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Ibovespa sobe 1,5% e renova recordes acima de 184 mil pontos em dia de Fed e Copom

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,52%, a 184.691 pontos, maior nível de fechamento

Agências de notícias

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O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,52%, a 184.691 pontos, maior nível de fechamento.

Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, registrou 185.064,76 – maior nível intradia registrado na história do Ibovespa.

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Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano. Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair.

Tanto o diretor Christopher Waller, candidato a substituir o chair do Fed, Jerome Powell, quando seu mandato terminar, em maio, quanto o diretor Stephen Miran, que está de licença de seu trabalho como consultor econômico na Casa Branca, divergiram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual já nesta quarta-feira.

“A justificativa para parar de cortar juros foi a avaliação de que o comitê vê sinais de estabilidade na taxa de desemprego. Os dois votos dissidentes (Miran e Waller) eram esperados”, comentou a analista Lais Costa, da Empiricus Research.

Para Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, o Fed deve cortar um total de 75 pontos-base da taxa de juros este ano, mas apenas a partir do segundo semestre.

“Acredito que esse primeiro corte vai sair de fato no segundo semestre deste ano, quando a gente já vai ter outra gestão de banco central americano, com eventualmente uma pessoa que vai ter… um discurso um pouco mais dovish, eventualmente focando um pouco mais no corte desses juros”, disse.

O presidente do Fed, Jerome Powell, aponta desde a última reunião que o cenário prospectivo para a economia melhorou, com o crescimento se mostrando sólido e o mercado de trabalho estabilizando. O impacto das tarifas na inflação segue moderado nos bens, e enquanto a desinflação de serviços tem se intensificado — o que é uma evolução importante para o cenário olhando para a frente.

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“A entrevista após a decisão indicou que o Fed está confortável com o patamar atual de juros. Além disso,a melhora da perspectiva da economia e o baixo impacto das tarifas na inflação não colocam urgência na retomada do processo de flexibilização dos juros. Avaliamos que essa sinalização é compatível com nosso cenário de retomada do ciclo de corte de juros a partir da reunião de junho, com dois cortes de 25 p.b. até o final de 2026”, aponta a Monte Bravo Investimentos em análise.

Por aqui, os investidores mantêm posições antes da decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início da noite.

As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado da decisão, em busca de pistas sobre a decisão de março.

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Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira — dado mais recente — 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção.

(com Reuters)