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SÃO PAULO – Se a sessão para o Ibovespa já estava negativa após a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA, ela ficou ainda pior após a abertura dos mercados norte-americanos. Às 13h33 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 1,60%, a 51.890 pontos, mas chegou a registrar baixas ainda maiores, de 1,91%.
Contudo, os principais índices acionários dos EUA registram leves altas e, a princípio de modo contraditório, também reportando os números do mercado de trabalho norte-americano. Isso porque, mesmo com a criação de 204 mil postos de trabalho no mês, o dobro da previsão dos analistas de Wall Street, a leitura mais atenta apontou que a maior parte das vagas era de empregos de meio período, o que pode levar a revisões mais à frente. Assim, diminuíram as expectativas para um início do aperto monetário logo em dezembro. Porém, o benchmark da bolsa segue em queda.
Já a contratação em setembro foi revisada para cima, com a contratação de 163 mil trabalhadores, ante dado anterior de 148 mil, assim como a de agosto, que aumentou de 193 mil para 238 mil empregos. Enquanto isso, a taxa de desemprego nos EUA teve ligeira alta em outubro, para 7,3%, ante 7,2% em setembro. Contudo, os economistas esperavam um avanço ainda maior, de 7,4%. Por outro lado, o Michigan Sentiment caiu mais do que o esperado, a 72 pontos, ante previsão de 74,4.
Tim despenca; apenas 6 ações sobem mais de 1%
A divulgação do relatório de emprego tirou o ímpeto dos investidores no último pregão da semana. Das 72 ações que fazem parte do Ibovespa, apenas 6 delas operam com alta de mais de 1% neste momento.
No lado negativo, segue como principal queda a TIM Participações (TIMP3, R$ 10,42, -5,79%). A companhia acompanha o movimento da sua controladora Telecom Italia na bolsa de Milão, cujos papéis desabam após a empresa revelar um plano para levantar 4 bilhões de euros via emissão de bônus. O presidente da empresa, Marco Patuano, disse ainda que pretende investir para crescer no Brasil, dizendo que a TIM é um ativo essencial para o grupo. No entanto, ele acrescentou que a unidade pode ser vendida a um “preço convincente”.
Com a piora da bolsa, a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,59, -2,03%), que mostrava fraca oscilação, passou a cair forte. Na véspera, a companhia apresentou lucro líquido de R$ 281,6 milhões no último trimestre, um aumento de 1,8% frente o mesmo período no ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida teve avanço de 2,6% neste trimestre, atingindo R$ 535,4 milhões.
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Outra empresa cujas ações fazem parte do Ibovespa, a Cetip (CTIP3) viu seu lucro líquido aumentar em 27,6% entre julho e setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, ao registrar R$ 128,5 milhões, com a margem líquida (lucro líquido sobre receita líquida) crescendo em 5,8 pontos percentuais, marcando 55,9%. Seus papéis, após serem negociados perto da estabilidade, registraram perdas de 1,18%, a R$ 24,25.
No aguardo da China
Passado o relatório de emprego, agora a expectativa do mercado fica com a China, que contará com a reunião do Partido Comunista Chinês neste fim de semana, que pode definir os pilares do modelo de crescimento do país nos próximos anos.
Ainda por lá, as exportações aumentaram mais que o esperado em outubro, mas isso quase não aliviou o clima de cautela dos investidores, com o índice acionário chinês CSI300 caindo para mínimas em dois meses. O mercado espera ainda pelos dados de inflação do gigante asiático referentes a outubro, a serem divulgados nesta noite.
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França tem corte de rating
No Velho Continente, o movimento não diverge das bolsas asiáticas, e os índices acionários registram queda. Além dos temores de que o Fed reduza seus estímulos, os investidores mostram maior aversão ao risco em meio ao rebaixamento de rating da França pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s de AA+ para AA, aumentando os temores sobre a situação fiscal do país um dia após o BCE (Banco Central Europeu) surpreender ao cortar juros.
O argumento da S&P para o rebaixamento de rating é que as reformas executadas pelo governo francês não levarão a um maior crescimento da economia do país no médio prazo. O índice acionário francês CAC40 registrava baixas de 1,0%, com as ações dos grandes bancos como Credit Agricole, BNP Paribas e Societe Generale registrando perdas.