Bolsa

Ibovespa já cai 3,6% mesmo com desmentido da Petrobras; dólar e DIs sobem forte

<div> <p class="MsoNormal">Mais inApós a assessoria da estatal negar que haveria uma coletiva de imprensa sobre possível capitalização da companhia, o CFO Ivan Monteiro esclareceu a um grupo de jornalistas, nesta tarde, que não é estudado esse procedimento para a recomposição do caixa da Petrobras. Até o fechamento desta edição, os papéis da petrolífera mantinham fortes quedas na Bolsa, não respondendo em um primeiro momento ao pronunciame</p> </div>

SÃO PAULO – Depois de um breve respiro na véspera, o Ibovespa voltou a despencar em meio ao desempenho negativo dos preços do petróleo no mercado internacional e acompanhando os dados fracos apresentados nos Estados Unidos. Com isso, o benchmark da bolsa brasileira acumulou perdas de x,xx% na semana entre 11 e 15 de janeiro, fechando a xx.xxx pontos. Apenas nesta sexta-feira, o índice mergulhou x,xx%, com o mercado também atento à afirmação do CFO da Petrobras, Ivan Monteiro, de que a companhia não estuda capitalização, desmentindo a interpretação que se teve da fala da presidente Dilma Rousseff mais cedo. Segundo o executivo, recorrer ao Tesouro para recompor caixa não é uma alternativa estudada pela estatal. Em meio ao clima de maior aversão a riscos, o dólar comercial subiu 1,19%, cotado a R$ 4,0458 na venda. Na semana, a moeda acumulou alta de 0,14% ante o real.

Segundo o economista-chefe do home broker da Modalmais, Álvaro Bandeira, a Petrobras precisa urgentemente se capitalizar, já que tem uma dívida de R$ 500 bilhões, sendo a maior parte em dólar e euro. No entanto, isso deveria ser feito com venda de ativos e não com uma emissão de ações. Para ele, a estatal tem ativos muito interessantes, mas o momento atual, de queda do petróleo, crise na empresa e menor demanda global é ruim para isso, então o governo poderia eventualmente emitir ações da sua parte na companhia para capitalizá-la. “O problema é que se fossem, por exemplo, só R$ 50 bilhões, não ajudariam a Petrobras. E uma capitalização suntuosa traria uma diluição de posição acionária que faria muita confusão no mercado”, explica.

Desde a manhã, o mercado já deixava sua tentativa de recuperação da quinta e acompanhava as quedas nas bolsas internacionais. Principal destaque da semana, o petróleo volta a cair forte hoje e o barril do WTI (West Texas Intermediate) recua nada menos do que 4,78% em meio a preocupações com o aumento da oferta do Irã. Depois de passar um longo período fora do jogo no comércio exterior da commodity, o país deve voltar com força este fim de semana, para o qual está previsto que sejam levantadas as sanções que sofria da comunidade internacional por conta do seu programa nuclear.

Na China, o número de novos empréstimos ficou abaixo do esperado, mostrando uma menor eficácia dos estímulos do governo.

EUA cai forte
Os três grandes índices norte-americanos operam em forte queda, especialmente o Nasdaq, que reúne as principais ações de empresas do setor de tecnologia. Além da queda das bolsas mundiais, o recuo se dá por conta de uma série de dados negativos no país. As vendas no varejo mostraram o ano mais fraco nos Estados Unidos desde 2009. O indicador caiu 0,1% em dezembro, ante expectativas de 0,1% de avanço. A inflação ao produtor também caiu mais que o esperado, fechando o mês em queda de 0,2%, contra projeções de 0,1% de recuo. Por fim, a produção industrial decepcionou mais ainda e caiu 0,4% no último mês do ano, contra 0,2% de contração esperados.

Cenário externo
A sessão desta sexta-feira foi de cautela para os mercados, com China e petróleo renovando as tensões. A bolsa da China entrou em bear market (quando o índice despenca 20% ou mais em relação a um topo) ao registrar baixa de 3,5% na sessão de hoje com a notícia de que os bancos chineses não aceitam ações como colateral em operações de crédito. As commodities também operaram em baixa. O índice japonês Nikkei, por sua vez, teve queda de 0,54%, enquanto Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, caiu 1,5%.

No noticiário econômico chinês, o Banco do Povo do país informou que injetou 100 bilhões de yuans no mercado por meio de uma linha de crédito de longo prazo nesta sexta-feira, com o objetivo de manter a ampla liquidez no sistema bancário do país. Além disso, os bancos do país liberaram 597,8 bilhões de yuans (US$ 90,7 bilhões) em novos empréstimos em dezembro, abaixo dos 708,9 bilhões de yuans de novembro e menos do que previam os economistas.

Na Europa, o dia também foi de baixa acompanhando o noticiário chinês e com a queda do petróleo: o FTSE caiu 1,93%, o DAX teve baixa de 2,54% e o CAC 40 teve queda de 2,39%.

Indicadores
Entre os indicadores divulgados hoje, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto), caiu 0,52% em novembro sobre outubro, de acordo com dados dessazonalizados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (15). Pesquisa da Bloomberg apontou que a mediana das expectativas dos economistas era de queda 0,90%. Em 12 meses, o dado caiu 6,14%, contra expectativas de queda de 6,75% segundo a Bloomberg.

PUBLICIDADE

A taxa de desemprego no Brasil subiu a 9% no trimestre encerrado em outubro e voltou a renovar o maior patamar da série iniciada em 2012, apontou a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa ficara em 8,9% no segundo trimestre. A expectativa da pesquisa Bloomberg junto a economistas era de que o desemprego chegasse a 9,1% no quarto trimestre até o fim de outubro.

Orçamento de 2016
A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o Orçamento de 2016, de acordo com lei publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A lei estima a receita da União para 2016 em R$ 3,050 trilhões. Em meados de dezembro, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, evitando assim que o governo começasse o ano com amarras no Orçamento.