Ibovespa intensifica perdas, com ações da LLX e OGX caindo mais de 10%

Ações das companhias de Eike Batista figuram como as maiores quedas da sessão; JBS e Gol são as maiores altas do índice

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SÃO PAULO – O Ibovespa segue em movimento negativo na sessão desta segunda-feira (8), após ter registrado um início de sessão bastante volátil. O índice intensifica as perdas observadas durante a manhã sendo que, às 12h58 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 1,07%, a 54.463 pontos.

Na ponta negativa do índice, figuram mais uma vez as empresas do grupo EBX, de Eike Batista,com destaque para LLX Logística (LLXL3, R$ 1,81, -11,27%). Especulações sobre problemas envolvendo o Porto de Açu veiculadas na revista Veja e que apontavam para os riscos da obra afundar, impactaram o mercado. Contudo, em nota, a assessoria da companhia afirmou que a notícia é ”inverídica e infundada”. 

Além da LLX, os ativos da OGX Petroleo (OGXP3, R$ 1,53, -10,53%), e MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,84, -4,17%) registram fortes quedas. Ainda na ponta negativa, destaque para o setor imobiliário, com MRV (MRVE3, R$ 8,98, -3,65%) e Rossi Residencial (RSID3, R$ 3,48, -3,33%) registrando fortes perdas. As ações PNB da Eletrobras (ELET6) também registram fortes perdas, em meio ao anúncio de que criará uma subsidiária integral da Amazonas Energia. 

 Já no lado positivo, destaque para os papéis da JBS (JBSS3), com alta de 4,52%, a R$ 6,70, após o JPMorgan elevar a recomendação dos papéis para overweight (desempenho acima da média do mercado), recomendação equivalente a compra. Os papéis da Gol (GOLL4, R$ 11,52, +3,32%) também se destacam na ponta positiva, chegando a subir mais de 6% em meio ao anúncio de contrato de investimentos de R$ 400 milhões com a General Atlantic.

Agenda econômica
A divulgação de importantes indicadores na Europa e na China, bem como as novas projeções para a economia brasileira apontada no Relatório Focus, agitam os investidores nesta abertura de semana.

O Focus, divulgado pelo Banco Central, apontou queda na projeção para o PIB (Produto Interno Bruto), que deve alcançar 3,00% em 2013, ante projeção de 3,01% registrada na semana anterior. Já a projeção para a taxa Selic permaneceu em 8,50% ao ano em 2013 e 2014, mantendo a projeção da semana anterior.

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Na Europa, a confiança do investidor caiu mais do que o esperado, registrando -17,3, ante expectativa de -12,6. Já na Alemanha, a produção industrial aumentou mais do que o esperado, com crescimento de 0,5%, ante projeções do mercado de alta de 0,4% e queda de 0,6% no mês anterior.

EUA aguardam Bernanke e resultados
Os investidores norte-americanos aguardam discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Além disso, esta segunda-feira marca o início da temporada de resultados do 1º trimestre de 2013 das companhias norte-americanas, com o balanço da Alcoa sendo divulgado após o fechamento do pregão. 

Os principais índices acionários norte-americanos operam no vermelho. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, recua 0,34% a 14.515 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 0,08%, atingindo 1.552 pontos. Já o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta leve queda de 0,06%, chegando a 3.202 pontos.

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Tensão portuguesa
Em Portugal, as tensões econômicas voltam ao noticiário, com o bloqueio de uma proposta de cortar benefícios aos aposentados e pensionistas como forma de cortar gastos e atingir os termos do acordo de resgate com seus credores internarcionais.

Já na Ásia, a bolsa do Japão subiu 2,8% ainda repercutindo as medidas de estímulo anunciadas na semana passada pelo BoJ (Bank of Japan). Já o mercado chinês, que manteve-se fechado nos dois últimos pregões da semana passada por conta do feriado local, fecharam com queda de 0,6%, com os investidores digerindo os temores da gripe aviária chinesa.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.