Ibovespa intensifica perdas e tem queda de mais de 2%; Vale recua mais de 4%

Caso desempenho ruim da bolsa se mantenha até o fechamento da sessão, benchmark irá para o menor patamar observado em 2013

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SÃO PAULO – O Ibovespa intensificou as perdas no início da tarde e opera abaixo dos 54.000 pontos. segue o movimento de queda observado no início da manhã e registra baixa de em queda de 1,58%, a 54.094 pontos na cotação das 14h52 (horário de Brasília).

O movimento segue também a piora dos mercados mundiais, que demonstram pessimismo aos dados piores que o esperado da economia chinesa. Já o ouro – que costuma ser mais procurado em momentos de aversão ao risco – despenca mais de 9%, assim como as cotações no mercado futuro de petróleo. 

Vale lembrar que, caso este movimento negativo se confirme até o fechamento da sessão, o benchmark da bolsa irá para o menor patamar já registrado no ano. Esta segunda-feira (15) marca o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa.

Em destaque, após a China divulgar seu crescimento econômico de 7,7% no primeiro trimestre de 2013, ante 7,9% no último trimestre de 2012 e projeções de 7,9%, estão as ações de mineradoras globais, que têm forte baixa nesta sessão. Por aqui, a Vale (VALE3, R$ 33,15,-4,14%; VALE5, R$ 31,56, -4,16%), a Bradespar (BRAP4, R$ 24,75, -4,81%) e a MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,92, -4,95%) não escaparam do movimento e apresentam fortes baixas.

Além das ações da Vale, a Petrobras (PETR3;PETR4) não escapa do movimento negativo, com baixas respectivas de 3,96%, a R$ 15,76, para os ativos ON, e de 3,01%, a R$ 17,42, para os papéis PN. Neste final de semana, a presidente da companhia, Graça Foster, sinalizou que não haverá novos reajustes no combustível neste ano. Juntas, as duas respondem por uma participação de cerca de 20% no índice. Ainda entre as petrolíferas, destaque para a OGX Petróleo (OGXP3), com queda de 4,52%, a R$ 1,48. 

Entre os maiores destaques de queda, estão ainda as ações da Brookfield (BISA3, R$ 2,22, -5,93%) e para a Gafisa (GFSA3, R$ 4,16, -5,67%)  e para os papéis ON da Eletrobras (ELET3, R$ 5,74, -5,59%). 

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Focus, opções e indústria de NY
No Brasil, o relatório Focus mostrou leve queda nas projeções do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O boletim aponta que a inflação fique em 5,68% neste ano, ante projeção de 5,70% na semana anterior. Já as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) e para a taxa Selic mantiveram-se estáveis em 3,0% e 8,50% ao ano, respectivamente.

Nos EUA, o NY Empire State Index, registrou aumento menor do que o esperado em abril, com 3,1. As projeções para a atividade industrial de Nova York esperavam alta de 5,0, após o indicador registrar 9,2 no mês anterior.

Ainda por aqui, a segunda-feira conta com o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa, o que costuma resultar em um maior giro financeiro no pregão, tendo em vista o exercício dos contratos de derivativos. Fechando a pauta doméstica, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) traz o resultado da balança comercial da última semana.

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Chipre e Grécia movimentam resgates
Ainda na Europa, a troika (grupo formado por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) terminou uma avaliação dos progressos feitos pela Grécia para garantir a próxima parcela do resgate cedido ao país em 2012, no valor de € 10 bilhões – o resgate total acertado em dezembro foi de € 240 bilhões.

Já no Chipre, o governo afrouxou parcialmente o controle sobre os bancos estabelecidos em março, que foram criados para evitar uma corrida aos bancos após um colapso do sistema bancário no país. Agora, indivíduos podem transferir até € 3 mil por mês entre bancos cipriotas, ante € 2 mil regulados até então. Já as companhias podem transferir até € 50 mil, aumento de € 40 mil na permissão.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.