Ibovespa intensifica perdas e chega a perder os 49.000 pontos

Sessão começou positiva, com índice chegando a subir 1,2%, mas logo reverteu ganhos; dia é volátil em meio ao vencimento de opções sobre o Ibovespa
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Após “ameaçar” ter um dia positivo no início da sessão desta quarta-feira (12), o Ibovespa volta a registrar expressiva queda, intensificando as perdas nas horas finais de negociação. Às 15h38 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 1,59%, a 48.979 pontos, perdendo assim os 49.000 pontos. 

Vale lembrar que nesta sessão ocorre o vencimento de opções sobre o Ibovespa e contratos de índice futuro, que contribui para trazer volatilidade ao mercado. 

Entre as maiores quedas do índice, destaque para as ações do grupo EBX, de Eike Batista. A LLX Logística (LLXL3) vê seus papéis registrarem queda de 10,87%, a R$ 1,23, seguidas pelos ativos da OGX Petróleo (OGXP3), com perdas de 9,40%, a R$ 1,06 e da MMX Mineração, com baixa de 7,74%, a R$ 1,43. Os papéis da Klabin (KLBN4, R$ 11,34, -8,84%) também seguem em baixa, após a companhia anunciar a emissão de R$ 1,7 bilhão em units para construção de uma planta de celulose no Paraná. 

As quedas de ações das duas principais blue chips ajudam a intensificar as perdas nesta sessão. Petrobras (PETR3, R$ 16,79, -2,44%; PETR4, R$ 18,13, -2,16%) e Vale (VALE3, R$ 29,18, -1,78%; VALE5, R$ 27,20, -2,09%), que respondem por mais de 21% da carteira teórica do índice. 

Por outro lado, dentre as maiores altas do dia, destaque para o setor imobiliário com PDG Realty (PDGR3, R$ 2,22, +7,25%) e Gol (GOLL4, R$ 8,31, +5,59%), esta última que estende os ganhos vistos na véspera. 

Referências internacionais
As referências econômicas do dia também entram na pauta, com os estoques de petróleo dos EUA sugerindo uma queda no consumo, com alta de 2,253 milhões após cair 6,267 milhões na semana anterior. Já o déficit orçamentário do país foi de US$ 139 bilhões no mês de maio, 11% mais alto do que o mesmo mês do ano passado. Por outro lado, o déficit nos primeiros oito meses do ano fiscal esteve 26% menor na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

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Na Europa, destaque para o aumento inesperado da produção industrial da zona do euro, que subiu 0,4% mas não conseguiu sustentar o ânimo dos investidores.

Outros indicadores também foram divulgados no Velho Continente, como a taxa de desemprego da Grã-Bretanha, que ficou inalterada em 7,8% em abril e a inflação de maio na Alemanha e França, que registraram altas de 0,4% e 0,1%, respectivamente. Os preços no mercado alemão ficaram em linha com o esperado, enquanto os franceses subiram menos do que a expectativa de 0,3%. Repercute também no continente o rebaixamento da Grécia para país emergente pelo MSCI, que justifica a mudança com base no fracasso do país em critérios para acessibilidade ao mercado. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.