano mostra os gastos com construção no país.
Brasil
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – semanal) avançou 0,30% na última semana de setembro, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado o índice acumula alta de 3,63% no ano e de 5,29% nos últimos 12 meses.
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Além disso, o PMI (Purchase Manager’s Index) aumentou para 49,9 em setembro, ante 49,4 registrado no mês anterior. O índice está muito próximo da marca de 50, que separa contração de expansão do setor industrial.
PMI internacionais
O PMI oficial chinês mostrou leve aumento, para 51,1 em setembro, mostrando mesmo comportamento que o indicador industrial compilado pelo HSBC registrou no período. Apesar do aumento em relação ao mês anterior, o PMI ficou abaixo do esperado pelo mercado, de 51,6.
Já o PMI industrial da zona do euro registrou 51,1 em setembro, mesmo valor visto na prévia do indicador, apesar do recuo visto em países como Itália (50,8) e Espanha (50,7). Enquanto o resultado não decepcionou completamente o mercado, na Inglaterra o recuo do PMI derruba o índice acionário FTSE 100 nesta manhã.