Ibovespa ganha fôlego e sobe 1%, em sessão em que blue chips são “protagonistas”

Índice ganha forças e volta aos 49.000 pontos; Vale e Petrobras sobem com falas de seus presidentes e siderúrgicas diminuem perdas

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SÃO PAULO – O Ibovespa ganha forças no final da manhã desta quarta-feira (22) e sobe cerca de 1%, com as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Vale (VALE3;VALE5) se destacando na ponta positiva e com os papéis de siderúrgicas diminuindo as fortes perdas no início da sessão. Às 11h50 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava ganhos de 1,02%, a 49.037 pontos.

No noticiário corporativo, chama a atenção as siderúrgicas. Após cair 5,06% no início do pregão, os papéis da CSN (CSNA3) registram baixa de 0,87%, a R$ 12,55, enquanto a Usiminas (USIM5) passou de perdas de quase 4% para leve baixa de 0,63%, em meio à visão estrutural negativa para o setor. Na véspera, a corretora do UBS Brasil apareceu como a maior vendedora de ações das duas empresas que mais caíram neste pregão, o que sinaliza uma possível saída de investidores estrangeiros – já que as corretoras de bancos internacionais geralmente têm entre seus clientes investidores de fora do País ou fundos de investimentos.

Cabe ressaltar que, mesmo num cenário negativo do setor, o Bank of America Merril Lynch reiterou a recomendação de compra para a Usiminas. Para os analistas Thiago Lofiego e Karel Luketic, a implementação de aumento de preços ao longo do primeiro semestre deve manter os ganhos fortes. Contudo, eles mantiveram a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para a CSN.

Já na ponta positiva, estão os papéis da Gol (GOLL4, R$ 11,02, +3,77%), que lideram os ganhos do índice após a divulgação dos seus números de tráfego aérea do mês de dezembro, consolidado do quarto trimestre e do acumulado de 2013. No quarto trimestre do ano passado, a receita de passageiro por assento-quilômetro oferecido (Prask) líquida da companhia aumentou 24% ante o mesmo período de 2012. 

Enquanto isso, os ativos da Vale voltam a ganhar forças e sobem mais de 1%, após declarações do presidente da companhia, Murilo Ferreira, de que os fatores por trás de uma recente queda nos preços do minério de ferro na China, para uma mínima de mais de seis meses no mercado à vista, são “transitórios”. A fala da presidente da Petrobras, Graça Foster, em Davos também anima. A presidente da estatal destacou que a companhia vai dobrar a sua produção até 2020 e triplicá-la até 2035. 

China e fluxo cambial
Em destaque, está também o clima mais positivo na Ásia, com a China mostrando alívio com a queda das taxas monetárias, facilitando as decisões dos bancos centrais regionais. Enquanto isso, no Japão, o Banco Central manteve a política monetária; os investidores aguardam ainda mais sinalizações de que a autoridade monetária do país realize mais uma operação para flexibilização monetária. 

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A Ásia seguirá no radar dos investidores, com a China apresentando a Sondagem Industrial de janeiro. No noticiário nacional, chama a atenção a divulgação do fluxo cambial semanal – um importante indicador para o mercado, que pode apontar como andam os negócios exteriores do País, além dos rumos que a cotação do dólar pode tomar.

Europa
Enquanto isso, na Europa, os principais mercados têm uma sessão perto da estabilidade, após o FMI projetar crescimento da economia mundial de 3,7% em 2014, acima da previsão de crescimento de 3,6% divulgado em outubro. 

Impulsionados pelo FMI, o índice FTSEurofirst 300 abriu com alta de 0,4%. Enquanto isso, o DAX, principal índice acionário da Alemanha iniciou o pregão com perdas de 0,13%.

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O mercado repercute ainda os dados econômicos da Inglaterra, com destaque especial para os dados de emprego, que surpreenderam positivamente. A taxa de desemprego caiu a 7,1% nos três meses até novembro, ante previsão de ficaria em 7,2%. 


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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.